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4 de janeiro de 2018

Saudade, silêncio e solidão

A tarde segue,
modorrenta,
como sempre.

A memória vagueia
por saudades
que reabrem cicatrizes
no sofrido coração.

Estou repleto...
de saudade, silêncio 
e solidão. 

A tarde segue, modorrenta, como sempre.  A memória vagueia por saudades que reabrem cicatrizes no sofrido coração.  Estou repleto, de saudade, silêncio  e solidão.



24 de abril de 2017

Eu, sólida solidão

Para ser inteiro,
preciso estar só.
Só a mais completa 
solidão,
me completa.
Viajo por mundos
nunca dantes navegados,
quando estou só...
Eu, sólida solidão. 

❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤

15 de março de 2017

Saudades adormecidas

Saudades adormecidas
Bem no fundo de minh'alma
Por vezes
Acordam para me atormentar

E dói
O coração
Já tão machucado.

Saudades adormecidas Bem no fundo de minh'alma Por vezes Acordam para me atormentar  E dói O coração Já tão machucado.



10 de março de 2017

Melhor ignorar a humanidade

Ignorar os falsos profetas.
Os salvadores da pátria.
Os donos da verdade!
[Mentirosos, são!]
Os falsos amigos...
(Melhor os inimigos)
Melhor ignorar a humanidade.
Uns poucos bons amigos bastam.
E a companhia da solidão criativa.
Que nunca te trai,
nunca te acusa,
nunca te abandona...

A imagem pode conter: textoIgnorar os falsos profetas. Os salvadores da pátria. Os donos da verdade! [Mentirosos, são!] Os falsos amigos... (Melhor os inimigos) Melhor ignorar a humanidade. Uns poucos amigos bastam. E a companhia da solidão criativa. Que nunca te trai, nem te acusa, nem te abandona...

17 de janeiro de 2017

Eu, Solidão

Andei. E não encontrei. Parei. Sentei. E fiquei olhando uma pequena formiga que carregava uma folha que deveria ter umas cem vezes o seu peso.
Eu não carrego peso nenhum. Só o de minha Solidão. Que é leve. Sempre foi excelente companheira. Solidária. Amiga. Presente, sempre. Onde vou ela me acompanha. Silenciosa. Sábia. Por vezes, irônica. Ri de minhas aventuras e desventuras. É alegre, a minha Solidão.
Quando estou só e triste, é ela quem me consola. Quieta comigo. Me afaga. Como que me protegendo das dores do mundo.
E assim vivemos em comunhão... Eu, Solidão.
Zatonio Lahud


 Eu, Solidão

13 de dezembro de 2016

Ando triste

Ando triste, da vida.
Ando triste, de mim.
Ando triste, do Brasil.
Ando triste, do futuro.
Triste, ando...


Ando triste, da vida.  Ando triste, de mim.  Ando triste, do Brasil.  Ando triste, do futuro.  Triste, ando...

13 de novembro de 2016

Poema triste

Eu,
por vezes,
não sou eu...
Sou apenas pranto,
saudade,
tristeza.
Mas sigo...
Vivo,
ainda.

Eu, por vezes, não sou eu... Sou apenas pranto, saudade, tristeza... Mas sigo... Vivo, ainda.

28 de setembro de 2016

Menos a dor

Uma dor
Uma flor
Um amor

Todos morreram
Menos a dor
Que se transformou
Em saudade
E foi morar
Em meu coração

Menos a dor

21 de setembro de 2016

Estrangeiro, d'eu

Eu,
por vezes,
sou estrangeiro
d'eu.
Não reconheço-me,
n'eu.
Sou um estranho,
conversando comigo
em uma linguagem
que não entendo, eu...

Eu, por vezes, sou estrangeiro d'eu. Não reconheço-me, eu. Sou um estranho, conversando comigo em uma linguagem que não entendo, eu...

16 de outubro de 2015

6 de outubro de 2015

Ainda me encanto

No fim
Essa vida
É mais desencanto
Que encanto

Mas eu cá
Em meu canto
Embora pranto
Com um belo poema
Ainda me encanto.


4 de outubro de 2015

À esmo


Ontem à noite 
Saí por aí
À esmo

Fui levar
Minha solidão
Para passear

Ele anda
Muito triste
E solitária.

24 de setembro de 2015

Veia- Bruno Junger Mafra

Veia- Bruno Junger Mafra

Veia
 Desiludido
do cio
da vida
do ciclo
cansado
de ausências
e perdas
e poeiras
abstratas

Chega !
eis a hora
lúgubre
da aurora
sem poesia
( todo dia )
inútil
busca
da alegria
corre
a solidão
em suas veias

- Bruno Junger Mafra

21 de setembro de 2015

Sou um sobrevivente

Sou um sobrevivente.
D'eu mesmo,
De minhas insanidades,
Em excesso todas:
Álcool, cigarro, sexo, vazios e solidões.
Vivia feito louco com ansiedade de vida.
Mais vida...
E me perdi nos copos e corpos da louca vida.
Mas sobrevivi.
Sem álcool, sem cigarro...
Só por hoje, sempre.

10 de setembro de 2015

Uns nascem solidão

Uns nascem solidão.
Outros nascem multidão.
Eu nasci uma multidão de solidões.
Múltiplas, infinitas... Eternas.

3 de agosto de 2015

A solidão que amo

Eu amo a solidão.
Mas não a solidão depressiva.
Do abandono...
Não.
A solidão criativa me cativa.
Eu conversando com minha multidão de eus.
É a essa solidão que amo.

14 de julho de 2015

Só ida

A vida Apesar das curvas E das desditas É um caminho Que não tem volta Só ida...

A vida
Apesar das curvas
E das desditas
É um caminho
Que não tem volta
Só ida...

3 de julho de 2015

21 de junho de 2015

Devias estar aqui rente aos meus lábios- Eugénio de Andrade

Devias estar aqui rente aos meus lábios
Eugénio de Andrade
Devias estar aqui rente aos meus lábios
para dividir contigo esta amargura
dos meus dias partidos um a um
- Eu vi a terra limpa no teu rosto,
Só no teu rosto e nunca em mais nenhum

Eugénio de Andrade, pseudónimo de José Fontinhas (1923-2005), foi um poeta português.