Vou virar diamante,
pedra dura e seca
não serei amor
nem desamor
nem paixão
nem consumição
frio
no não amar
não serei triste
nem alegre
serei só vida
que segue
cansei do eu que sou
serei eu que não sou
rude
seco
vazio como o ar
vou só voar
voo livre
de sentimento
de sofrimento
do eu que não mais sou
3 de outubro de 2010
2 de outubro de 2010
Um pouco de cultura, que nunca é inútil
JURAR DE PÉS JUNTOS:
Mãe, eu juro de pés juntos que não fui eu.A expressão surgiu através das torturas executadas pela Santa Inquisição, nas quais o acusado de heresias tinha as mãos e os pés amarrados (juntos) e era torturado pra dizer nada além da verdade. Até hoje o termo é usado pra expressar a veracidade de algo que uma pessoa diz.
MOTORISTA BARBEIRO:Nossa, que cara mais barbeiro!No século XIX, os barbeiros faziam não somente os serviços de corte de cabelo e barba, mas também, tiravam dentes, cortavam calos, etc, e por não serem profissionais, seus serviços mal feitos geravam marcas. A partir daí, desde o século XV, todo serviço mal feito era atribuído ao barbeiro, pela expressão "coisa de barbeiro". Esse termo veio de Portugal, contudo a associação de "motorista barbeiro", ou seja, um mau motorista, é tipicamente brasileira..
TIRAR O CAVALO DA CHUVA:Pode ir tirando seu cavalinho da chuva porque não vou deixar você sair hoje!No século XIX, quando uma visita iria ser breve, ela deixava o cavalo ao relento em frente à casa do anfitrião e se fosse demorar, colocava o cavalo nos fundos da casa, em um lugar protegido da chuva e do sol. Contudo, o convidado só poderia pôr o animal protegido da chuva se o anfitrião percebesse que a visita estava boa e dissesse: "pode tirar o cavalo da chuva".
Depois disso, a expressão passou a significar a desistência de alguma coisa.
À BESSA:O mesmo que abundantemente, com fartura, de maneira copiosa. A origem do dito é atribuída às qualidades de argumentador do jurista alagoano Gumercindo Bessa, advogado dos acreanos que não queriam que o Território do Acre fosse incorporado ao Estado do Amazonas.
DAR COM OS BURROS N'ÁGUA:A expressão surgiu no período do Brasil colonial, onde tropeiros que escoavam a produção de ouro, cacau e café, precisavam ir da região Sul à Sudeste sobre burros e mulas. O fato era que muitas vezes esses burros, devido à falta de estradas adequadas, passavam por caminhos muito difíceis e regiões alagadas, onde os burros morriam afogados. Daí em diante o termo passou a ser usado pra se referir a alguém que faz um grande esforço pra conseguir algum feito e não consegue ter sucesso naquilo.
GUARDAR A SETE CHAVES:No século XIII, os reis de Portugal adotavam um sistema de arquivamento de jóias e documentos importantes da corte através de um baú que possuía quatro fechaduras, sendo que cada chave era distribuída a um alto funcionário do reino.Portanto eram apenas quatro chaves. O número sete passou a ser utilizado devido ao valor místico atribuído a ele, desde a época das religiões primitivas. A partir daí começou-se a utilizar o termo "guardar a sete chaves" pra designar algo muito bem guardado..OK:A expressão inglesa "OK" (okay), que é mundialmente conhecida pra significar algo que está tudo bem, teve sua origem na Guerra da Secessão, no EUA. Durante a guerra, quando os soldados voltavam para as bases sem nenhuma morte entre a tropa, escreviam numa placa "0 killed" (nenhum morto), expressando sua grande satisfação, daí surgiu o termo "OK".
ONDE JUDAS PERDEU AS BOTAS:Existe uma história não comprovada, de que após trair Jesus, Judas enforcou-se em uma árvore sem nada nos pés, já que havia posto o dinheiro que ganhou por entregar Jesus dentro de suas botas. Quando os soldados viram que Judas estava sem as botas, saíram em busca delas e do dinheiro da traição. Nunca ninguém ficou sabendo se acharam as botas de Judas. A partir daí surgiu à expressão, usada pra designar um lugar distante, desconhecido e inacessível.
PENSANDO NA MORTE DA BEZERRA:A história mais aceitável para explicar a origem do termo é proveniente das tradições hebraicas, onde os bezerros eram sacrificados para Deus como forma de redenção de pecados. Um filho do rei Absalão tinha grande apego a uma bezerra que foi sacrificada. Assim, após o animal morrer, ele ficou se lamentando e pensando na morte da bezerra. Após alguns meses o garoto morreu.
PARA INGLÊS VER:A expressão surgiu por volta de 1830, quando a Inglaterra exigiu que o Brasil aprovasse leis que impedissem o tráfico de escravos. No entanto, todos sabiam que essas leis não seriam cumpridas, assim, essas leis eram criadas apenas "pra inglês ver". Daí surgiu o termo.
RASGAR SEDA:A expressão que é utilizada quando alguém elogia grandemente outra pessoa, surgiu através da peça de teatro do teatrólogo Luís Carlos Martins Pena. Na peça, um vendedor de tecidos usa o pretexto de sua profissão pra cortejar uma moça e começa a elogiar exageradamente sua beleza, até que a moça percebe a intenção do rapaz e diz: "Não rasgue a seda, que se esfiapa".
O PIOR CEGO É O QUE NÃO QUER VER:Em 1647, em Nimes, na França, na universidade local, o doutor Vicent de Paul D`Argent fez o primeiro transplante de córnea em um aldeão de nome Angel. Foi um sucesso da medicina da época, menos pra Angel, que assim que passou a enxergar ficou horrorizado com o mundo que via. Disse que o mundo que ele imaginava era muito melhor. Pediu ao cirurgião que arrancasse seus olhos. O caso foi acabar no tribunal de Paris e no Vaticano. Angel ganhou a causa e entrou pra história como o cego que não quis ver.
ANDA À TOA:Toa é a corda com que uma embarcação reboca a outra. Um navio que está à toa é o que não tem leme nem rumo, indo pra onde o navio que o reboca determinar.
QUEM NÃO TEM CÃO, CAÇA COM GATO:Na verdade, a expressão, com o passar dos anos, se adulterou. Inicialmente se dizia quem não tem cão caça como gato, ou seja, se esgueirando, astutamente, traiçoeiramente, como fazem os gatos.
DA PÁ VIRADA:A origem do ditado é em relação ao instrumento, a pá. Quando a pá está virada pra baixo, voltada pro solo, está inútil, abandonada decorrentemente pelo Homem vagabundo, irresponsável, parasita.
NHENHENHÉM:Nheë, em tupi, quer dizer falar. Quando os portugueses chegaram ao Brasil, os indìgenas não entendiam aquela falação estranha e diziam que os portugueses ficavam a dizer "nhen-nhen-nhen".
VAI TOMAR BANHO:Em "Casa Grande & Senzala", Gilberto Freyre analisa os hábitos de higiene dos índios versus os do colonizador português.
Depois das Cruzadas, como corolário dos contatos comerciais, o europeu se contagiou de sífilis e de outras doenças transmissíveis e desenvolveu medo ao banho e horror à nudez, o que muito agradou à Igreja. Ora, o índio não conhecia a sífilis e se lavava da cabeça aos pés nos banhos de rio, além de usar folhas de árvore pra limpar os bebês e lavar no rio as redes nas quais dormiam. Ora, o cheiro exalado pelo corpo dos portugueses, abafado em roupas que não eram trocadas com freqüência e raramente lavadas, aliado à falta de banho, causava repugnância aos índios. Então os índios, quando estavam fartos de receber ordens dos portugueses, mandavam que fossem "tomar banho".
ELES QUE SÃO BRANCOS QUE SE ENTENDAM:Esta foi das primeiras punições impostas aos racistas, ainda no século XVIII. Um mulato, capitão de regimento, teve uma discussão com um de seus comandados e queixou-se a seu superior, um oficial português.. O capitão reivindicava a punição do soldado que o desrespeitara. Como resposta, ouviu do português a seguinte frase: "Vocês que são pardos, que se entendam". O oficial ficou indignado e recorreu à instância superior, na pessoa de dom Luís de Vasconcelos (1742-1807), 12° vice-rei do Brasil. Ao tomar conhecimento dos fatos, dom Luís mandou prender o oficial português que estranhou a atitude do vice-rei. Mas, dom Luís se explicou: Nós somos brancos, cá nos entendemos.
A DAR COM O PAU:O substantivo "pau" figura em várias expressões brasileiras. Esta expressão teve origem nos navios negreiros. Os negros capturados preferiam morrer durante a travessia e, pra isso, deixavam de comer. Então, criou-se o "pau de comer" que era atravessado na boca dos escravos e os marinheiros jogavam sapa e angu pro estômago dos infelizes, a dar com o pau. O povo incorporou a expressão.
ÁGUA MOLE EM PEDRA DURA, TANTO BATE ATÉ QUE FURA:Um de seus primeiros registros literário foi feito pelo escritor latino Ovídio (43 a.C.-18 d.C), autor de célebres livros como "A arte de amar "e "Metamorfoses", que foi exilado sem que soubesse o motivo. Escreveu o poeta: "A água mole cava a pedra dura". É tradição das culturas dos países em que a escrita não é muito difundida formar rimas nesse tipo de frase pra que sua memorização seja facilitada. Foi o que fizeram com o provérbio, portugueses e brasileiros.
São termos que usamos no dia-a-dia e não sabemos a origem. É sempre bom saber sobre o que falamos e por que falamos. Quando nada ficamos um pouco mais eruditos; e menos erodidos pela besteirada que somos obrigados a ler, ver e ouvir todos os dias.
-Obs: Agradeço a BBeth Cruz, que foi quem me enviou o e-mail.
Te quero inteira
Não quero pedaços de ti,
migalhas de amor esparramadas
pelo frio da terra úmida.
Ou vens toda, cabeça, tronco e membro,
cabelos esvoaçantes ao vento. Ou fiques
onde está, perdida no centro de nada.
Em mim não há lugar para meios e metades,
não sinto meia dor, meia saudade, meia paixão.
Que venhas nua e bela, pronta para a entrega,
mas venha inteira, para dissolver em meus braços
o desejo sufocante que atormenta a alma e adormece
a razão. Seremos infinitos, nós dois, e não haverá
mais mundo, não haverá mais tempo. Seremos, nós, todo
o sentimento do mundo.
migalhas de amor esparramadas
pelo frio da terra úmida.
Ou vens toda, cabeça, tronco e membro,
cabelos esvoaçantes ao vento. Ou fiques
onde está, perdida no centro de nada.
Em mim não há lugar para meios e metades,
não sinto meia dor, meia saudade, meia paixão.
Que venhas nua e bela, pronta para a entrega,
mas venha inteira, para dissolver em meus braços
o desejo sufocante que atormenta a alma e adormece
a razão. Seremos infinitos, nós dois, e não haverá
mais mundo, não haverá mais tempo. Seremos, nós, todo
o sentimento do mundo.
1 de outubro de 2010
Estranho eu
como
posso
ter
saudade
de
ti
não
te
beijei
não
te
possuí
não
te
ganhei
e
te
perdi
estranho
sentimento
ou
estranho
eu
sou
posso
ter
saudade
de
ti
não
te
beijei
não
te
possuí
não
te
ganhei
e
te
perdi
estranho
sentimento
ou
estranho
eu
sou
Morrendo de rir
Ontem à noite aconteceu um fato que quase me matou de rir, eu que ando precisando de dar umas boas risadas. O que vou contar foi verídico e rogo aos céus para que a pessoa não leia o blog, se ler vai dar confusão, dane-se!, a história é impagável.
Veio aqui em casa uma velha e querida amiga, coração de ouro, um doce de pessoa, uma mulher bonita, mas...hummmm...não direi burra porque o blog prima pelo politicamente correto, com tanto zelo que nos recusamos, terminantemente, a chamar Pelé por seu apelido de toda vida: Negão, aqui é Afrão; o mesmo com o Neguinho da Beija-flor, aqui é Afrinho da Beija-flor, afrodescendentes que são. Minha amiga é afrosueca, ou afro-sueca, sei lá, é um tal de tira tracinho, bota tracinho que ainda não decorei- nossas antigas louras, vítimas de piadas indecorosas sobre sua parca produção de neurônios. Não gosto de generalizações, conheço várias-duas!- que são inteligentíssimas. O exagero é por conta da beleza delas.
Explicações dadas, vamos ao fato: estava eu aqui sentado, quando toca o celular, atendo e era minha amiga, deu-se o seguinte dálogo- é verdade!-:
- Alô!- digo.
- Zé sou eu, Vânia( troquei o nome), estou aqui embaixo, qual o número de seu apartamento? ( aqui não tem porteiro, a pessoa interfona e abrimos o portão de entrada)
- 502- digo, e em seguida o interfone começa a tocar.
- Você está tocando o interfone por quê?- pergunto.
- Ué, pra você abrir o portão!
Eu?! Fui abrir o portão já chorando de rir, e ela saiu daqui sem se dar conta do por quê de minhas gargalhadas. Ao menos chorei de rir. Andava precisando.
Já que estou com a mão na massa- nas afrosuecas- melhor dizendo, lembrei de uma ex-namorada de anos atrás, também com certa deficiência "neurônal", compensada, com sobras, em outras áreas, que, à época, tinha de fazer uma prova de seleção para um emprego e me pediu que a ensinasse a fazer redação, uma das exigências do concurso. Tentei fugir da árdua tarefa, mas veio logo a ameaça fatal: - Ou me ensina ou entro em greve! Comecei logo, que não sou besta, e resolvi ditar uma frase para ela escrever e eu poder identificar os erros- foi fáci, difícil foi achar acerto-, a frase foi mais ou menos a seguinte: Na praça passeavam homens; mulheres; crianças; cachorros... ditava e frisava o ponto e vírgula. Após terminar peguei o caderno de sua mão e fui ver, estava assim: Na praça passeavam . , omens . , mulheres. , crianca . , qachoros...assim mesmo, um ponto e depois a vírgula, sem falar no resto. Parei...pensei...pensei...na época ainda bebia, bebi meio copo de vodka, e disse a ela : Tá ótimo seu português, uns errinhos à toa, agora vamos pro quarto...lá ela era excelente aluna, ou professora, como queiram.
Veio aqui em casa uma velha e querida amiga, coração de ouro, um doce de pessoa, uma mulher bonita, mas...hummmm...não direi burra porque o blog prima pelo politicamente correto, com tanto zelo que nos recusamos, terminantemente, a chamar Pelé por seu apelido de toda vida: Negão, aqui é Afrão; o mesmo com o Neguinho da Beija-flor, aqui é Afrinho da Beija-flor, afrodescendentes que são. Minha amiga é afrosueca, ou afro-sueca, sei lá, é um tal de tira tracinho, bota tracinho que ainda não decorei- nossas antigas louras, vítimas de piadas indecorosas sobre sua parca produção de neurônios. Não gosto de generalizações, conheço várias-duas!- que são inteligentíssimas. O exagero é por conta da beleza delas.
Explicações dadas, vamos ao fato: estava eu aqui sentado, quando toca o celular, atendo e era minha amiga, deu-se o seguinte dálogo- é verdade!-:
- Alô!- digo.
- Zé sou eu, Vânia( troquei o nome), estou aqui embaixo, qual o número de seu apartamento? ( aqui não tem porteiro, a pessoa interfona e abrimos o portão de entrada)
- 502- digo, e em seguida o interfone começa a tocar.
- Você está tocando o interfone por quê?- pergunto.
- Ué, pra você abrir o portão!
Eu?! Fui abrir o portão já chorando de rir, e ela saiu daqui sem se dar conta do por quê de minhas gargalhadas. Ao menos chorei de rir. Andava precisando.
Já que estou com a mão na massa- nas afrosuecas- melhor dizendo, lembrei de uma ex-namorada de anos atrás, também com certa deficiência "neurônal", compensada, com sobras, em outras áreas, que, à época, tinha de fazer uma prova de seleção para um emprego e me pediu que a ensinasse a fazer redação, uma das exigências do concurso. Tentei fugir da árdua tarefa, mas veio logo a ameaça fatal: - Ou me ensina ou entro em greve! Comecei logo, que não sou besta, e resolvi ditar uma frase para ela escrever e eu poder identificar os erros- foi fáci, difícil foi achar acerto-, a frase foi mais ou menos a seguinte: Na praça passeavam homens; mulheres; crianças; cachorros... ditava e frisava o ponto e vírgula. Após terminar peguei o caderno de sua mão e fui ver, estava assim: Na praça passeavam . , omens . , mulheres. , crianca . , qachoros...assim mesmo, um ponto e depois a vírgula, sem falar no resto. Parei...pensei...pensei...na época ainda bebia, bebi meio copo de vodka, e disse a ela : Tá ótimo seu português, uns errinhos à toa, agora vamos pro quarto...lá ela era excelente aluna, ou professora, como queiram.
30 de setembro de 2010
Será
nem um beijo
roubado
nem um abraço
apertado
nem um carinho
dado
saudade
também
é isso
o que
não foi
nem será
será?!
roubado
nem um abraço
apertado
nem um carinho
dado
saudade
também
é isso
o que
não foi
nem será
será?!
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