10 de abril de 2010

Nada

Nada...tento escrever e nada, estou como um peixinho preso em um aquário: nada pra lá...nada pra cá e...nada!

Acho que estou com angústia do nada: nada ser, nada fazer, nada pensar, nada amar, nada...nada, assim como quem não quer nada com nada, vou de nada em nada vivendo esta vida danada.
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 E de nada em nada o tempo passa e eu mastigo um pedaço de rabanada. Com gosto de nada. O amor foi-se por nada e outro chegou sem dizer nada...vida tudo ou nada.

Percebo do nada que o nada sinto que sinto é nada mais nada menos que as nadas dores guardadas em um nada perdido cantinho de nada de minha alma nada calma nada triste nada alegre nada saudade de todo o nada que não vivi. Vida nada!

9 de abril de 2010

O Sucesso da Festa é o Tumulto XX

Devido à tragédia que se abateu sobre o Rio e Niterói nos últimos dias Jilózinho e Totó,respectivamente editor-chefe e repórter-investigativo da JTWN-Jilózinho e Totó World News, a agência de notícias do blog, se deslocaram de Calçado para Niterói no intuito de entrevistar algumas autoridades que foram, ou são, responsáveis pela administração das duas cidades. A série de entrevistas será iniciada com o ex-prefeito do Rio, César Maia, vamos a ela:

Entrem e fiquem à vontade, meus queridos, acompanho sempre as reportagens de vocês lá no blog, e é uma honra recebê-los, o que querem saber?

-Sou Botafogo, como o senhor, e estive no Engenhão: como o sr. constrói um estádio daquele porte, num local sem nenhuma infra-estrutura e não faz as vias de acessos necessárias para se chegar ao estádio? Os acessos não deveriam ter sido construídos primeiro?- pergunta Jilózinho, já dando um tapa no 18 anos oferecido por Maia.
- Tudo intriga da oposição meu filho, aquilo é uma maravilha da arquitetura moderna, aliás, é tão bonito que nem deveria ser usado, só apreciado ao longe. Me dá pena ver o estádio cheio desse povo mal-educado que ainda tem a castimônia de reclamar que aquela obra- prima não tem acesso. Não tem mesmo e por mim não teria nunca! Quem tem acesso é epilético!

- Prefeito como o Sr. explica que, em geral, nunca falte verbas para construir obras faraônicas como as do Pan, que custaram quatro vezes mais que o programado ou da Cidade da Música, que consumiu milhões de reais e está lá abandonada, ou ainda, os milhares de cargos de confiança criados por vocês para dar emprego a seus apaniguados, e a crônica falta de verbas pra a saúde, a educação, o saneamento básico, além das obras de contenção que evitariam muitas das mortes ocorridas nos últimos dias?- pergunta Totó.

- Tudo intriga da oposição meu filho, querem denegrir minha imagem de homem público probo e casto; tenho tanto amor por nosso povo que casei-me com uma chilena para sobrar mais mulheres para os brasileiros. Quer prova maior de amor ao povo que essa? Além do mais esse negócio de contenção é com a tropa de choque da P.M, eles sim são treinados para a contenção de tumultos e a P.M é estadual, portanto contenção estava fora de minha alçada como prefeito. Intrigas...intrigas..intrigas... todas as minhas contas foram aprovadas no tribunal de contas e as lá de casa quem controla é a mulher. Além do mais pobre só sabe reclamar: quando estou em campanha me pedem fogão, geladeira, televisão, etc, dizendo que não têm nada. Na primeira chuvinha que dá vão encher o saco do prefeito dizendo que perderam tudo.


- Mas se ninguém rouba nesse país, para onde vai o dinheiro dos impostos que pagamos e por que tanta denúncia da imprensa e do Ministério Público, que aliás boa parte de seus pares, notadamente o Maluf- que como Sr. também teve suas contas aprovadas nos T.C.M de São Paulo, estão querendo amordaçar?

- Tudo um bando de comunistas intriguentos, fui comunista quando jovem e conheço como trabalham; aliás continuo comunista, só mudei um pouco meus conceitos: quando fora do poder, somos comunistas, que quer dizer comum a todos; quando estamos no poder em vez de todos fica comum a nós... é só uma pequena mudança semântica, mas a essência é a mesma. Tudo intriga da oposição, meus filhos.

- Mas o Sr. agora é oposição?

- E vocês não têm visto as intrigas que ando fazendo pelos meios de comunicação, sento a ripa todo dia nessa administração corrupta que está no comando da cidade. Uma vergonha!

Agora vocês vão me perdoar, mas tenho compromisso, vou  para Paris descansar um pouco. Muito obrigado e não se esqueçam: é tudo intriga da oposição. Sempre!






Obs: Não se esqueçam de votar na enquete.

8 de abril de 2010

Herói

Na tragédia que se abateu sobre Niterói, soube hoje pela manhã, da morte do Pará, que há mais de vinte anos vendia coco no final da praia de Icaraí,e ponto de encontro dos amigos que andam comigo na praia.
Trabalhava das seis da manhã até dez, onze da noite. De domingo a domingo.

Morava no morro do Estado, e saiu com a mulher para ajudar vizinhos cujas casas haviam desabado. Ao retornar para sua casa ela desabou soterrando ele e sua esposa. É mais um herói anônimo dentre os milhões que lutam bravamente para sobreviver nessas terras que, dizem os ufanistas, ser abençoada por Deus. Assim seja...

Ninguém discordava do Pará: falava rápido e enrolado, a gente não entendia e concordava, deixando-o todo satisfeito. Trabalhador ele era, mas a barraca era um tanto quanto zoneada e não raro o coco estava quente. Nada que afastasse sua freguesia, composta por muitas crianças, que ele adorava. Crianças e os vira-latas da área: pela manhã reuniam-se, cinco, seis, deitados na areia esperando os petiscos que o Pará guardava para eles.

Já deve estar enterrado, o Pará. É apenas mais um número perdido num cemitério qualquer da cidade.

Descanse em paz, bom Pará...você que tanto trabalhou nessa vida e morreu estendendo as mãos aos seus semelhantes.

7 de abril de 2010

Vergonha e Canalhice

Mais uma tragédia causada pelas chuvas,  agravada, e muito!, pela desfaçatez, canalhice e falta de um mínino de espírito público de nosso homens ditos públicos. A grande maioria deles, em verdade, usa o que deveria ser público em proveito próprio. Enquanto nós não aprendermos, no Brasil, que o que é público é nosso: de todos nós, tragédias como a de ontem serão recorrentes. Percam um tempinho, entrem no Google e leiam as declarações dos políticos após as enchentes de 1966: as mesmas desculpas, o mesmo cinismo, a mesma desfaçatez dos de hoje.

Historicamente fomos ensinados por nossas elites que o que é público não tem dono; com este discurso se apropriam do que deveria ser de todos nós. A ladainha é sempre a mesma: falta de verbas, construções irregulares(cadê os orgãos de fiscalização!), população mal-educada, etc, etc, etc..


 Falta de verbas: Lógico que faltam, mas somente onde são mais necessárias: educação, saúde, transporte e saneamento. Não faltam para dar empregos a milhares de vagabundos, apaniguados de políticos mais vagabundos, que criaram os chamados cargos de confiança para, às custas de nosso dinheiro, dar emprego público a uma súcia de parentes, cabos eleitorais, amantes, namorado de neta- é, estou falando do Sarney- e quem mais lhes aprouver. E fica tudo por isso mesmo. E tome impostos bolso-adentro para sustentar à malta de vagabundos!
Brasília, meus amigos, onde não se produz nada- a não ser ladrões de dinheiro público aos borbotões, é a cidade com maior poder aquisitivo do país...é, é verdade, vejam os dados do IBGE.

Reclamamos todos, o tempo todo, e nada fazemos, aceitamos passivamente a bandalheira deles como se fosse direito-divino. O Estado não é de ninguém, é sim, digo eu, é dessa aristocracia cínica e inconsequente, que só olha o próprio umbigo. Quando deveria ser nosso, nos servir, não com as migalhas que nos dão de favor, não!, mas como direitos que temos e estão na constituição. Não quero favor, quero o que é meu, nosso, e nos é negado diuturnamente. Sonho? Sim, talvez, mas é melhor sonhar do que ter pesadelos ao ver os rostos falsamente compungidos do governador e do prefeito a justificar as centenas de mortos de mais uma tragédia anunciada...até que venha a próxima. São eles, nossa classe(falta de) política, com as exceções de sempre, os maiores assassinos destes " tristes trópicos".


Só para lembrar, mais uma vez: o inefável Paulo Salim Maluf, está com prisão decretada pela Interpol em todo o mundo. E aqui, exatamente onde sua roubalheira foi praticada, está livre, leve, solto e é, pasmem!, deputado federal. E vocês ainda têm coragem de contar piada de português. Me poupem!

5 de abril de 2010

O Sucesso da Festa é o Tumulto XIX

Após uns dias de descanso Jilózinho e Totó, editor e repórter investigativo da JTWN- Jilózinho And Totó World News, a agência de notícias do blog, retomam suas atividades. Sugiro aos milhões de novos leitores que nos acompanham que leiam os posts anteriores, pois não vou ficar repetindo o que já estou de saco cheio de ficar repetindo: Isso aqui não é BBB, tem de ler para entender, além do mais não sou empregado de vocês para ficar bajulando quem quer que seja. Saco!

Mas vamos ao telefonema de Totó, para variar antes das seis da manhã:

- Toinha!!!- berra ele quase estourando meus tímpanos- na festa de Calçado, em junho, vai ter homenagem para a Itabirinha: vão fazer o concurso da égua mais sexy do Brasil. Como? Não..não..só pode participar égua mesmo: piranha, galinha, cachorra e outras variedades de animais não pode...é só égua, de quatro patas, de duas também não pode. A Itabirita, neta da Itabirinha, a equina libidinosa, vai concorrer, mas vai ser páreo duro, vem égua do Brasil todo. Inclusive tem uma de Bom Jesus, toda afrodescendente que é a coisa mais linda do mundo, quando marcha parece até aquela modelo branquela desfilando: a Giselle Bundachen...sabe quem é, né?

- Totó, vamos por partes: primeiro me explica o que é uma égua afrodescendente, a branquela- a Bundachen, acho que sei quem é- digo.

- Já te falei que agora sou famoso e estou estudando com meu mestre o Edson, que sabe muito mais que você, e só falo politicamente correto : a égua é toda pretinha, uma belezura, mas falar preta é racismo. O correto é afrodescendente...entendeu...burrinho!?!

- Ué, mas chamar a Giselle Bundachen, de branquela também é racismo!- digo, provocando.

- Ainda vou acabar maluco com esse negócio, a gente não pode falar mais nada, aliás não pode fazer mais nada, nem em "buteco" a gente pode fumar mais... Surdo é cidadão desprovido de audição- levei uma semana para decorar isso, mas o sujeito continua sem ouvir do mesmo jeito; gordo- igual ao Jilózinho, é cidadão com excesso de adiposidade, chamei o Jilózinho de adiposo ele partiu em cima de mim...hahaha...
Puta virou "modelo", outro dia Jilózinho saiu com uma, tinha tomado todas e perguntou pra ela quanto era o programa, ela virou pra ele e disse: Tá pensando que sou o quê? Sou modelo, já até desfílei no programa da Luciana Jimenez. Você conhece o Jilózinho, não perdoa, virou pra ela e disse: pois então agora vai no programa do Jilózinho, não vai só desfilar; vai cantar no microfone do Jilózinho,e vai virar artista de novela: eu sou o Thiago Lacerda e você  se apaixona por mim, aí vamos fazer amor(?) lá na toquinha do Jilózinho e ficaremos juntos para sempre...até eu acordar de ressaca e te botar no olho da rua...tá, amor!
Quase morri de rir! Ah, falar nisso a "modelada" aqui lançou um ritmo novo de dança: o EQUINATION, saem dançando e jogando as ancas( cada ancão!) para cima e para baixo, e relincham quando fazem o movimento. Jilózinho disse que é o alazão dos bailes: sai igual um cavalo-inteiro atrás das EQUINATIONS!!! Você tem de vir aqui na festa, e traga seus amigos , Jilózinho tá doido pra pegar o Paulo Laurindo, olha a foto dele e diz: esse é dos meus, tem pedigree o alagoano, é só olhar a estampa...derruba uma garrafa d e Fazenda Velha fácil, fácil...
Bem, vou desligar que tem uma jornalista afrosueca me esperando para uma entrevista. Antes que pergunte: é uma negra lindíssima com o cabelo pintado de louro. Vou me perder em dois continentes de amor! Fui!!!- e desliga o telefone na minha cara, como sempre.

3 de abril de 2010

Zuenir e o BBB

Ia falar sobre a páscoa, quando me deparo com um artigo do grande Zuenir Ventura fazendo comentários sobre o BBB- BBBaBBBacas, no Globo de hoje. Mais lamentável que o BBB, é um jornalista do prestígio do Zuenir, perder tempo querendo justificar aquela porcariada apresentada pela maior rede de comunicação do país.

Diz ele que ficou curioso em saber s se aquele elenco(?)do BBB, "não reflete, voluntariamente ou não, senão nossa composição étnica e demográfica, pelo menos nossos gostos e preferências..."

Naõ, não reflete, respondo eu, aquilo é uma baixaria sem tamanho e reflete apenas o interesse em ganhar dinheiro da emissora mais poderosa do país. Quando muito reflete os anseios individualistas e egocêntricos de uma classe média reacionária e individualista, em busca de ascensão social rápida. Aquelas mulheres não refletem a luta de nossas mulheres em sua luta diária por igualdade de direitos; mulheres que, não raramente, cumprem jornada dupla de trabalho, muitas delas sustentando sózinhas uma família. Essas refletem a média de nossa população, aquelas do BBBaBBBacas, embora lindas fisicamente, antes, denigrem a imagem da imensa maioria de nossas mulheres. Repetindo: aquilo é uma baixaria lamentável sobre todos os aspectos, e lamento profundamente que um intelectual do porte de Zuenir Ventura tente encontrar justificativas pseudo-sociológicas para justificar a baixaria que a Globo enfia goela abaixo de nossa população.

Temos de aprender, nós brasileiros, a dar as coisas o seu verdadeiro nome, exemplo: nos revoltamos com a violência, mas não nos revoltamos com os fatores que dão origem a ela: o Estado brasileiro é o maior responsável pela violência que nos atinge. A roubalheira dos políticos, o empreguismo, a ineficiência das políticas públicas, o excesso de burocracia, impostos escorchantes para sustentar tudo isso e por ai vai.
Considero quem rouba- desvio é o cacete!, dinheiro público GENOCIDA! Esses sáo os maiores criminosos da nação, e no entanto não vejo os mesmos que exijem pena de morte para assassinos cruéis, exigirem o mesmo para essa gente. Até quando seremos, nós!, coniventes com isso? Não se iludam, se não mudarmos o foco de nossas exigências, a violência só vai aumentar. Quantas vezes já ouvi as pessoas dizerem sobre o Maluf, por exemplo: Ah, esse é esperto, ninguém pega ele....não é esperto não senhores: é ladrão!!! Da pior espécie deles.



Uma boa páscoa a todos e lembrem-se Jesus Cristo foi crucificado não por ser bonzinho, mas por ser justo!

1 de abril de 2010

O Sucesso da Festa é o Tumulto XVIII

Amigos, hoje vou contar para vocês o dia em que Jilózinho e Totó, responsáveis(?) pela JTWN-Jilózinho And Totó World News, a agéncia de notícias do blog, foram se apresentar no Tiro de Guerra em Bom Jesus do Itabapoana, terra de meu mestre Saint- Clair, grande poeta e prosador. Visitem seu blog:http://asfaltoemato.spaces.live.com/default.aspx?sa=708452766.

No pátio do quartel os novos recrutas estão em fila ouvindo o discurso de apresentação do sargento Silva, tido e havido na região como mais bravo que touro de tourada espanhola. Rigoroso e exigente, exígia o máximo de seus subordinados. Depois de fazer sua apresentação o sargento começa a perguntar o nome dos recrutas:

- Seu nome?- pergunta ao Jilózinho.

- Jilózinho!!!

- Jilózinho o escambau, aqui não quero apelidos, isso aqui não é botequim: seu nome de batismo!

- Ricardo- diz Jilózinho

-Nome e sobrenome seu Ricardo e diga senhor quando me responder, não vou mais repetir- diz o sargento em altos brados.

- Ricardo Barroso, senhor!

- Muito bem seu Ricardo, assim é que se fala. Está vendo aquela bandeira ali Ricardo: é a bandeira nacional, símbolo máximo de pátria, a partir de hoje você devotará a ela o mesmo respeito, amor e fidelidade que devota à sua mãe. Aqui seu Ricardo a bandeira é o símbolo maior de respeito, portanto dedique a ela o mesmo respeito que que tem por sua mãe- estamos entendidos.

- Sim senhor!- berra Jilózinho.

- Muito bem, vamos ver se todos aprenderam: seu nome, diz o sargento, apontando o Totó.

-Aristides de Oliveira, senhor!


- Muito bem seu Aristides, gostei de ver- elogia o sargento- e agora para encerrar sua apresentação com chave de ouro, me diz: o que é aquilo ali, e aponta para  a bandeira nacional.

- Totó, em posição de sentido, orgulhoso de sua apresentação, respira fundo e, com sua voz grave e fina, dispara:


- Dona Cacilda!!! Mãe do Jilózinho e  minha madrinha!!!


Silêncio total no pátio do quartel. O sargento atônito e espumando de raiva, anda de um lado para o outro, quando Jilózinho, não suportando a situação, resolve corrigir o amigo:


- Totó, você é uma anta mesmo, tinha de dizer o nome da sua mãe, sua besta, não o da minha...você não ouviu o sargento explicando.

Ninguém mais aguentou: a gargalhada foi geral e o sargento aos berros pedindo silêncio, deu- logo na estreia- trinta dias de cadeia para nossos simpáticos e trapalhões heróis.

Uma baita injustiça!!!





Obs: Votem no 2º turno da enquete, vamos eleger o novo presidente(a)!