19 de setembro de 2010

Milton Nascimento - Bola de Meia, Bola de Gude

Dia...frio...triste. Saudade da minha infância...dos amigos...da praça...vida que passa ...e dói. Do amor que foge...o frio penetra o corpo...a saudade a alma...do menino que ainda sou.

18 de setembro de 2010

É sábado

que os bêbados se embebedem
afinal, hoje é sábado...
que as prostitutas  alegrem
os homens que as perseguem
os shoppings estarão lotados
os motéis terão filas:
homens, mulheres, gays, putas e travestis.
cerveja, conhaque, vodka, cachaça e cocaína
o êxtase do ecstasy, o sexo sem nexo
nada importa, hoje é sábado...
( e está frio)

os bares superlotados,
cerveja pra todo lado.
eu passo ao largo,
meu tempo agora é outro,
e tem jogo do Botafogo.
amei o álcool, amei putas
me desamei, me desalmei
e hoje é sábado, e não me importo
minha solidão foi de conhaque, vodka e cerveja.
de amar mulheres que nunca vi- e daí?





                                                                                      

17 de setembro de 2010

Zurrando

estou vago
de ideias
a mente
minha
solenemente
se recusa
a pensar
uma frase
solta
que seja

estou
deverasmente
burro
mais
asnático
que
lunático

gostei
de minha
ignara
burrice
meu
sonho
mais
premente
é ruminar
uma
tenra
moita
de capim
talvez
assim
a vida
fique
menos
ruim

um pasto
uma zurrada
uma mula
( umas!)
e mais
nada




                                                           

16 de setembro de 2010

As geniosas

de mulheres, prefiro as geniosas
com certeza são mais trabalhosas
mais das vezes, melindrosas
certamente perigosas

mas são apaixonantes
e apaixonadas
se entregam sem pudor
amam com furor

depois vem a tormenta
tempestade de emoção
o ciúme que excede
alimento de sua paixão

tu...morena...confusão!








Vou explodir

Poder, eis a maior das questões humanas, talvez a amizade seja, dentre todas, a que exija menos interferência do poder e,  por isso mesmo, sejam tão poucas. Quando discutimos relação com nossa companheira, estamos discutindo poder- o delas sobre nós, claro!-; quando disputamos o controle da TV, estamos disputando poder; tudo é poder, e o não poder- a impotência, talvez seja a pior de nossas frustações. A tal da igualdade, que tanto sonhamos e em nome da qual tantos morrerram, é uma balela, não existe e nunca existirá. Equilíbrio, é mais factível, herdamos da Revoluçao Francesa o lema: Liberdade, Igualdade e Fraternidade, não pode haver igualdade com liberdade, que pressupõe diferença. O Estado tem obrigação de combater a desigualdade, mas ao mesmo tempo não pode impor a igualdade, as sociedades mais justas conseguiram um certo equilíbrio na desigualdade.
Poder ou não poder, passamos a vida nesse dilema, não posso comer açucar, não posso isso, não posso aquilo outro; ela é minha mulher, ele é meu fiho, nos achamos donos do outro e das coisas, aí vem a morte e a festa acaba. O poder da morte, o medo que gera em nós, cria um novo poder: o das religiões, que, via de regra, nos prometem a eternidade se seguirmos seus preceitos e nos submetermos a seus dogmas, por mais estapafúrdios que sejam. Pelo que andei lendo o melhor céu é o dos muçulmanos, se você morrer como mártir, dentre tantas benesses, terá SETENTA e SETE VIRGENS ao seu inteiro dispor. Sem sogras pra te atazanar, nem pensão alimentícia para pagar. Tão falando que o Bin Laden já anda até prometendo uma cota extra de viagra pro seus homens-bomba, medida de segurança.

Meus avós por parte de pai vieram do Líbano, mas eram cristãos, acho que vou inaugurar o ramo muçulmano da família e virar homem-bomba, só estou em dúvida onde vou me explodir: se na sede do Botafogo, para acabar com nosso infinito sofrimento de vez; ou no Congresso, para livrar o país de algumas ratazanas. Mas antes estou tentando fazer um acordo com Maomé: em vez de SETENTA e SETE, OITENTA VIRGENS... número redondo, fica mais fácil: 10 louras, 10 morenas, 10 ruivas, 10 mulatas, depois: 10...sei lá...é muita virgem por uma explosãozinha de nada. Já imaginaram, chego no céu e... Alá...Alá...Alá...Alá....a minha mulherada!!!

Reclamações feministas deverão ser endereçadas à embaixada do Irã. Só estou seguindo os rígidos e justíssimos preceitos religiosos de minha futura religião. Bem , tenho de ir, vou comprar dinamite...SETENTA e SETE...VIRGENS....vou explodir, podem ter certeza.






Tô chegando...

15 de setembro de 2010

Quase

quase
amor
quase 
paixão
quase                                        
saudade
quase
sexo
quase
nada
quase
tudo
solidão...

Diálogo

- Não quero mais paixão, não suporto, aliás, nem quero gostar de ninguém. Quero é alguém que goste de mim, já sofri muito e você desperta em mim a outra que está adormecida aqui dentro, não quero acordá-la, é perigoso e tenho medo, prefiro que minha vida fique como está. Melhor nem nos conhecermos pessoalmente, se tiver que ser será, mas não quero, quer dizer, não posso mais sofrer e paixão leva inevitavelmente ao sofrimento. Estava quieta em meu canto, vidinha tranquila, quando você aparece como uma tsunami em minha vida. Não quero que venha, melhor deixar tudo como está. Te peço.

- Mas não fiz nada, e foi você que me procurou, e não acha que esta angústia que sente não é sofrer, fugir...a dúvida pro resto da vida, o desejo reprimido. Mas a vida é sua, não quero interferir em suas escolhas, se é seu desejo, me afastarei e pronto. Com certeza não é o que quero, nem você , mas aceito sua decisão. Só uma coisa, não me venha com aquele papo de sermos amigos, não quero ser seu amigo, te quero como mulher, ou tudo ou nada. Se mudar de ideia sabe onde me encontrar, se der tempo, se não, fica o arrependimento, o vazio de ter cedido ao medo. Mas é problema seu, respeitarei sua vontade.

- Mas você está sendo muito duro, poderíamos ficar amigos, por quê não?!

- Melhor ser duro agora que ficar alimentando esperanças infundadas, não conseguiria ser só seu amigo, nunca!, então paremos por aqui. Breve você saberá se tomou a decisão correta, talvez ainda dê tempo. Se não der...o que não tem solução solucionado está... Beijo!

- Outro!