Diz-me que sou estranho,
E fico a perguntar-me:
Estranho porque te quero?!
Estranho porque digo que te amo?!
Estranho porque quero te apertar, te beijar, te ninar?!
Estranho porque sinto saudade de ti, que nunca vi?!
E daí?!
Daí minha linda, você vem aqui,
Ou eu vou aí,
E nada mais será estranho,
Amor não estranha,
Amor reconhece
O outro que ama
Sem distância
Não sabes,
Danielle,
Mas está noite dormi contigo,
Acordei e não estavas,
Mas estava seu cheiro,
A entorpecer minh'alma
Prometi não fazer mais poemas para ti,
Mas como posso se estás sempre aqui,
Estranho é estares aí com o coração aqui,
Estranho é nossos almas estarem juntas e os corpos separados,
Mas há de chegar a hora,
Da ausência virar presença,
E estranho será descobrir,
Como pude ficar uma vida longe de ti!
4 de novembro de 2010
2 de novembro de 2010
Recado para Danielle ( escrito às pressas)
e quem sabe
verei um dia
brotar
" do impossível
chão"
a mais bela flor
que ornará de amor
o solitário jardim
que é meu coração!
verei um dia
brotar
" do impossível
chão"
a mais bela flor
que ornará de amor
o solitário jardim
que é meu coração!
Na vastidão do oceano
E serei veleiro
a singrar sem rumo
todos os mares do mundo
Velejarei em solidão
serei eu e meus fantasmas
[ são eles: desencanto
frustração
saudade]
E na praia mais deserta
recolherei a mais bela flor
E a carregarei comigo
morrendo devagar
como o amor que tento
matar em mim
Mas não sou assassino
sou apenas um homem
com alma de menino
E deixarei que o amor viva
ele não tem culpa do tormento
de min'alma exangue
E na vastidão do oceano
olharei o infinito
que é o exato tamanho
da saudade que sinto
a singrar sem rumo
todos os mares do mundo
Velejarei em solidão
serei eu e meus fantasmas
[ são eles: desencanto
frustração
saudade]
E na praia mais deserta
recolherei a mais bela flor
E a carregarei comigo
morrendo devagar
como o amor que tento
matar em mim
Mas não sou assassino
sou apenas um homem
com alma de menino
E deixarei que o amor viva
ele não tem culpa do tormento
de min'alma exangue
E na vastidão do oceano
olharei o infinito
que é o exato tamanho
da saudade que sinto
1 de novembro de 2010
Solidão acompanhada
de hoje a doravante
resta-me seguir adiante
e amar amores que não quero
cansei de ser sincero.
de hoje a doravante
em vez de dor
serei um grande fingidor
fingirei até ter um
grande amor
um aqui
outro acolá
de hoje a doravante
voltarei a ser amante
da mulher qualquer
que me quiser
de hoje a doravante
serei sempre
solidão acompanhada
Melhor que nada!
resta-me seguir adiante
e amar amores que não quero
cansei de ser sincero.
de hoje a doravante
em vez de dor
serei um grande fingidor
fingirei até ter um
grande amor
um aqui
outro acolá
de hoje a doravante
voltarei a ser amante
da mulher qualquer
que me quiser
de hoje a doravante
serei sempre
solidão acompanhada
Melhor que nada!
Com alegria
procuro lembrar
meus mortos
queridos
com alegria
a tristeza
é só pela
falta
pela saudade
que deles
sinto
eu
que
sou
metade
falta
metade
saudade
com
o que
sobra
tento
ser
feliz
meus mortos
queridos
com alegria
a tristeza
é só pela
falta
pela saudade
que deles
sinto
eu
que
sou
metade
falta
metade
saudade
com
o que
sobra
tento
ser
feliz
Tiririca, o homem certo no lugar certo
Me orgulho do Brasil, somos deverás criativos,
só nós conseguímos inventar o capitalismo de Estado
e o socialismo de mercado. Eita país complicado!
Não cumprimos nossas leis e inventamos novas
leis para fazer cumprir as que não são cumpridas.
Se não entenderam, tudo bem, a ideia é essa mesmo.
Tome uma cachaça e coma um torresmo.
Somos tão ajeitados que roubar do Estado
é até desculpado, nem roubo é, é apenas
dinheiro desviado do público para o privado.
Reinventamos o comunismo, que aqui não é
comum a todos, é comum aos nossos,
que não são tolos.
Um vem e privatiza, outro vem e desprivatiza
e vira tudo uma grande privada. Cheia de nós,
os merdas, que os sustentamos.
Misturamos alhos com bugalhos
e geramos os otários. E nossos bugalhos
veem mas não enxergam.
Juntamos um grupo de políticos, de preferência
bem larápios, e chamamos de coalizão. Coalizão
para desvio(?!) de verbas públicas sem punição.
Eu te chamo de ladrão, tu me chamas de ladrão,
quando acaba a eleição estamos juntos a nos dar às mãos.
É a festa da democracia, políticos entram com o bônus e o povo arreganha o ônus...
E de titica a tiririca " nóis vai si fufendô!"
Tiririca: erva daninha difícil de ser erradicada; punguista, batedor de carteira( gíria usada no sul); Tiririca, deputado federal, o homem certo no lugar certo!
só nós conseguímos inventar o capitalismo de Estado
e o socialismo de mercado. Eita país complicado!
Não cumprimos nossas leis e inventamos novas
leis para fazer cumprir as que não são cumpridas.
Se não entenderam, tudo bem, a ideia é essa mesmo.
Tome uma cachaça e coma um torresmo.
Somos tão ajeitados que roubar do Estado
é até desculpado, nem roubo é, é apenas
dinheiro desviado do público para o privado.
Reinventamos o comunismo, que aqui não é
comum a todos, é comum aos nossos,
que não são tolos.
Um vem e privatiza, outro vem e desprivatiza
e vira tudo uma grande privada. Cheia de nós,
os merdas, que os sustentamos.
Misturamos alhos com bugalhos
e geramos os otários. E nossos bugalhos
veem mas não enxergam.
Juntamos um grupo de políticos, de preferência
bem larápios, e chamamos de coalizão. Coalizão
para desvio(?!) de verbas públicas sem punição.
Eu te chamo de ladrão, tu me chamas de ladrão,
quando acaba a eleição estamos juntos a nos dar às mãos.
É a festa da democracia, políticos entram com o bônus e o povo arreganha o ônus...
E de titica a tiririca " nóis vai si fufendô!"
Tiririca: erva daninha difícil de ser erradicada; punguista, batedor de carteira( gíria usada no sul); Tiririca, deputado federal, o homem certo no lugar certo!
Um eterno nada há
Viver
é
mais
ou
menos
como
morrer
só
que
em
vida
e
morrer
tem
suas
vantagens
não
há
mais
contas
a
pagar
ex
mulher
a
te
aporrinhar
Não
há
danielle
para
me
apaixonar
é
um
eterno
nada
há
é
mais
ou
menos
como
morrer
só
que
em
vida
e
morrer
tem
suas
vantagens
não
há
mais
contas
a
pagar
ex
mulher
a
te
aporrinhar
Não
há
danielle
para
me
apaixonar
é
um
eterno
nada
há
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