Outro dia estava conversando com uma amiga e ela me disse ter se convertido a uma crença, pois não pode acreditar que tudo se acabe com a morte. Disse a ela: " Não, não acaba, a vida continua, no seu filho, no meu, assim é a natureza." O medo é o pai de todas as religiões. Medo do não ser, da nossa finitude individual. Do desconhecido, que não existe; a morte é o não existir mais. Ora, dirão os crentes( como os invejo!) se assim é, não há sentido na vida. E por acaso há sentido num Deus, ou deuses, que cria um mundo baseado na morte? Sim, para sobrevivermos, nós, e todas as espécies, precisamos da morte de outro ser. Sádicos esses deuses. Vivem de sangue vossos deuses. Sou cético, sempre fui. A liberdade só existe na dúvida, no questionamento; certezas absolutas só levam a ditaduras, tanto políticas, quanto religiosas.
Quando estava tendo aula de catecismo, lá em São José do Calçado, Espírito Santo, a professora falava sobre a sabedoria divina,e me saiu com essa : " Vejam vocês a perfeição de Deus, a jabuticaba, por ser uma fruta pequena, pode nascer no alto das árvores, se cair sobre nossa cabeça não nos machuca; já a melancia, por ser grande nasce no chão, já imaginaram uma melancia caindo na cabeça de alguém?" De pronto respondi: " Mas professora, lá no quintal de meu avô tem uma jaqueira e jaca é grande e nasce no alto!" Fui expulso da sala. E aos oito anos perdi a fé que já não tinha. Me impuseram. E dei sorte, a santa inquisição( cruzes!) já havia acabado, Caso contrário é bem provável que fosse queimado, na jaqueira que ousou desafiar a sabedoria divina.
Lembrei-me da história ao ler o artigo de Bruno Cava no Amálgama, excelente blog:
http://www.amalgama.blog.br/07/2010/meu-ateismo-radical/
15 de julho de 2010
14 de julho de 2010
Não sei
A tragédia inominada provocada pelo goleiro Bruno ainda repercute na mídia e todos buscam explicações para o terrível fato. Diversos " especialistas" de plantão já deram seus vaticínios, dos mais estarpafúdios aos mais sensatos- se é que há alguma sensatez no absurdo do caso. Só estranhei não terem consultado o Caetano Veloso, o maior sabe tudo do Brasil. Li em algum lugar que ele está viajando, por isso estamos livres de suas análises profundamente ' filosóficas". Hahaha...Antes de começarem a me encher o saco, vou logo dizendo que adoro o Caetano- cantor e compositor; o " filósofo", deixo pra vocês e vou para a Bahia " sem lenço e sem documento", ah, e sem ouvir as abobradas do Caê. Prefiro o Gil, que fala, fala e não diz nada, ao menos que eu entenda. Deve ser porque sou meio burrinho, como diz o Totó.
Na minha modesta opinião, que ninguém pediu, a culpa não é do capitalismo, como já li um filoasno dizer; nem do sofrimento causado pelo abandono que Bruno sofreu na infância- se assim fosse teríamos milhões de Brunos assassinando mulheres por aí; nem mesmo o fato de jogar no time da Gávea( pobre Gávea, um bairro tão bonito!) me leva a induzir que seria esse o motivo de tamanha perfídia( quando muito pode ser um indício de sua personalidade psicopata...Hahaha...); muito menos por ser favelado, como concluem os preconceituosos de plantão, vasta maioria, esquecendo-se que o Pimenta sei lá de quê, assassino frio cruel e covarde da própria mulher é filho de tradicional família da elite paulistana- será por isso que está impune até hoje? ; o casal Nardoni; a Suzanne Von...bem, são vários os exemplos, todos bem educados e filhos bem nascidos, mas tão crueis quanto os piores criminosos dos extratos menos afortunados da população.
Querem saber: Não faço a mínima ideia do que leva um ser humano a cometer tamanha atrocidade a não ser uma maldade atávica que algumas pessoas carregam consigo. Se não estão satisfeitos procurem ouvir o Caetano, ele vos explicará tudo...
Paulo Laurindo, só ontem soube notícias de Jilózinho e Totó. Os dois se perderam na África do Sul, só posso adiantar que Jilózinho está com a vuvuzela inchada de tanta jabulani que traçou por lá. De todas as cores, feitios e raças. Segundo ele, segundo ele. Em breve mais detalhes, estou apurando.
Na minha modesta opinião, que ninguém pediu, a culpa não é do capitalismo, como já li um filoasno dizer; nem do sofrimento causado pelo abandono que Bruno sofreu na infância- se assim fosse teríamos milhões de Brunos assassinando mulheres por aí; nem mesmo o fato de jogar no time da Gávea( pobre Gávea, um bairro tão bonito!) me leva a induzir que seria esse o motivo de tamanha perfídia( quando muito pode ser um indício de sua personalidade psicopata...Hahaha...); muito menos por ser favelado, como concluem os preconceituosos de plantão, vasta maioria, esquecendo-se que o Pimenta sei lá de quê, assassino frio cruel e covarde da própria mulher é filho de tradicional família da elite paulistana- será por isso que está impune até hoje? ; o casal Nardoni; a Suzanne Von...bem, são vários os exemplos, todos bem educados e filhos bem nascidos, mas tão crueis quanto os piores criminosos dos extratos menos afortunados da população.
Querem saber: Não faço a mínima ideia do que leva um ser humano a cometer tamanha atrocidade a não ser uma maldade atávica que algumas pessoas carregam consigo. Se não estão satisfeitos procurem ouvir o Caetano, ele vos explicará tudo...
Paulo Laurindo, só ontem soube notícias de Jilózinho e Totó. Os dois se perderam na África do Sul, só posso adiantar que Jilózinho está com a vuvuzela inchada de tanta jabulani que traçou por lá. De todas as cores, feitios e raças. Segundo ele, segundo ele. Em breve mais detalhes, estou apurando.
13 de julho de 2010
Bons momentos
Ando com a mente meio difusa, fiquei sem escrever por uns dias, quando estava retomando o ritmo, viajei, agora estou aqui tentando retomar minhas postagens. Estive em Vitória e fiquei encantado com a cidade. Havia cerca de dez anos que lá não ia e a transformação foi notável. Para melhor. Sem falar no reencontro com velhos e queridos amigos. Ah, como foi bom estar com eles novamente. Ando pensando seriamente em me mudar para lá. Voltar às origens, vida nova com velhos amigos de toda uma vida. Há muito tempo não recebo tanto carinho e atenção. No sábado feijoada na casa do Calinha, primo querido,e reunimos boa parte da turma. Todos mais velhos, mas a amizade, o afeto nos rejuvenesce. E continuam "mentirosos", todos! Dei boas gargalhadas com os causos, muitos dos quais participei. É sempre a mesma coisa, as mesmas histórias, e rimos desbragadamente. Sempre e sobre o olhar atento da Cici, mãe do Calinha, que de quando em vez balançava a cabeça e dizia: " Vocês não se cansam de contar essa mentirada toda não?!" E saia rumo à cozinha, sem falar na Fabíola, esposa do Calinha, incansável em cuidar para que não faltasse nada para os pinguços. Mulheres, o que seria de nós sem elas?
Para completar hoje meu filho está se formando e amanhã o Botafogo vai dar uma sapecada no time lá da Gávea( pobre Gávea, um bairro tão bonito!). Eles, arrogantes que são, se dizem time de raça. É verdade, raça ruim. Não é Adriano; não é Vagner Love(?); não é Marcelo Lomba, goleiro reserva que também andou dando umas pancadas no lombo da namorada; e o Bruno, não dá nem para comentar tamanha covardia. Pois é, nos furtaram três campeonatos e quando protestávamos, nos acusavam de chorões- é verdade- choramos de indignação pelos furtos. Melhor que de vergonha, como eles agora. Nada como um dia após o outro. Interessante, que este ano, sem o auxílio dos juízes, a raça deles se direcionou em bater e assassinar mulheres. Eu hein!
Para completar hoje meu filho está se formando e amanhã o Botafogo vai dar uma sapecada no time lá da Gávea( pobre Gávea, um bairro tão bonito!). Eles, arrogantes que são, se dizem time de raça. É verdade, raça ruim. Não é Adriano; não é Vagner Love(?); não é Marcelo Lomba, goleiro reserva que também andou dando umas pancadas no lombo da namorada; e o Bruno, não dá nem para comentar tamanha covardia. Pois é, nos furtaram três campeonatos e quando protestávamos, nos acusavam de chorões- é verdade- choramos de indignação pelos furtos. Melhor que de vergonha, como eles agora. Nada como um dia após o outro. Interessante, que este ano, sem o auxílio dos juízes, a raça deles se direcionou em bater e assassinar mulheres. Eu hein!
9 de julho de 2010
De amigos e saudades
Somente na terça-feira, o blog estará com suas postagens normalizadas, estou em Vitória, vim rever amigos, daqueles de toda a vida, que não via há anos. Nada tão bom como receber abraços sinceros e saudosos de pessoas que te amam com pureza, com ternura, com o melhor dos amores: o da amizade!!!
Andei afastado deles...não mais o farei, há muito não recebo tanta carinho, tanta atenção, tanto afeto. Às vezes nos esquecemos do que verdadeiramente importa na vida, preocupados com nossos problemas e dramas pessoais. Burrice, arrematada burrice. Minha...
Ontem encontrei alguns, hoje encontrarei outros, amanhã todos, na casa do Calinha. Em verdade tinha perdido a noção do quanto sou querido por eles e o tanto que os quero bem. Desculpem- me todos pela distância, não mais ficarei longe de vocês. Não tenho esse direito.
Ao Danilo, que de cinco em cinco minutos passava a mão em minha cabeça e dizia: " Toinha, não acredito que você está aqui!" A Ana Medina, a Carlota, ao impagável e querido Carioca, a doce pérola-negra da Toninha e a Amélia, aniversariante do dia, a todos só posso dizer uma coisa: tem muito tempo que não me sinto tão feliz!
Na crônica anterior, ecrevi que não tenho coragem de matar saudade, a Tatiane fez um comentário lindo( ela também é linda!) dizendo que ia a Minas, sua terra, matar as suas e terminou dizendo: " Tenho coragem!'. Engano seu, Tatiane, você lá, e eu cá, viemos foi acumular mais saudades. Na hora da partida você verá: Com as que chegou, voltará, e mais algumas novas para renovar o desejo de voltar. A morte não tem retorno. A vida sim...Enquanto houver amigos, viveremos saudades. Muitas e lindas!
Andei afastado deles...não mais o farei, há muito não recebo tanta carinho, tanta atenção, tanto afeto. Às vezes nos esquecemos do que verdadeiramente importa na vida, preocupados com nossos problemas e dramas pessoais. Burrice, arrematada burrice. Minha...
Ontem encontrei alguns, hoje encontrarei outros, amanhã todos, na casa do Calinha. Em verdade tinha perdido a noção do quanto sou querido por eles e o tanto que os quero bem. Desculpem- me todos pela distância, não mais ficarei longe de vocês. Não tenho esse direito.
Ao Danilo, que de cinco em cinco minutos passava a mão em minha cabeça e dizia: " Toinha, não acredito que você está aqui!" A Ana Medina, a Carlota, ao impagável e querido Carioca, a doce pérola-negra da Toninha e a Amélia, aniversariante do dia, a todos só posso dizer uma coisa: tem muito tempo que não me sinto tão feliz!
Na crônica anterior, ecrevi que não tenho coragem de matar saudade, a Tatiane fez um comentário lindo( ela também é linda!) dizendo que ia a Minas, sua terra, matar as suas e terminou dizendo: " Tenho coragem!'. Engano seu, Tatiane, você lá, e eu cá, viemos foi acumular mais saudades. Na hora da partida você verá: Com as que chegou, voltará, e mais algumas novas para renovar o desejo de voltar. A morte não tem retorno. A vida sim...Enquanto houver amigos, viveremos saudades. Muitas e lindas!
6 de julho de 2010
Pedras
As pedras do meu coração não são rochas, antes são pedras que guardo com carinho. Dos amores que se foram; dos amigos que partiram; da solidão de saudades várias. Minha solidão não é solitária, antes ao contrário, é povoada de uma infinidade de perdas não perdidas, preservadas pela saudade-ausência presente em meu coração petrificado de diamantes que não soube lapidar. Guardo-os brutos, autênticos, às vezes- sempre- me cortam, outras, não tantas, me iluminam com seu brilho infinito. De infinita saudade! Nunca matei saudade, não tenho coragem. Guardo-as, pedras brilhantes e brutas, que iluminam e machucam. Pedras onde tropeço e me sento para descansar e seguir adiante. Novos diamantes no caminho, mais saudades a carregar, mais alegrias, mais tristezas, mais sorrisos, mais lágrimas-muitas. E vida vivida. Estou ouvindo " Bolero" de Ravel.É como minha saudade, começa pequena, vai crescendo...crescendo...até explodir em milhões de pequenos diamantes. Junto-os todos, são minha vida, minha fortuna. Saudade não é voltar ao passado, é fazer o passado presente. E chorar quando o presente se esvai. Passado novamente!
De derrotas e culpas
Engraçados, somos, nós brasileiros. Já repararam vós nossa incapacidade de lidar com derrotas-mormente no futebol. Se perdemos há que haver um culpado. O adversário? Ora, é só um detalhe, somos sempre melhores e quando somos derrotados, certeza absoluta, foi para nós mesmos, nossos oponentes nunca são melhores que nós. Ledo, ledíssimo, engano. Na Copa de 50 o grande culpado foi Barbosa, talvez o maior goleiro que o Brasil já teve, nos esquecemos que à época o futebol sul-americano era dominado por uruguaios e argentinos. Zizinho, a quem tive a honra de conhecer, e o maior jogador brasileiro dos anos 40 e 50 do século passado, dizia que perdemos porque o time do Uruguai era melhor. Simples assim. Contra os hermanos portenhos, tomávamos surras homéricas e só fomos equilibrar o confronto depois do surgimento de Pelé e Garrincha. História, amigos, e um pouco de humildade, não hão de nos fazer mal.
Assistam o jogo entre Brasil e Itália de 82. Naquele jogo, a Itália jogou melhor. E ganhou. E em 98? Após a derrota surgiram milhares de explicações, de um grande complô organizado pela FiFA até a suspeita de diarréia em nosso Ronaldo Fenômeno. E a França? E Zinedine Zidane, um dos maiores que vi jogar, ora, às favas...perdemos porque estava tudo armado. Adoramos culpar algo, alguém, ou o governo por nossos fracassos. Que tal assumirmos que nem sempre somos os melhores e, a partir daí, sem tirar o mérito de nossos adversários, procurarmos melhorar. Seria mais produtivo, honesto e saudável.
Tudo que escrevi acima só não vale para o Botafogo. Só perdemos quando o juiz rouba ou pela imprevidência divina. E viva nosso Loco Abreu, o vingador. Espero!
Assistam o jogo entre Brasil e Itália de 82. Naquele jogo, a Itália jogou melhor. E ganhou. E em 98? Após a derrota surgiram milhares de explicações, de um grande complô organizado pela FiFA até a suspeita de diarréia em nosso Ronaldo Fenômeno. E a França? E Zinedine Zidane, um dos maiores que vi jogar, ora, às favas...perdemos porque estava tudo armado. Adoramos culpar algo, alguém, ou o governo por nossos fracassos. Que tal assumirmos que nem sempre somos os melhores e, a partir daí, sem tirar o mérito de nossos adversários, procurarmos melhorar. Seria mais produtivo, honesto e saudável.
Tudo que escrevi acima só não vale para o Botafogo. Só perdemos quando o juiz rouba ou pela imprevidência divina. E viva nosso Loco Abreu, o vingador. Espero!
5 de julho de 2010
Mais ataque
Após alguns dias perdido, estava " desinternetizado", eis-me de volta para aporrinhar vossas ideias com as minhas, que andam escassas, tão escassas quanto políticos honestos no Brasil.
Interessante como a tecnologia penetra em nossas vidas de maneira indelével. Quinze dias " fora do ar" e parece-me uma eternidade, logo eu, neófito no mundo digital, mas cada vez mais impressionado com a inesgotável capacidade da criatividade humana. Tanto para o bem quanto para o mal. Em verdade, devo-lhes dizer, fiquei pasmo com a falta que senti de estar por aqui. Uma sensação de vazio, uma certa inércia, parece que me tiraram algo com o qual convivo há anos. Nada, faz menos de um ano que estou on-line. O blog, só começou de verdade em 26 de fevereiro passado. Conformem-se...não vos abandonarei!
Uma para desenferrujar. Após a derrota do Brasil para a Holanda, resolvo dar uma volta e quando chego nos botecos próximos de casa- são quatro- vejo uma gritaria danada, me aproximo para ver o motivo de tanta alegria após a derrota da Seleção e me deparo com uma cena hilária: tem um nissei-pinguço cujo nome é Mazataqui, pois bem, o indigitado nipônico estava bêbado feito um gambá-vesgo, trepado numa cadeira colocada por sobre uma mesa na calçada, a pinguçada em volta. Ah, estava só de sunga o Mazataqui, e gritava : " De que que o Brasil precisa?!" E a pinguçada respondia aos berros : " Mais ataque!" " Mais ataque!" e o Mazataqui, empolgado, arriava a sunga até o tornozelo, mostrando seus bem-dotados(hahaha!) dotes para o populacho cheio de goró, que o aplaudia entusiasticamente. A esbórnia durou até se ouvir as sirenes da polícia. Mazataqui, mesmo bêbado, saiu em desabalada carreira pela ponta-esquerda sob os aplausos da ébria multidão, que gritava: " Ei...ei...ei...Mazataqui é nosso Rei!"
Rei morto, Rei posto...
Interessante como a tecnologia penetra em nossas vidas de maneira indelével. Quinze dias " fora do ar" e parece-me uma eternidade, logo eu, neófito no mundo digital, mas cada vez mais impressionado com a inesgotável capacidade da criatividade humana. Tanto para o bem quanto para o mal. Em verdade, devo-lhes dizer, fiquei pasmo com a falta que senti de estar por aqui. Uma sensação de vazio, uma certa inércia, parece que me tiraram algo com o qual convivo há anos. Nada, faz menos de um ano que estou on-line. O blog, só começou de verdade em 26 de fevereiro passado. Conformem-se...não vos abandonarei!
Uma para desenferrujar. Após a derrota do Brasil para a Holanda, resolvo dar uma volta e quando chego nos botecos próximos de casa- são quatro- vejo uma gritaria danada, me aproximo para ver o motivo de tanta alegria após a derrota da Seleção e me deparo com uma cena hilária: tem um nissei-pinguço cujo nome é Mazataqui, pois bem, o indigitado nipônico estava bêbado feito um gambá-vesgo, trepado numa cadeira colocada por sobre uma mesa na calçada, a pinguçada em volta. Ah, estava só de sunga o Mazataqui, e gritava : " De que que o Brasil precisa?!" E a pinguçada respondia aos berros : " Mais ataque!" " Mais ataque!" e o Mazataqui, empolgado, arriava a sunga até o tornozelo, mostrando seus bem-dotados(hahaha!) dotes para o populacho cheio de goró, que o aplaudia entusiasticamente. A esbórnia durou até se ouvir as sirenes da polícia. Mazataqui, mesmo bêbado, saiu em desabalada carreira pela ponta-esquerda sob os aplausos da ébria multidão, que gritava: " Ei...ei...ei...Mazataqui é nosso Rei!"
Rei morto, Rei posto...
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