20 de novembro de 2020

Racismo e prisão por vadiagem na ditadura militar

 Racismo policial

Em 1978 (eu tinha 21 anos), bebia cerveja num boteco na Rua Marquês de São Vicente, em frente à PUC-Rio, onde estudava. Comigo estava o Messias, um querido amigo, pretinho de brilhar.
Por volta das 19 horas entram 2 PMs no bar e começam a pedir documentos dos clientes. Vigorava a ditadura militar e pessoas, negras e pobres, obviamente, eram presas por "vadiagem". Sim, existia o crime de vadiagem. Imaginem isso hoje, com os milhões de desempregados que circulam Brasil afora.
Eu e o Messias bebíamos em pé, encostado num canto do balcão, como bons profissionais do copo que éramos.
Os dois 'puliça" se aproximaram e pediram os documentos do Messias. Tudo certo. Quando iam saindo eu disse:
- Ué, não vão pedir os meus? Que porra é essa?
Voltaram e um deles me disse:
- Quer ir em cana?!
- Quero!!! Mas antes vocês liguem para meu tio, o coronel Humberto, comandante do batalhão de Nova Iguaçu, e digam a ele que estão me levando preso.
Um deles entrou no camburão, passou um rádio, voltou, chamou o parceiro e foram embora.
O Humberto, um doce de pessoa, é de São José do Calçado, a cidade onde nasci, e amicíssimo de meu pai.
Virar sobrinho emprestado dele no período da ditadura me salvou algumas vezes nas esbórnias da vida. Depois, ele me passava um leve sermão e ria das minhas estripulias.
Este é o Brasil racista, autoritário e injusto. Uns são protegidos por sua cor e origem social; outros, a imensa maioria, nascem culpados por virem ao mundo negros e pobres.

Meus ervoafetivos (ex-maconheiros) de estimação reapareceram embaixo de minha janela

 Meus ervoafetivos de estimação reapareceram embaixo de minha janela. E com uma erva da boa.

Já tô discutindo filosofia pós-moderna com a Betina, a lagartixa comunista, que é minha companheira de isolamento social.
😇🙃🙃😍😍🥳🥳

19 de novembro de 2020

Os cristãos de Belzebu: Marcelo Crivella chama João Dória de "viado" e "vagabundo" e depois pede desculpas

 BarãoNews urgente

Marcelo Crivella, que xingou João Doria de “viado” e “vagabundo”, divulgou nota pedindo desculpas.
A assessoria do candidato bolsonarista no Rio de Janeiro enviou para a imprensa o seguinte texto:
“A fala foi um momento de revolta pela OS [Organização de Saúde] reter o salário de médicos e enfermeiros, mesmo tendo recebido da Prefeitura. Em tempos de pandemia, isso pode custar vidas. Marcelo Crivella pede desculpas pelos excessos, e ao governador João Dória.”
O roteiro do Bozo e seus aliados, como o Crivella, é sempre o mesmo: primeiro ofendem seus adversários destilando seus peçonhentos preconceitos, depois, candidamente, pedem desculpas (falsas). E se dizem cristãos. Só se forem os cristãos de Belzebu.
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No Rio, a escolha é entre o corrupto laico e o corrupto fanático religioso

No Rio, "prestenção", eis as opções para o 2º turno da eleição para prefeito: ou você vota em Eduardo Paes, o corrupto laico; ou vota em Marcelo Crivella, o corrupto fanático religioso, bispo licenciado da Universal. Saco!

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