está a minha
um caos mente
demente
norte sul
leste
oeste perdi
o rumo
da vida
do amor
do mundo
de mim
procuro
o caminho
e só encontro
desencanto
desencontro
dor
e uma rosa de pétalas feridas
caída
a meuspés
inertes
de desamor
seguirei
em frente
ou de ré
não sei
perdi- me no
caminho
estrada
de infinita
solidão
30 de setembro de 2010
Eternamente
se tudo
foi sonho
[ e foi!]
que eu
durma
eternamente
se tiver
de acordar
que seja
com um
beijo...seu
( minha linda!)
leva um adeus
uma saudade
um até breve
um seja feliz
uma tristeza
que passa
um dia...
foi sonho
[ e foi!]
que eu
durma
eternamente
se tiver
de acordar
que seja
com um
beijo...seu
( minha linda!)
leva um adeus
uma saudade
um até breve
um seja feliz
uma tristeza
que passa
um dia...
29 de setembro de 2010
Se dane
se
dane
o
medo
o
pudor
se
dane
o
mundo
e
todo
mundo
se
dane
saudade
se
dane
dor
só
não
se
dane
Dani
que
é
amor
e
amor
por
Dani
não
se
dana
se ama
dane
o
medo
o
pudor
se
dane
o
mundo
e
todo
mundo
se
dane
saudade
se
dane
dor
só
não
se
dane
Dani
que
é
amor
e
amor
por
Dani
não
se
dana
se ama
Saudosa Senzala
A Quem Interessa a Exclusão Social?
Será que existem - ainda - imbecis com saudades de cenas como essa? A psicanalista gaúcha Diana Corso publicou um artigo interessante no jornal Zero Hora de Porto Alegre hoje. O artigo "Saudosa...
A psicanalista gaúcha Diana Corso publicou um artigo interessante no jornal Zero Hora de Porto Alegre hoje. O artigo "Saudosa Senzala" está abaixo.
Se alguns mais ricos, sem generalizações, têm saudades da época da senzala e são contra politicas de inclusão social que se danem, porque não pode interessar a ninguém ver este país mergulhado na injustiça social, na pobreza, miséria e na ignorância.
Os problemas causados pela pobreza afetam e muito os mais ricos, porque geram violência, poluição, insegurança e menos consumo. E tudo o que um capitalista mais deseja é ver mais e mais pessoas consumindo.O aumento da classe média deve ser festejado por todos, pois é politica de convergência e inclusão social.
No Brasil de hoje parece interessar muito mais a uma casta política que está no poder manter o povo na miséria e na alienação do assistencialismo e da esmola do que alguns setores mais endinheirados da sociedade. ( Nirma Regina Constantino)
Abaixo o bom artigo da Psicanalista Diana Corso:
Saudosa senzala
O Brasil mudou muito nesses últimos anos, e nem todos prestamos atenção ou nos demos conta, para bem ou para mal não somos os mesmos. Especialmente as classes C e D são as novas protagonistas num país que não estava acostumado com isso, agora elas compram, estão mais visíveis. Pequenos detalhes, como ter um telefone que era caro e difícil, hoje é barato e banal, estão acessíveis a geladeira nova, a TV maior, o trânsito está entupido por novos carros. Prestações e carnês enchem as lojas e esvaziam as prateleiras.
Entre os irritados com a conjuntura atual, encontram-se alguns economistas que, em seus termos misteriosos, fazem previsões de que pagaremos caro pelos dias de fartura. Sei lá, sou ignorante de suas sabedorias. Mas há outro tipo de gente incomodada com a situação atual, e esses, sim, me exasperam: são os viúvos do sistema de castas, que tinham um sem-número de pobres à mercê de suas roupas velhas, pequenas esmolas e favores de senhor da casa-grande. Essa senzala invisível está sendo erradicada do coração dos mais humildes, mas sobrevive na memória recente dos mais abastados e não é fácil abrir mão dela.
A diferença social fazia de qualquer remediado de classe média um senhor feudal, sua vida era mais admirável, seus bens mais reluzentes, seus filhos mais promissores. Hoje, o filho de uma empregada doméstica pode disputar vaga na universidade federal com o da patroa que estudou em escolas caras, graças ao sistema de cotas, o que enche esta última de indignação, e ambas podem ter o mesmo modelo de celular. Mesmo entre os intelectuais, uma miséria digna e consciente lhes parece mais atraente do que essas novas hordas de entusiastas consumidores, de quem lamentam a banalidade de horizontes.
Um ser humano se torna o que é porque outro lhe faz espelho, contraponto. A miséria de uns auxilia a que a imagem de outros pareça mais faustosa, são papéis que se complementam. Melhores índices de qualidade de vida em um país, portanto, não têm motivo para agradar a todos, mesmo que seja por motivos inconfessáveis, inconscientes. Estamos muito longe da igualdade social com que sempre sonhei, mas esse novo quadro, aliado ao fato de que os candidatos mais importantes neste pleito são oriundos das fileiras da luta contra a ditadura, me deixa de bom humor. Gosto de ver a política viva, embora ela costume aparecer apenas trajada de escândalos, prefiro-a paramentada de promessas. Além disso, nunca esqueço que as eleições diretas foram uma árdua conquista, por isso, elas ainda me produzem certa emoção, simplesmente por existirem.
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Será que existem - ainda - imbecis com saudades de cenas como essa? A psicanalista gaúcha Diana Corso publicou um artigo interessante no jornal Zero Hora de Porto Alegre hoje. O artigo "Saudosa...
Será que existem - ainda - imbecis com saudades de cenas como essa?
A psicanalista gaúcha Diana Corso publicou um artigo interessante no jornal Zero Hora de Porto Alegre hoje. O artigo "Saudosa Senzala" está abaixo.
Se alguns mais ricos, sem generalizações, têm saudades da época da senzala e são contra politicas de inclusão social que se danem, porque não pode interessar a ninguém ver este país mergulhado na injustiça social, na pobreza, miséria e na ignorância.
Os problemas causados pela pobreza afetam e muito os mais ricos, porque geram violência, poluição, insegurança e menos consumo. E tudo o que um capitalista mais deseja é ver mais e mais pessoas consumindo.O aumento da classe média deve ser festejado por todos, pois é politica de convergência e inclusão social.
No Brasil de hoje parece interessar muito mais a uma casta política que está no poder manter o povo na miséria e na alienação do assistencialismo e da esmola do que alguns setores mais endinheirados da sociedade. ( Nirma Regina Constantino)
Abaixo o bom artigo da Psicanalista Diana Corso:
Saudosa senzala
O Brasil mudou muito nesses últimos anos, e nem todos prestamos atenção ou nos demos conta, para bem ou para mal não somos os mesmos. Especialmente as classes C e D são as novas protagonistas num país que não estava acostumado com isso, agora elas compram, estão mais visíveis. Pequenos detalhes, como ter um telefone que era caro e difícil, hoje é barato e banal, estão acessíveis a geladeira nova, a TV maior, o trânsito está entupido por novos carros. Prestações e carnês enchem as lojas e esvaziam as prateleiras.
Entre os irritados com a conjuntura atual, encontram-se alguns economistas que, em seus termos misteriosos, fazem previsões de que pagaremos caro pelos dias de fartura. Sei lá, sou ignorante de suas sabedorias. Mas há outro tipo de gente incomodada com a situação atual, e esses, sim, me exasperam: são os viúvos do sistema de castas, que tinham um sem-número de pobres à mercê de suas roupas velhas, pequenas esmolas e favores de senhor da casa-grande. Essa senzala invisível está sendo erradicada do coração dos mais humildes, mas sobrevive na memória recente dos mais abastados e não é fácil abrir mão dela.
A diferença social fazia de qualquer remediado de classe média um senhor feudal, sua vida era mais admirável, seus bens mais reluzentes, seus filhos mais promissores. Hoje, o filho de uma empregada doméstica pode disputar vaga na universidade federal com o da patroa que estudou em escolas caras, graças ao sistema de cotas, o que enche esta última de indignação, e ambas podem ter o mesmo modelo de celular. Mesmo entre os intelectuais, uma miséria digna e consciente lhes parece mais atraente do que essas novas hordas de entusiastas consumidores, de quem lamentam a banalidade de horizontes.
Um ser humano se torna o que é porque outro lhe faz espelho, contraponto. A miséria de uns auxilia a que a imagem de outros pareça mais faustosa, são papéis que se complementam. Melhores índices de qualidade de vida em um país, portanto, não têm motivo para agradar a todos, mesmo que seja por motivos inconfessáveis, inconscientes. Estamos muito longe da igualdade social com que sempre sonhei, mas esse novo quadro, aliado ao fato de que os candidatos mais importantes neste pleito são oriundos das fileiras da luta contra a ditadura, me deixa de bom humor. Gosto de ver a política viva, embora ela costume aparecer apenas trajada de escândalos, prefiro-a paramentada de promessas. Além disso, nunca esqueço que as eleições diretas foram uma árdua conquista, por isso, elas ainda me produzem certa emoção, simplesmente por existirem.

O país está mudando, para melhor, apesar do muito que ainda precisa ser feito. Só seremos um país realmente livre e digno quando estirparmos, definitivamente, a miséria, o analbetismo, a indignidade de ver crianças perambulando pelas ruas, drogadas e sem futuro, herança dessa gente, que acha que o país é deles e ficam histéricos com a ascensão de milhões de braileiros ao mercado de trabalho e, consequentemente, ao de consumo. Apoiaram a ditadura, votaram no Collor e dizem que o povo não sabe votar. Tenho pena deles, pobres de espírito e preconceituosos...o limbo da História vos aguarda. E que fiquem lá, para todo o sempre.
Vasto mundo
No momento
sou apenas
uma grande
impossibilidade
de vida
de amor de tudo
ou nada
não sei será
serei
feliz
eu
não importa
vou atender
a porta
não era
ela
seguirei só
sem rumo
vasto mundo
sou apenas
uma grande
impossibilidade
de vida
de amor de tudo
ou nada
não sei será
serei
feliz
eu
não importa
vou atender
a porta
não era
ela
seguirei só
sem rumo
vasto mundo
28 de setembro de 2010
Relação
O maior problema entre homens e mulheres resume-se em como organizar a relação: Homens querem ter relação antes de qualquer coisa; mulheres querem discutir a relação antes de qualquer coisa. (Obrigado, Saint-Clair)
Vida bela
Dia chuvoso e triste, chego na janela e vejo um casal de rolinhas pousado no fio, namoram distraídos, não se importando com a leve garoa que cai sobre eles, nem com minha presença. Trocam carinhos ternos com o bico, esfregam delicadamente os pescoços, o macho tenta chegar aos finalmentes, a fêmea dá dois pulinhos para o lado- são como as nossas- fazendo-se de difícil, ele encosta-se nela novamente, continua a acariciá-la com doçura, penas eriçadas na ansiedade do coito; tenta novamente, ela lhe dá duas leves bicadas, como que dizendo: ainda não!, ele dá um leve sobrevoo e se posta à sua esquerda , esfrega o pescoço no de sua amada; trocam beijos com os bicos, ele já um pouco mais agitado e impaciente, tenta outra vez, ela saltita para o lado novamente, ele dá outro sobrevoo, volta, posta-se à direita dela, as penas mais eriçadas, o peito estufado de desejo, encosta-se mais uma vez, volta a lhe fazer carinho, ela relaxa, ele aproveita, segura-a firmemente com o bico, sobe sobre ela e consuma o ato. Desce, feliz, trocam mais uns carinhos e alçam voo.
Mesmo em um dia triste e feio, há beleza na vida, é só sabermos olhar e- por que não ?- sentir uma inveja gostosa daquele casal de rolinhas. Que sejam felizes!
Mesmo em um dia triste e feio, há beleza na vida, é só sabermos olhar e- por que não ?- sentir uma inveja gostosa daquele casal de rolinhas. Que sejam felizes!
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