25 de agosto de 2010

Os burros e a liberdade

E Serra...descendo à serra em desabalada carreira. Pelo andar da carruagem vai ser uma derrota fragorosa e humilhante. Na minha modesta opinião, Serra está  como aquele sujeito lá da roça que nem defeca(me desculpem, mas cagar é uma palavra horrível, além de fedorenta!), nem desocupa a moita. Oposição tem de ser oposição, ainda que perca, faz parte da democracia. Agora ficar em cima do muro e ainda usar iamgens do adversário em seu programa na TV é o fim da picada.

Ando recebendo e-mails criticando certos candidatos por folcóricos e ridículos, é fácil, não votem neles. Ah, e prestem atenção nos bem apessoados, currículo grandioso, cheio de doutorados e cursos até extra-planetários. Via de regra são os mais ladrões. Mas se for bonito, rico, falar bem, for doutor, aí pode roubar à vontade, nossa classe média adora...E não esqueçam, a maior democracia do mundo, os EUA, elegeram George W. Bush- uma anta com orelhas de asno, presidente, e não satisfeitos, o reelegeram; e o mundo não acabou(tá bom, foi sorte!). Pois é, todo mundo erra...mas melhor errar votando que o retrocesso  de uma ditadura, qualquer uma. Como me disse meu mestre Saint-Clair, o mais sagrado valor humano é a vida, depois a liberdade.

Têm uns saudosistas da ditadura que enviam e-mails, geralmente mal escritos e usando nome de alguém conhecido- adoram usar o Veríssimo e o Jabor- desancando o governo, sempre utilizando falácias e preconceitos baratos. Se fosse na época da ditadura, estariam presos e seriam torturados. Até merecem, por serem preconceituosos, escreverem mal e usarem o nome de terceiros para tentar dar credibilidade à porcariada que escrevem. Mas liberdade é liberdade e até os burros têm direito de se manifestar. Poderiam apenas assumir à própria incompetência. Não é crime ser burro, crime é usar o nome alheio para divulgar burrices.

Podem urrar, zunir, relinchar...são livres...mas ditadura, nunca mais. Nós lutamos pela liberdade, inclusive a vossa, mas não permitiremos mais que a tirem de nós, não mesmo...


Ditadura, nunca mais

24 de agosto de 2010

Desgraçadamente humanos


Somos modernos, fazemos discursos politicamente corretos, recorremos a psicólogos para resolver  nossoa angústias individuais, navegamos pelo mundo através da Web, repetimos os discursos modernosos que nos enfiam goela abaixo, defendemos florestas e o direito dos animais , mandamos e-mails lindos sobre solidariedade, amor e compaixão. Tudo lindo, limpo, escorreito. E eu vos digo: Cínicos!, somos indelevelmente cínicos, vivemos de aparência, de palavras vãs, de mentiras ditas com beleza, de discurso tão belo quanto falso.
Olhem a foto deste garoto, ela diz o que somos: miseráveis d'alma, famélicos de compaixão, contumazes mentirosos, insensíveis à verdadeira dor...milhões de nossos semelhantes, hoje, não têm sequer um pedaço de pão para mastigar. E nós com isso?!  Nada, porque somos cínicos; tudo se fossemos humanos...

Se nossa humanidade fosse digna fotos assim não existiriam e não precisaríamos de deuses para consolar nossas almas inexistentes. Se alma houver, então ajoelhemo-nos, não...não para pedir perdão a Deus...não!...peçamos perdão a este menino...perdão por nosso cinismo...perdão por nossa indiferença...perdão por nosso individualismo...perdão por sermos humanos...desgraçadamente...

23 de agosto de 2010

22 de agosto de 2010

Ser Botafogo

Fui ver o jogo do Botafogo ontem no Engenhão, antes do jogo foi inaugurada uma estátua em homenagem ao grande Jairzinho, um dos maiores ídolos alvinegros. Ao vê-lo, cabelos já grisalhos uma barriguinha proeminente, minha mente voltou quarenta e dois anos atrás, quando fui pela primeira vez ao Maracanã, final do Campeonato Carioca de 1968, Botafogo e Vasco. Demos quatro tamancadas nos pobres lusos: 4 x 0.  Cao, Moreira, Leonidas, Zé Carlos e Valtencir, Carlos Roberto e Gérson, Rogério, Roberto, Jairzinho e Paulo César. Um time inesquecível!

Vendo a homenagem, comecei a divagar sobre o Botafogo e suas esquisitices. Nélson Rodrigues, Tricolor doente, dizia que o Botafogo é o time mais calabrês do futebol brasileiro. E seus torcedores diferentes dos demais: somos místicos, sofremos de mania de perseguição( justa, justíssima!), trágicos, inconstantes, nostálgicos, superticiosos; mas somos também, orgulhosos, um tanto quanto cínicos, briguentos, insurpotáveis e adoramos ser do contra.


Para quem gosta de futebol tem um livro excelente: Footballmania( Uma História Social do Futebol no Rio de Janeiro, 1902-1938, Leonardo Affonso de Miranda Pereira, Nova Fronteira), ele reconstroi a  época com maestria e diz que a primeira vez que se viu torcedores chorando em jogos de futebol no Rio, foi numa derrota do Botafogo, em 1908. Tá vendo! Os ladrões de preto já nos roubam há mais de um século!

Ah, e somos mais criativos e inteligentes, vejam só: nosso maior jogador foi Garrincha...A alegria do povo. Lindo, não?! O do pessoal lá da Gávea( pobre Gávea, um bairro tão bonito), foi Zico...O galinho de Quintino. Sem comentários, por desnecessários.
  E as musiquinhas; eles lá da Gávea: Tu és time de tradição/ raça/ amor/ e paixão...bem, em verdade estão melhorando, já conseguem rimar ÃO com ÃO. Tá bão!

Vejam a diferença: E ninguém cala/ esse nosso amor/ e é por isso/ que eu canto assim/ é por ti Fogo...

Melhor parar por aqui, vou sofrer retaliações deles, principalmente vindas de Brasília...


21 de agosto de 2010

Mais do mesmo

Ontem uma amiga me perguntou se sou petista. Já fui, quando jovem e lutávamos  contra a ditadura que infelicitou o país por longos vinte e um anos. Quando mais velhos tendemos ao conservadorismo, a uma certa nostalgia, aquela do no meu tempo é que era bom. Eu não, a cada dia acredito menos em governos, em sistemas de poder. Os processos históricos, acredito eu, duram séculos e acho graça dos profetas do novo mundo quando anunciam o fim do capitalismo. Surge uma crise e lá vem eles brandindo seu marxismo tosco, anunciando o apocalipse capitalista e o advento do paraíso socialista. A primeira grande crítica à monumental obra de Marx e Engels veio dos Anarquistas; Bakunin, teórico anarquista e contemporâneo de Marx, admirava a análise marxista da História, mas advertia Marx e seus seguidores que suas propostas para o futuro eram equivocadas e gerariam um Estado burocrático e autoritário. A História parece lhe dar razão. A utopia anarquista me agrada, uma sociedade sem Estado, onde todos decidem juntos seu destino, o poder não é delegado à ninguém. Inconcebível e impraticável? Hoje, sem dúvida, mas a História tem um pouco de Deus: escreve certo por linhas tortas. Não dizem que o futuro a Deus pertence, pois é, e pertence à História também, o futuro nada mais é que o passado à frente.

Andei dando uma olhada nos debates. Patético! Serra mente; Dilma, reconstruída pelos marqueteiros à serviço do PT, mente; os que menos mentem sáo os que pouco têm à perder. Marina e, principalmente, Plínio de Arruda Sampaio.E eu que já perdi meus pais, estou para ganhar novos: Lula e Dilma. Me poupem...Lulinha, menos...por favor...menos...

Não adianta, não consigo engolir Lula abraçado à Sarney, Collor, Renan Calheiros e quejandos, o futuro que sonhávamos, de braços dados com o passado contra o qual lutamos e tantos morreram. A História,é cheia de ironias, mas no Brasil é muito mais cínica que irônica.

Mas não há de ser nada, mais uma vez o mundo se curva perante nós, inventamos o banqueiro-socialista. Vocês viram o lucro dos bancos no primeiro semestre? Dizem que no último encontro da Febraban a reunião foi aberta com todos cantando a Internacional socialista e fechada com todos gritando: Banqueiro unido jamais será vencido!

E assim caminhamos nós...bem faz meu filho, que está estudando feito um condenado para fazer concurso público e entrar pra casta-burocrática que controla o país. Quem tiver um tempinho, procure ler Os Donos do Poder, de Raimundo Faoro, talvez entendam o por quê do Brasil ser o paraíso dos burocratas. Na minha modestíssima opinião é um dos livros mais importantes já escritos nestes " tristes trópicos". Só mais um detalhezinho pra deixar o sábado de vocês mais alegre; Brasília, criadouro de burocratas é a cidade com o maior poder aquisitivo do país. O que se produz lá? Leis; portaria; decretos; impostos, mais impostos; corrupção, mais corrupção...


20 de agosto de 2010

Horizonte

Meus olhos seguem o infinito do oceano...lá, bem longe, talvez seja lá que esteja a paz...talvez...no horizonte, onde meus olhos se perdem na angústia de te saber longe, muito longe...Angústia...de ti, longe...por quê?, diga-me...tens medo, sei...não tenhas, quero só que sejas minha...por um dia ou dois...três... mil...não importa, só a chama virulenta da paixão, importa...diga...venha...e irei até ti...farei-te fogo...ardente em meus braços fortes e mergulharei em ti com a delicadeza da ternura...e a força da paixão...tremerás sobre meu corpo...de prazer infinito...sublime...e lágrimas escorrerão em tua face...de felicidade...de entrega absoluta...e te beijarei...com sensualidade...lascívia...e serás mulher...a mais feliz delas...não...não há depois...talvez amanhã...que importa?...ao longe...no horizonte...vejo seu corpo...nu...de beleza morena...os longos cabelos negros...esvoaçantes ao vento...foges...correndo...em direção a mim...


Mais confusão

A JTWN- Jilózinho And Totó World News, agência de notícias aqui do blog, está acéfala; Jilózinho e Totó estão em pé de guerra novamente. O motivo agora é sério: MULHER! Ritinha Boca de Seda(não insistam, não direi o por quê do apelido), ficante do Jilózinho, agora é ficante do Totó. Uma situação nada edificante( hoje eu tô, a culpa vem de Brasília), tá um fuzuê dos diabos lá nas belas montanhas de São José do Calçado. Ritinha flagrou Jilózinho com Regininha Hannal( belo sobrenome, herdou da mãe) em uma cálida esbórnia e, revoltada com a situação, resolveu se vingar de Jilózinho, seduzindo Totó. As duas são primas e rivais, não se toleram, trabalharam juntas em uma casa de massagem( antigamente era puteiro, mas agora é politicamente incorreto usar termos pejorativos; puta agora é modelo, massagista. Resumindo, continua puta, mas com nome diferente), onde disputavam pau a pau(hihihi...) a preferência da clientela. Cada qual em sua especialidade.

Jilózinho ainda tentou argumentar com Ritinha que ela não deveria ter ciúmes dele, pois ele não reclama do trabalho dela. Piorou, Ritinha disse que não mistura trabalho com prazer e que foi traída por ele com sua pior inimiga e iria se vingar. Fiquei até meio espantado, pois mulher não é um ser vingativo. Alguém aí concorda?

Resumindo, Ritinha se mudou de mala e cuia pra casa do Totó, que está apaixonado por ela. Jilózinho perdeu a boca e tem de  se contentar com Hannal. Estou tentando apaziguar os ânimos e procurando uma forma de reconciliar os dois. Tá difícil, mas logo mais ou amanhã, digo a vocês como terminou o imbróglio.


Padaria erótica