pronto, estou livre
sem rumo
sem destino
alma perdida
porto seguro
da solidão
imseparável companheira
de minh'alma atormentada
foi só mais um adeus
mais uma dor
mais uma saudade
mais uma rosa sem pétalas
que me sobrou
e quando a morte chegar... solidão?
o que será de ti?!
sentirás
a dor que agora sinto
ou vai se embriagar
com um copo de absinto ?!
6 de outubro de 2010
5 de outubro de 2010
Viva compaixão
não vivam
em fé
vivam com paixão
como Cristo
que viveu
compaixão
pelos despossuídos
de tudo do mundo
olhe ao seu redor
verás misérias
de dar dó
mas a pior
miséria
é a da fé
sem compaixão
pelo outro
humilhado
por um pedaço
de pão
e dissestes
NÃO!
ao inferno
com tua fé
sem boa
fé
em fé
vivam com paixão
como Cristo
que viveu
compaixão
pelos despossuídos
de tudo do mundo
olhe ao seu redor
verás misérias
de dar dó
mas a pior
miséria
é a da fé
sem compaixão
pelo outro
humilhado
por um pedaço
de pão
e dissestes
NÃO!
ao inferno
com tua fé
sem boa
fé
Traídos por toda uma vida
E de hoje, a doravante, a nada mais serei fiel, eu. Só
o serei a meus sentimentos. Traídos por toda uma vida.
Pagarei o preço que for preciso, que caminhe só,
que não me entendam. Que me critiquem.
Dizem-me que sou estranho por amar
uma impossibilidade. A própria
impossibilidade me diz isso.
Mas não sou, eu, minha
maior e mais doída
impossibilidade?!
o serei a meus sentimentos. Traídos por toda uma vida.
Pagarei o preço que for preciso, que caminhe só,
que não me entendam. Que me critiquem.
Dizem-me que sou estranho por amar
uma impossibilidade. A própria
impossibilidade me diz isso.
Mas não sou, eu, minha
maior e mais doída
impossibilidade?!
Estou me humanizando
O menino entra na padaria, são 8 da manhã, várias pessoas no balcão, o garoto-uns dez anos-, magrinho, olhos amedrontados ou humilhados, ou tudo junto, pede que alguém lhe pague um pão. Todos viram a cara. Um atendente vem e retira o garoto. Ao meu lado duas mulheres conversam:- " Você já comprou o CD novo do padre Fábio Mello, é lindo!, transborda amor por todo lado, cheguei a chorar quando ouvi." A outra diz que não, mas vai comprar e combinam ir ver um show dele. Saio na frente delas e vou à banca ao lado comprar um jornal, quando volto, a " mulher do padre" vai pegar seu cachorro que está amarrado na porta da padaria, um poodle, daqueles bem viadinhos, de sapatilha e tudo, o garoto está sentado no chão, ao lado do viadinho, quer dizer, do poodle, e acaricia a cabeça do cachorro. A mulher olha com expressão de nojo para o menino, pega seu fresco cachorrinho e se vai.
Volto para casa, me sento para escrever e percebo que estou me tornando humano, fui incapaz de pagar um pão para o garoto, nem me passou pela cabeça. Estou melhorando, acho que vou comprar uns Cds desse padre para me aperfeiçoar, ou de seu colega, Marcelo Rossi, que um dia vi cantando uma musiquinha ridícula, uma de bichinhos, falava nos bichos e dava uns pulinhos e todo mundo pulava junto. Uma cena patética!
Para completar meu caminho rumo à humanidade plena- e burra!- vou comprar uns livros que ajudem a conectar-me com o Universo; vou começar a enviar e-mails com correntes religiosas para vocês; vou ler toda a porcariada que o Paulo Coelho escreveu- e ficou podre de rico, que inveja!-; e assistirei ao próximo BBBaBBacas na íntegra, sem perder um dia. Ainda não vi, mas na Record tem um tal de A Fazenda, pelo que lí o nível de imbecilidade é o mesmo. Verei a patir de hoje. Não posso perder mais tempo rumo à minha nova humanidade.
Falando em cachorro, e o julgamento do caso Roriz pelo STF empatou: 5 x 5. E nós continuamos a contar piada de português. Como diz uma amiga minha: ai...ai...
Que os nobres ministros do STF me perdoem, mas 5 x 5 é resultado de jogo de várzea, daquelas peladas bem safadas. Vou parar, hoje estou com a cachorra, aliás, tô nada, acho é que vou arrumar alguma por aí...
Do lado do computador, está Elogio da Loucura de Erasmo de Roterdã, livro que adoro, na capa tem uma pintura com a imagem dele escrevendo, olho e ele está dando um sorriso irônico para mim, como se dissesse: - " Coitado, destrambelhou de vez..."
Volto para casa, me sento para escrever e percebo que estou me tornando humano, fui incapaz de pagar um pão para o garoto, nem me passou pela cabeça. Estou melhorando, acho que vou comprar uns Cds desse padre para me aperfeiçoar, ou de seu colega, Marcelo Rossi, que um dia vi cantando uma musiquinha ridícula, uma de bichinhos, falava nos bichos e dava uns pulinhos e todo mundo pulava junto. Uma cena patética!
Para completar meu caminho rumo à humanidade plena- e burra!- vou comprar uns livros que ajudem a conectar-me com o Universo; vou começar a enviar e-mails com correntes religiosas para vocês; vou ler toda a porcariada que o Paulo Coelho escreveu- e ficou podre de rico, que inveja!-; e assistirei ao próximo BBBaBBacas na íntegra, sem perder um dia. Ainda não vi, mas na Record tem um tal de A Fazenda, pelo que lí o nível de imbecilidade é o mesmo. Verei a patir de hoje. Não posso perder mais tempo rumo à minha nova humanidade.
Falando em cachorro, e o julgamento do caso Roriz pelo STF empatou: 5 x 5. E nós continuamos a contar piada de português. Como diz uma amiga minha: ai...ai...
Que os nobres ministros do STF me perdoem, mas 5 x 5 é resultado de jogo de várzea, daquelas peladas bem safadas. Vou parar, hoje estou com a cachorra, aliás, tô nada, acho é que vou arrumar alguma por aí...
Do lado do computador, está Elogio da Loucura de Erasmo de Roterdã, livro que adoro, na capa tem uma pintura com a imagem dele escrevendo, olho e ele está dando um sorriso irônico para mim, como se dissesse: - " Coitado, destrambelhou de vez..."
4 de outubro de 2010
Homem não chora
Não me deixaram aprender a chorar.
Homem não chora, diziam-me-
criança. E passei a vida engolindo
lágrimas-chorando com o coração;
sufocado. Excesso sou de lágrimas
reprimidas. As lágrimas vinham e estacavam
nos olhos úmidos- e tristes-meus. E retornavam,
mais ainda- tristes, a se acumularem no coração.
Não sei espalhar dores em lágrimas derramadas,
sei- taõ somente- chorar palavras em versos sem rima,
sem ritmo, sem lógica. Mas inda sim choro, palavras
minhas, para ti; que não me ouve. Não importa, palavras o vento leva...
São as lágrimas que derramo por ti, por nós, pelo mundo...
Homem não chora, diziam-me-
criança. E passei a vida engolindo
lágrimas-chorando com o coração;
sufocado. Excesso sou de lágrimas
reprimidas. As lágrimas vinham e estacavam
nos olhos úmidos- e tristes-meus. E retornavam,
mais ainda- tristes, a se acumularem no coração.
Não sei espalhar dores em lágrimas derramadas,
sei- taõ somente- chorar palavras em versos sem rima,
sem ritmo, sem lógica. Mas inda sim choro, palavras
minhas, para ti; que não me ouve. Não importa, palavras o vento leva...
São as lágrimas que derramo por ti, por nós, pelo mundo...
3 de outubro de 2010
Pedra dura
Vou virar diamante,
pedra dura e seca
não serei amor
nem desamor
nem paixão
nem consumição
frio
no não amar
não serei triste
nem alegre
serei só vida
que segue
cansei do eu que sou
serei eu que não sou
rude
seco
vazio como o ar
vou só voar
voo livre
de sentimento
de sofrimento
do eu que não mais sou
pedra dura e seca
não serei amor
nem desamor
nem paixão
nem consumição
frio
no não amar
não serei triste
nem alegre
serei só vida
que segue
cansei do eu que sou
serei eu que não sou
rude
seco
vazio como o ar
vou só voar
voo livre
de sentimento
de sofrimento
do eu que não mais sou
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