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7 de setembro de 2022

A minha pátria

 A minha pátria

Hoje é o dia da pátria. Mas a minha pátria, a que sonho, não é a mesma de Jair Bolsonaro e seus fascistas. Na minha sonhada pátria, amada e não armada, não tem lugar para ódio, preconceito, racismo, misoginia, homofobia... Na pátria que imagino, jamais um psicopata desqualificado será presidente da República. Na minha pátria todos serão livres para escolherem seus destinos. Na pátria minha, sim na minha idealizada pátria, seguiremos abraçados cantando os versos de Geraldo Vandré:
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Somos todos iguais, braços dados ou não
Nas escolas, nas ruas, campos, construções
Caminhando e cantando e seguindo a canção...
Sim, talvez a minha pátria seja uma utopia... E daí? É a minha pátria: bela, feliz, generosa, amorosa e solidária!
Zatonio Lahud

15 de março de 2013

O Brasil inventou o "corrupto honesto"

O Brasil inventou o "corrupto honesto"- Interrogações

Nós, os brasileiros, somos fenomenais em nossa inelutável capacidade criativa. Em que outro lugar do mundo se criaria o "corrupto honesto"? Só nestes tristes e hilários trópicos ( o Claude Lévi-Strauss esqueceu-se do hilário em sua célebre frase ).
Eu explico, ou melhor, vou tentar: se o sujeito está envolvido em corrupção mas "for do nosso lado" é honesto; se , no entanto, fizer oposição, é o mais corrupto dos corruptos. Um canalha antológico e irrecuperável. Se no meio do caminho passar para o "lado de cá", passa a ser o mais reto e probo de todos os corruptos.
E assim vamos, "caminhando e cantando e seguindo a canção", ou a corrupção, não Geraldo Vandré?