De Brasília, soprou uma brisa de esperança
de amor, de paixão, de fantasia.
Mas logo veio o vento seco e frio,
ventando decretos, leis e portarias
e burocratizou o amor, engessou a paixão,
enquadrou a fantasia.
Resta-me vagar por outros planaltos
eu, que nunca fui capital,
detesto burocracia,
não decoro portaria,
não sou advogado,
nada seu de lei.
Em verdade,
na letra fria da lei,
me Danei,
literalmente, inexoralvemente.
Queria apenas uma lei
uma única
que decretasse
o fim da dor
que sinto.
Vai passar, tudo passa.
Até decretos, leis e portarias,
são revogados. Revogarei
o amor, a fantasia e a paixão
de meu coração.
A saudade, não!
Vou guardá-la
com carinho.
É minha, e
não haverá lei,
nem decreto,
nem nenhuma
porcaria de portaria
que possa arrancá-la de mim.
7 de outubro de 2010
6 de outubro de 2010
Sem nenhuma poesia
dia triste
hoje
melancólico
de dor
que causei
nada a fazer
ou tudo?
não sei
acho até
que
nunca
saberei
atrapalho-me
e digo
besteiras
sem eira
sem beira
sem perdão
eu sou tudo em vão
perco-me em longas retas
nem sei andar de bicicleta
como posso guiar o amor
caio no meio do caminho
esfolo o corpo
arrebento a alma
por acaso alguém aí tem
um analgésico
pra dor d'alma?
a minha é anti-analgesia
sem nehuma poesia
só dor!
pungente...lancinante...
hoje
melancólico
de dor
que causei
nada a fazer
ou tudo?
não sei
acho até
que
nunca
saberei
atrapalho-me
e digo
besteiras
sem eira
sem beira
sem perdão
eu sou tudo em vão
perco-me em longas retas
nem sei andar de bicicleta
como posso guiar o amor
caio no meio do caminho
esfolo o corpo
arrebento a alma
por acaso alguém aí tem
um analgésico
pra dor d'alma?
a minha é anti-analgesia
sem nehuma poesia
só dor!
pungente...lancinante...
Um copo de absinto
pronto, estou livre
sem rumo
sem destino
alma perdida
porto seguro
da solidão
imseparável companheira
de minh'alma atormentada
foi só mais um adeus
mais uma dor
mais uma saudade
mais uma rosa sem pétalas
que me sobrou
e quando a morte chegar... solidão?
o que será de ti?!
sentirás
a dor que agora sinto
ou vai se embriagar
com um copo de absinto ?!
sem rumo
sem destino
alma perdida
porto seguro
da solidão
imseparável companheira
de minh'alma atormentada
foi só mais um adeus
mais uma dor
mais uma saudade
mais uma rosa sem pétalas
que me sobrou
e quando a morte chegar... solidão?
o que será de ti?!
sentirás
a dor que agora sinto
ou vai se embriagar
com um copo de absinto ?!
5 de outubro de 2010
Viva compaixão
não vivam
em fé
vivam com paixão
como Cristo
que viveu
compaixão
pelos despossuídos
de tudo do mundo
olhe ao seu redor
verás misérias
de dar dó
mas a pior
miséria
é a da fé
sem compaixão
pelo outro
humilhado
por um pedaço
de pão
e dissestes
NÃO!
ao inferno
com tua fé
sem boa
fé
em fé
vivam com paixão
como Cristo
que viveu
compaixão
pelos despossuídos
de tudo do mundo
olhe ao seu redor
verás misérias
de dar dó
mas a pior
miséria
é a da fé
sem compaixão
pelo outro
humilhado
por um pedaço
de pão
e dissestes
NÃO!
ao inferno
com tua fé
sem boa
fé
Traídos por toda uma vida
E de hoje, a doravante, a nada mais serei fiel, eu. Só
o serei a meus sentimentos. Traídos por toda uma vida.
Pagarei o preço que for preciso, que caminhe só,
que não me entendam. Que me critiquem.
Dizem-me que sou estranho por amar
uma impossibilidade. A própria
impossibilidade me diz isso.
Mas não sou, eu, minha
maior e mais doída
impossibilidade?!
o serei a meus sentimentos. Traídos por toda uma vida.
Pagarei o preço que for preciso, que caminhe só,
que não me entendam. Que me critiquem.
Dizem-me que sou estranho por amar
uma impossibilidade. A própria
impossibilidade me diz isso.
Mas não sou, eu, minha
maior e mais doída
impossibilidade?!
Estou me humanizando
O menino entra na padaria, são 8 da manhã, várias pessoas no balcão, o garoto-uns dez anos-, magrinho, olhos amedrontados ou humilhados, ou tudo junto, pede que alguém lhe pague um pão. Todos viram a cara. Um atendente vem e retira o garoto. Ao meu lado duas mulheres conversam:- " Você já comprou o CD novo do padre Fábio Mello, é lindo!, transborda amor por todo lado, cheguei a chorar quando ouvi." A outra diz que não, mas vai comprar e combinam ir ver um show dele. Saio na frente delas e vou à banca ao lado comprar um jornal, quando volto, a " mulher do padre" vai pegar seu cachorro que está amarrado na porta da padaria, um poodle, daqueles bem viadinhos, de sapatilha e tudo, o garoto está sentado no chão, ao lado do viadinho, quer dizer, do poodle, e acaricia a cabeça do cachorro. A mulher olha com expressão de nojo para o menino, pega seu fresco cachorrinho e se vai.
Volto para casa, me sento para escrever e percebo que estou me tornando humano, fui incapaz de pagar um pão para o garoto, nem me passou pela cabeça. Estou melhorando, acho que vou comprar uns Cds desse padre para me aperfeiçoar, ou de seu colega, Marcelo Rossi, que um dia vi cantando uma musiquinha ridícula, uma de bichinhos, falava nos bichos e dava uns pulinhos e todo mundo pulava junto. Uma cena patética!
Para completar meu caminho rumo à humanidade plena- e burra!- vou comprar uns livros que ajudem a conectar-me com o Universo; vou começar a enviar e-mails com correntes religiosas para vocês; vou ler toda a porcariada que o Paulo Coelho escreveu- e ficou podre de rico, que inveja!-; e assistirei ao próximo BBBaBBacas na íntegra, sem perder um dia. Ainda não vi, mas na Record tem um tal de A Fazenda, pelo que lí o nível de imbecilidade é o mesmo. Verei a patir de hoje. Não posso perder mais tempo rumo à minha nova humanidade.
Falando em cachorro, e o julgamento do caso Roriz pelo STF empatou: 5 x 5. E nós continuamos a contar piada de português. Como diz uma amiga minha: ai...ai...
Que os nobres ministros do STF me perdoem, mas 5 x 5 é resultado de jogo de várzea, daquelas peladas bem safadas. Vou parar, hoje estou com a cachorra, aliás, tô nada, acho é que vou arrumar alguma por aí...
Do lado do computador, está Elogio da Loucura de Erasmo de Roterdã, livro que adoro, na capa tem uma pintura com a imagem dele escrevendo, olho e ele está dando um sorriso irônico para mim, como se dissesse: - " Coitado, destrambelhou de vez..."
Volto para casa, me sento para escrever e percebo que estou me tornando humano, fui incapaz de pagar um pão para o garoto, nem me passou pela cabeça. Estou melhorando, acho que vou comprar uns Cds desse padre para me aperfeiçoar, ou de seu colega, Marcelo Rossi, que um dia vi cantando uma musiquinha ridícula, uma de bichinhos, falava nos bichos e dava uns pulinhos e todo mundo pulava junto. Uma cena patética!
Para completar meu caminho rumo à humanidade plena- e burra!- vou comprar uns livros que ajudem a conectar-me com o Universo; vou começar a enviar e-mails com correntes religiosas para vocês; vou ler toda a porcariada que o Paulo Coelho escreveu- e ficou podre de rico, que inveja!-; e assistirei ao próximo BBBaBBacas na íntegra, sem perder um dia. Ainda não vi, mas na Record tem um tal de A Fazenda, pelo que lí o nível de imbecilidade é o mesmo. Verei a patir de hoje. Não posso perder mais tempo rumo à minha nova humanidade.
Falando em cachorro, e o julgamento do caso Roriz pelo STF empatou: 5 x 5. E nós continuamos a contar piada de português. Como diz uma amiga minha: ai...ai...
Que os nobres ministros do STF me perdoem, mas 5 x 5 é resultado de jogo de várzea, daquelas peladas bem safadas. Vou parar, hoje estou com a cachorra, aliás, tô nada, acho é que vou arrumar alguma por aí...
Do lado do computador, está Elogio da Loucura de Erasmo de Roterdã, livro que adoro, na capa tem uma pintura com a imagem dele escrevendo, olho e ele está dando um sorriso irônico para mim, como se dissesse: - " Coitado, destrambelhou de vez..."
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