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27 de junho de 2023

Botafogo, a solidão do líder

 A solidão do líder

Acordo, não vejo ninguém à minha frente; olho atrás e só vejo uma figura opaca que fica cada vez mais ao longe. Sinto-me só...
Ser Botafogo é ter de conviver com a solidão de um líder. Mas, em compensação, ando rindo à desbragada até em velório.
Segue o líder...
🌖🌗🌓⭐️💫🌟🔥

17 de setembro de 2020

20 de maio de 2020

A Covid-19 é a doença da solidão absoluta

A Covid-19 é a doença da solidão absoluta. Ninguém pode consolar o doente; e os que morrem, nem ser velados pelos que os amam podem. Uma doença sádica, que tira dos familiares do falecido até o sagrado direito de se consolarem mutuamente pela perda do ente querido.
A morte imposta pela Covid-19 é absurdamente triste, solitária e dolorida para os que perderam alguém que amam, e a ele não podem nem dar seu último adeus.
Apesar disso, uns, os incapazes de compaixão, dizem, cinicamente, "e daí?" 
😢😢😢😰😰😰😥😥😥😓😓😓

20 de março de 2020

28 de janeiro de 2020

A solidão não me incomoda

A solidão não me incomoda.
Incomoda-me o medo
que as pessoas têm dela.

Até para orar
comprimem-se
em multidões amorfas
e berram sua infelicidade
rumo ao nada.

Prefiro seguir só...

27 de janeiro de 2020

Abraçando um desconhecido

Às vezes acontecem umas coisas estranhas comigo. Há cerca de 2 meses atrás, estava num ponto de ônibus quando um garoto autista segurou minha mão e só a soltou quando sua mãe o puxou para subirem no ônibus em que iam seguir viagem.
Agorinha fui na farmácia aqui perto de casa. Fui comprar aparelho de barba, seus fofoqueiros!
Quando estou voltando, um sujeito- por volta de 50 anos, cerca de 1,70 metros barba grisalha bem feita, banho tomado, roupas de boa qualidade- me para e pergunta assim do nada:
- Eu vou ficar bom?!
Olhei pra ele, me refiz do susto, e respondi:
- Vai, claro que vai!
- Tem certeza?- indaga ele.
-Tenho! Certeza absoluta!
Ele abriu um sorriso e disse:
- Meu nome é Marcelo, e o seu?
- O meu é Zé Antonio!
- Você me dá um abraço, Zé Antonio?
- Dou, claro que dou!
Nos abraçamos e o Marcelo se foi...
Cheguei em casa com lágrimas nos olhos. Umas de alegria, outras de tristeza pela solidão em que o Marcelo provavelmente deve viver.

Obs: O fato acima narrado aconteceu em 27/01/2020
Abraçando um desconhecido  Às vezes acontecem umas coisas estranhas comigo. Há cerca de 2 meses atrás, estava num ponto de ônibus quando um garoto autista segurou minha mão e só a soltou quando sua mãe o puxou para subirem no ônibus em que iam seguir viagem. Agorinha fui na farmácia aqui perto de casa. Fui comprar aparelho de barba, seus fofoqueiros! Quando estou voltando, um sujeito- por volta de 50 anos, cerca de 1,70 metros barba grisalha bem feita, banho tomado, roupas de boa qualidade- me para e pergunta assim do nada:  - Eu vou ficar bom?!  Olhei pra ele, me refiz do susto, e respondi:  - Vai, claro que vai!  - Tem certeza?- indaga ele.  -Tenho! Certeza absoluta!  Ele abriu um sorriso e disse:  - Meu nome é Marcelo, e o seu?  - O meu é Zé Antonio!  - Você me dá um abraço, Zé Antonio?  - Dou, claro que dou!  Nos abraçamos e o Marcelo se foi...  Cheguei em casa com lágrimas nos olhos. Umas de alegria, outras de tristeza pela solidão em que o Marcelo provavelmente deve viver.



25 de novembro de 2019

Ignorar os falsos profetas, os salvadores da pátria, os donos da verdade

Ignorar os falsos profetas.
Os salvadores da pátria.
Os donos da verdade!
[Mentirosos, são!]
Os falsos amigos...
(Melhor os inimigos)
Melhor ignorar a humanidade.
Uns poucos bons amigos bastam.
E a companhia da solidão criativa.
Que nunca te trai,
nunca te acusa,
nunca te abandona...
Ignorar os falsos profetas. Os salvadores da pátria. Os donos da verdade! [Mentirosos, são!] Os falsos amigos... (Melhor os inimigos) Melhor ignorar a humanidade. Uns poucos bons amigos bastam. E a companhia da solidão criativa. Que nunca te trai, nunca te acusa, nunca te abandona...  Zatonio Lahud

23 de dezembro de 2018

Eu e meus múltiplos eus

Na multidão,
me falto,
sou solidão.

Na solidão,
me farto,
sou multidão...
Eu e meus múltiplos eus. 

Na multidão,  me falto,  sou solidão.    Na solidão,  me farto,  sou multidão...  Eu e meus múltiplos eus.

29 de agosto de 2018

Eu não sabia que solidão de filho doía tanto

Fui duas vezes ao quarto falar com ele.
Vazio...
Uma sensação de vazio...
Terei, bem sei, de me acostumar com a ausência de meu filho.
Eu sei...
Mas dói, a falta.
Sim, nos falamos todo dia ao telefone ou no Facebook.
E daí?
Ele não está aqui resmungando por causa de meu cigarro.
Emburrado com uma derrota de seu Fluminense- traição que só pai perdoa.
Toy, seu irmão que late, todo dia vai ao quarto do Léo sentir sua ausência.
E me olha, como se perguntasse: "Cadê meu irmãozinho?"
Eu não sabia que solidão de filho doía tanto... tanto... tanto...

PS: Publiquei este texto em 12/'11/2012, quando meu filho foi morar em Brasília. Em 2015 fui pra lá e voltamos a morar juntos. Hoje (29/08/2018), ele está indo para Berna, Suíça, onde vai ficar um ano fazendo mestrado. O Toy, o irmão que latia, morreu em 2103. Ah, e parei de fumar também em 2013.
Dizem que a gente cria os filhos para o mundo. Eu não, criei para mim, o mundo que o levou... Seja feliz em sua nova jornada, meu filho querido.

Eu não sabia que solidão de filho doía tanto
                                                                       

4 de maio de 2018

O Cão


Cão
Vira 
Lata
Vagueia
Livre
Pela 
Rua
É
Filho
Do 
Mundo
Por
Isto
Cultiva
Pulgas

Ama

Solidão

Cão
Vira 
Mundo 

O vira-lata-poesia de Zatonio Lahud


7 de agosto de 2017

da tua ausência

eu sonhei contigo.
sempre sonho contigo...
estarás para sempre comigo.
em sonhos,
em saudades...
nos dias nublados,
feitos para a triste solidão
da tua ausência.

saudade e sonho

24 de abril de 2017

Eu, sólida solidão

Para ser inteiro,
preciso estar só.
Só a mais completa 
solidão,
me completa.
Viajo por mundos
nunca dantes navegados,
quando estou só...
Eu, sólida solidão. 

❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤

27 de março de 2017

Quem não Ama a Solidão, não Ama a Liberdade- Arthur Schopenhauer

Quem não Ama a Solidão, não Ama a Liberdade

Nenhum caminho é mais errado para a felicidade do que a vida no grande mundo, às fartas e em festanças (high life), pois, quando tentamos transformar a nossa miserável existência numa sucessão de alegrias, gozos e prazeres, não conseguimos evitar a desilusão; muito menos o seu acompanhamento obrigatório, que são as mentiras recíprocas. 
Assim como o nosso corpo está envolto em vestes, o nosso espírito está revestido de mentiras. Os nossos dizeres, as nossas acções, todo o nosso ser é mentiroso, e só por meio desse invólucro pode-se, por vezes, adivinhar a nossa verdadeira mentalidade, assim como pelas vestes se adivinha a figura do corpo. 

Antes de mais nada, toda a sociedade exige necessariamente uma acomodação mútua e uma temperatura; por conseguinte, quanto mais numerosa, tanto mais enfadonha será. Cada um só pode ser ele mesmo, inteiramente, apenas pelo tempo em que estiver sozinho. Quem, portanto, não ama a solidão, também não ama a liberdade: apenas quando se está só é que se está livre. 
A coerção é a companheira inseparável de toda a sociedade, que ainda exige sacrifícios tão mais difíceis quanto mais significativa for a própria individualidade. Dessa forma, cada um fugirá, suportará ou amará a solidão na proporção exacta do valor da sua personalidade. Pois, na solidão, o indivíduo mesquinho sente toda a sua mesquinhez, o grande espírito, toda a sua grandeza; numa palavra: cada um sente o que é. 

Ademais, quanto mais elevada for a posição de uma pessoa na escala hierárquica da natureza, tanto mais solitária será, essencial e inevitavelmente. Assim, é um benefício para ela se à solidão física corresponder a intelectual. Caso contrário, a vizinhança frequente de seres heterogéneos causa um efeito incómodo e até mesmo adverso sobre ela, ao roubar-lhe seu «eu» sem nada lhe oferecer em troca. Além disso, enquanto a natureza estabeleceu entre os homens a mais ampla diversidade nos domínios moral e intelectual, a sociedade, não tomando conhecimento disso, iguala todos os seres ou, antes, coloca no lugar da diversidade as diferenças e degraus artificiais de classe e posição, com frequência diametralmente opostos à escala hierárquica da natureza. 
Nesse arranjo, aqueles que a natureza situou em baixo encontram-se em óptima situação; os poucos, entretanto, que ela colocou em cima, saem em desvantagem. Como consequência, estes costumam esquivar-se da sociedade, na qual, ao tornar-se numerosa, a vulgaridade domina. 

Arthur Schopenhauer, in 'Aforismos para a Sabedoria de Vida'

Schopenhauer viveu de 1788 a 1860. Nascido em Danzig, Prússia, lecionou de 1820 a 1831, ano em que abandonou as salas de aula. Escreveu sua obra prima aos 30 anos, “O Mundo como Vontade e Representação”, mas não obteve sucesso na maior parte de sua vida. Mudou para Frankfurt, onde ficou até sua morte. Só obteve reconhecimento em seus últimos dias, o livro “Parerga e Paralipomena”, uma compilação de aforismos escritos de maneira cativante e popular, foi publicado. 

Arthur Schopenhauer. Pintura de Jules Lunteschütz, 1855.


28 de fevereiro de 2017

Se ainda houver caminho no fim do túnel

Muitos se perderam pelo caminho dos sonhos. Eu fui um deles. Do  caminho que sonhamos juntos, nada sobrou, a não ser a dor de ver sonhos virarem pesadelos. Do mundo fraterno que sonhamos juntos, ao mundo fratricida que vivemos hoje. O mundo do eu, do egoísmo extremado, do vencer a qualquer custo, como se vencer fosse só acumular dinheiro, carros, imóveis... 
Me perdi pelo caminho do sonho da liberdade infinita. Perdi-me em noites vazias de amores fúteis regadas a álcool. Perdi-me  tanto, que me perdi de mim, errei o caminho da volta. Caí em buracos repletos de dores profundas. Acabei só, perdido no breu do longo túnel da solidão. E, na escuridão do túnel, no desespero da desesperança, uma mão, suave e carinhosa, pousou em meus ombros, me apontou um novo caminho, e disse: "Caminhe por ali..."
E desde então, um dia de cada vez, vou seguindo o caminho da esperança, da compaixão pelo outro que sofre, da generosidade justa. Da paz de espírito.
Hoje, quando tropeço, olho pra cima e pra frente. O inferno, o meu inferno, vai ficando, dia após dia, mais distante...

19 de janeiro de 2017

O dia começa morrer

o dia começa a morrer
a noite nasce
a lua se esconde
atrás de uma nuvem
o vento frio bate em meu rosto
caminho só rumo a lugar nenhum
alguma saudade ressuscita na mente

entro em um bar para comprar cigarro
vazio...
só um homem bêbado sentado solitário
na mesa uma dose de conhaque
anestesia das solidões
que vi em seus olhos

trocamos desilusões
no rápido encontro de nossos olhares

saio e vejo um garoto sorrindo alegremente
vejo-me nele
breve a vida vai tirar-lhe o sorriso puro

continuo andando sem rumo
preciso tomar um rumo na vida

ou parar e beber um conhaque
a noite está fria...

( Publicado originalmente em 29/06/2012 )

O dia começa morrer
                                                                 

17 de janeiro de 2017

Eu, Solidão

Andei. E não encontrei. Parei. Sentei. E fiquei olhando uma pequena formiga que carregava uma folha que deveria ter umas cem vezes o seu peso.
Eu não carrego peso nenhum. Só o de minha Solidão. Que é leve. Sempre foi excelente companheira. Solidária. Amiga. Presente, sempre. Onde vou ela me acompanha. Silenciosa. Sábia. Por vezes, irônica. Ri de minhas aventuras e desventuras. É alegre, a minha Solidão.
Quando estou só e triste, é ela quem me consola. Quieta comigo. Me afaga. Como que me protegendo das dores do mundo.
E assim vivemos em comunhão... Eu, Solidão.
Zatonio Lahud


 Eu, Solidão

6 de fevereiro de 2016

Fantasiado de solidão

as ruas vazias e tristes um bêbado fantasiado acho que de solidão faz zigue-zague procurando seu perdido rumo é carnaval...
as ruas vazias
e tristes
um bêbado fantasiado
acho que de solidão
faz zigue-zague procurando
seu perdido rumo
é carnaval...