30 de agosto de 2010

Mundo da lua

Dizem
que 
os
poetas
vivem     
no
mundo
da
lua



Deve
ser
belo
doce
fraterno


o
lunático
mundo                       
da
lua


Quero
morar
 lá!

29 de agosto de 2010

Eternamente

Não quero amor eterno,
é ilusão,
Quero amor terno,
A quietude de teu colo
Teu cheiro embriagante
A meiguice de um beijo
suave e delicado

Eis a eternidade
Que quero
De ti
De nós

E depois a paixão
O desejo, o suor
O êxtase, meu
no corpo, teu

Serei tu
Serás eu
Seremos nós
Um só

Eternamente...


Filhos do inferno

E somos...
tristemente...
humanos...


nós?!?!
Tenham todos um bom domingo e rezem por nós...por eles não é preciso. São filhos do inferno...de nossa humanidade, nenhuma!

28 de agosto de 2010

Livre e louco

Solidão, a minha, não é estar só no mundo. É estar só de mim. Não é vazia- a solidão-, ao contrário, é excesso acumulado de sentimentos, um entulho de saudades, paixões, desenganos, desamores...uma mistura que paralisa, e doi...não a dor de uma topada, é dor de tristeza, angústia, de falta...no excesso. Do poderia mas não foi, do querer o não saber o quê, de saudade do não vivido, medo do porvir e do não vir. É intensidade, que de tanta, me arrebata em angústia extremada que dilacera a alma como um bisturi rasga a carne. A anestesia é a dor, que de tanta, imobiliza e vai torturando o espírito num sadismo sem fim...
Hoje, não me deixo ficar só de mim...quando muito, fico só comigo e ela, a solidão, fica aqui ao lado, fazendo pirraça como uma criança mimada que não quer crescer. Azar o dela...dane-se...hoje é sábado, tem jogo do Botafogo, o flamboyant em frente está exultante de tão belo, e na imensa árvore ao lado os pássaros cantam felizes a liberdade de voar e vou com eles rumo à infinita beleza do azul do céu. Sou livre...e louco, o que é ótimo!



27 de agosto de 2010

Desatino

A vida não tem sentido.
É apenas vivida
Se bem ou mal
Alegre ou sofrida
Pouco importa!
O tempo chegará
Uma batida na porta
E tudo acabará

Se tempo houver
Escorra uma lágrima
Se possível, outra mais
Elas são tua herança
Ao desatino do mundo
E continuarão a chorar por ti
Quando fores, tu...  nada!

Violentos

Corpos esparramados pelo chão, como lixo, assassinados por nada, pobres diabos procurando entrar na meca do capitalismo em busca de uma vida melhor, e quem se importa? Seus familiares, um ou outro texto de protesto, como esse; os dias passam , enterram-se os corpos e assunto resolvido.São lixo, indigentes do capitalismo. Não, não vou falar mal do capitalismo, vou falar mal de nós, que nos dizemos racionais...mais uma asneira que nos ensinam nas escolas.  qual racionalidade há em seres que permitem uma barbaridade dessas, dentre outras.Na Europa e EUA aumenta à cada dia a xenofobia contra imigrantes, pobres...claro! Grande parte negros, claríssimo!

Na China, nova grande fronteira da capitalismo, milhões estão na miséria, fato em geral escamoteado  pela grande mídia, deslumbrada com o avanço do capitalismo. Na Índia, idem. E com suas imensas populações, a necessidade cada vez maior de matéria-prima, o confronto do futuro está armado. As duas grandes guerras foram deflagradas por conquista de mercados. O resto é conversada fiada pra boi dormir, ou virar churrasco. Alemanha e Itália foram os últimos grandes países europeus a se reunificarem, e o mercado mundial estava partilhado por Inglaterra- principalmente-, e França; na Ásia o Japão querendo expandir seu nascente capitalismo também entra na partilha...deu no que deu...

Por mais que em nossa arrogância, não aceitemos, somos parte da natureza e somos regidos por sua leis. A violência é o motor da natureza...os mais fortes sobrevivem...o resto é poesia, algumas belíssimas, mas só poesia. Bem lá no nosso âmago, somos indelevelmente violentos...pena...

26 de agosto de 2010

Tristeza tua

Estou triste...não de tristeza em si...nem de amor perdido...nem de nada...nem de tudo...apenas triste...talvez de ti...ao longe...talvez da vida...que se esvai...na modorra do tempo...não sei...mas é uma tristeza leve...delicada...como um beijo suave...é terna...a tristeza minha...sem ódio...sem rancor...sem violência...lá fora o canto triste da sabiá...embala minha tristeza...serena...quase que carinhosa...sutil... a doce tristeza que sinto...é falta de um beijo teu...perdida nos planaltos do mundo...vai passar...a tristeza...tudo passa...desde que venhas...acalentar minha tristeza...tua..