Descobri há pouco que hoje é o Dia internacional dos pertubados. Não sabia que existia tal dia, eu que ando tão perturbado nos últimos dias. Por ter magoado uma pessoa, sem intenção, mas por excessos que às vezes cometo. Fiz o que me cabía após o erro, pedi desculpas, e uma coisa aprendi na vida, é muito mais fácil errar que acertar. Sou um poço de erros, o que me consola é que não os cometo por má-fé, vingança, ódio, ressentimentos; não, são frutos de meu temperamento, mais para emoção que para razão e , muitas das vezes, por isso perco a razão e machuco às pessoas e a mim. Tento me controlar, mas sou humano, errei e estou pagando por isso. Fazer o quê?! Seguir em frente, machucado, angustiado, triste, perturbado...de arrependimento, mas não adianta já está feito. Cabe ao outro perdoar ou não. Resta-me aprender mais uma lição, e carregar a dor do erro cometido. Sou assim, e tento me políciar, mas como não sou perfeito, longe...longíssimo...disso...errei e assumo as consequências de meu erro. Um pouco mais de tristeza, decepção- comigo mesmo-, alma um pouco- muito!- mais perturbada, por intensidade de sentimentos, excesso deles, que me fazem cometer erros infantis. Bem...ao menos posso comemorar meu dia condignamente arrumei uma boa perturbação para me afligir a alma. Vou pesquisar no Google para ver se tem o Dia dos estranhos, se tiver, estarei completamente homenageado. Errar é humano; não errar é desumano. Perdoar é opção individual de cada. A quem magoei, mais uma vez peço desculpas, do fundo do coração. Agora vou perturbar meu filho um pouquinho, o Flu dele levou de três ontem e ele está possesso.
7 de outubro de 2010
De decretos, leis e portarias
De Brasília, soprou uma brisa de esperança
de amor, de paixão, de fantasia.
Mas logo veio o vento seco e frio,
ventando decretos, leis e portarias
e burocratizou o amor, engessou a paixão,
enquadrou a fantasia.
Resta-me vagar por outros planaltos
eu, que nunca fui capital,
detesto burocracia,
não decoro portaria,
não sou advogado,
nada seu de lei.
Em verdade,
na letra fria da lei,
me Danei,
literalmente, inexoralvemente.
Queria apenas uma lei
uma única
que decretasse
o fim da dor
que sinto.
Vai passar, tudo passa.
Até decretos, leis e portarias,
são revogados. Revogarei
o amor, a fantasia e a paixão
de meu coração.
A saudade, não!
Vou guardá-la
com carinho.
É minha, e
não haverá lei,
nem decreto,
nem nenhuma
porcaria de portaria
que possa arrancá-la de mim.
de amor, de paixão, de fantasia.
Mas logo veio o vento seco e frio,
ventando decretos, leis e portarias
e burocratizou o amor, engessou a paixão,
enquadrou a fantasia.
Resta-me vagar por outros planaltos
eu, que nunca fui capital,
detesto burocracia,
não decoro portaria,
não sou advogado,
nada seu de lei.
Em verdade,
na letra fria da lei,
me Danei,
literalmente, inexoralvemente.
Queria apenas uma lei
uma única
que decretasse
o fim da dor
que sinto.
Vai passar, tudo passa.
Até decretos, leis e portarias,
são revogados. Revogarei
o amor, a fantasia e a paixão
de meu coração.
A saudade, não!
Vou guardá-la
com carinho.
É minha, e
não haverá lei,
nem decreto,
nem nenhuma
porcaria de portaria
que possa arrancá-la de mim.
6 de outubro de 2010
Sem nenhuma poesia
dia triste
hoje
melancólico
de dor
que causei
nada a fazer
ou tudo?
não sei
acho até
que
nunca
saberei
atrapalho-me
e digo
besteiras
sem eira
sem beira
sem perdão
eu sou tudo em vão
perco-me em longas retas
nem sei andar de bicicleta
como posso guiar o amor
caio no meio do caminho
esfolo o corpo
arrebento a alma
por acaso alguém aí tem
um analgésico
pra dor d'alma?
a minha é anti-analgesia
sem nehuma poesia
só dor!
pungente...lancinante...
hoje
melancólico
de dor
que causei
nada a fazer
ou tudo?
não sei
acho até
que
nunca
saberei
atrapalho-me
e digo
besteiras
sem eira
sem beira
sem perdão
eu sou tudo em vão
perco-me em longas retas
nem sei andar de bicicleta
como posso guiar o amor
caio no meio do caminho
esfolo o corpo
arrebento a alma
por acaso alguém aí tem
um analgésico
pra dor d'alma?
a minha é anti-analgesia
sem nehuma poesia
só dor!
pungente...lancinante...
Um copo de absinto
pronto, estou livre
sem rumo
sem destino
alma perdida
porto seguro
da solidão
imseparável companheira
de minh'alma atormentada
foi só mais um adeus
mais uma dor
mais uma saudade
mais uma rosa sem pétalas
que me sobrou
e quando a morte chegar... solidão?
o que será de ti?!
sentirás
a dor que agora sinto
ou vai se embriagar
com um copo de absinto ?!
sem rumo
sem destino
alma perdida
porto seguro
da solidão
imseparável companheira
de minh'alma atormentada
foi só mais um adeus
mais uma dor
mais uma saudade
mais uma rosa sem pétalas
que me sobrou
e quando a morte chegar... solidão?
o que será de ti?!
sentirás
a dor que agora sinto
ou vai se embriagar
com um copo de absinto ?!
5 de outubro de 2010
Viva compaixão
não vivam
em fé
vivam com paixão
como Cristo
que viveu
compaixão
pelos despossuídos
de tudo do mundo
olhe ao seu redor
verás misérias
de dar dó
mas a pior
miséria
é a da fé
sem compaixão
pelo outro
humilhado
por um pedaço
de pão
e dissestes
NÃO!
ao inferno
com tua fé
sem boa
fé
em fé
vivam com paixão
como Cristo
que viveu
compaixão
pelos despossuídos
de tudo do mundo
olhe ao seu redor
verás misérias
de dar dó
mas a pior
miséria
é a da fé
sem compaixão
pelo outro
humilhado
por um pedaço
de pão
e dissestes
NÃO!
ao inferno
com tua fé
sem boa
fé
Traídos por toda uma vida
E de hoje, a doravante, a nada mais serei fiel, eu. Só
o serei a meus sentimentos. Traídos por toda uma vida.
Pagarei o preço que for preciso, que caminhe só,
que não me entendam. Que me critiquem.
Dizem-me que sou estranho por amar
uma impossibilidade. A própria
impossibilidade me diz isso.
Mas não sou, eu, minha
maior e mais doída
impossibilidade?!
o serei a meus sentimentos. Traídos por toda uma vida.
Pagarei o preço que for preciso, que caminhe só,
que não me entendam. Que me critiquem.
Dizem-me que sou estranho por amar
uma impossibilidade. A própria
impossibilidade me diz isso.
Mas não sou, eu, minha
maior e mais doída
impossibilidade?!
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