24 de fevereiro de 2011

Capitalismo no Reino Animal

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Acho que a interação dos animais com nossa sociedade está fazendo com que eles comecem a desenvolver novas maneiras de interagirem entre si, vejam que o transporte já começa a tormar novas formas e muito breve eles estarão adentrando ao capitalismo, no caso, literalmente, selvagem, e vão logo começar as contestações ao reinado do leão. Aguardem!

Feder ou não feder

estados

Feder ou não feder, eis a questão.

Foto: Ágora com Dazibao no meio

Zezinho PMDB passa Chezinho Pouca Vara para trás

Zezinho PMDB é frequentador diuturno do boteco de Sabiá Zarolho, e ganhou a inaudita alcunha por estar sempre tirando uma casquinha entre a turba que bate ponto diariamente no desafamado estabelecimento de ébrios de todos os quilates e descalibres que por ali pululam como moscas, ou com as moscas, para ser mais escorreito.
Senta-se à mesa da turma de advogados, sempre comandada pelo portentoso jurista Dr. Alberto Habemus Copus, pouco mais dirige-se à mesa dos políticos, quase sempre palco de pesados confrontos ideológicos entre Chezinho Pouco Vara, um descendente de japoneses, apaixonado por Che Guevara, além de petista histórico, e Toninho Rapinagem, que é defensor emperdenido do fisiologismo estatal, já que é assessor parlamentar de um deputado, digamos, pragmático-que aqui no Brasil chamar ladrão de ladrão dá cadeia. Mormente se o ladrão for  ladrão honesto e possuidor de altos cargos públicos.
Zezinho PMDB se dá com todos e vai tirando sua casquinhas, enchendo o copo em uma mesa, comendo um tira-gosto em outra, fazendo um mandado para Sabiá Zarolho aqui, outro ali, ultimamente, como o General,  vice-comandante geral da casa(?), anda perdendo seu poder para Dilma, a estoteante mulata que comanda a cozinha com mão de ferro, PMDB anda cheio de salamaleques com ela e faz tudo que Dilminha  solicita, em troco de um carguinho, ops., salgadinho aqui, outro ali, a coisa chegou a tal ponto que Chezinho Pouco Vara, o mais antigo aliado de Dilma em sua ascensão ao comando da cozinha, estar enciumado e ameaçando se aliar a General em sua guerra com Dilma. Vive praguejando: " Não aguento mais o PMDB, virou serviçal da Dilma, se bobear casa com ela e me joga pra escanteio!" É Chezinho, fica de vara em pé, se não você dança!- diz Rapinagem às gargalhadas.
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Eu sou um blogueiro de merda

Eu também vou me definir, como no Brasil rotulamos tudo, aqui no que chamam blogosfera, um palavrão que serve para "enquadrar" os blogs, não poderia ser diferente, nós somos criativos, os brasileiros, depois do marxismo-fisiológico, criamos a burocracia ideológica, não sabemos viver sem rotular e burocratizar tudo e todos- isso quando não burrocratizamos-, e temos a blogosfera de esquerda, de direita, de lado, de banda, de bunda, eu então resolvi que sou um blogueiro de merda, ou uma merda de blogueiro. À esquerda, "causquê" merda de direita fede muito. Veja o Reinaldinho Azedo lá da Veja, mas não cheire. Saco! De merda!
blogosfera

Talvez quem sabe

p.txt
e um dia
talvez quem sabe
no dia de são nunca
não haverá
mais horrores
nem ditadores
nem desamores
mas se for nunca
que seja à noite
hora de sentir
nossas dores
no silêncio
da solidão

Foi por excesso

Ela passa na outra calçada, seus olhos se encontram por uma fração de segundos. Ainda havia carinho, desejo e paixão em seus olhares. Foram quase dez anos de relacionamento, tumutualdo, exacerbado, onde pode ter faltado tudo, menos paixão e desejo. Separaram-se não por falta, mas por excesso, de ciúmes dela, da incapacidade de se submeter a controles dele.
Foram-se, cada qual para seu lado, sem dizer uma palavra, nada, apenas separaram-se, sem brigas. E não adianta, que cada qual cuide de suas feridas- que sangram todo dia-, que derramem suas lágrimas na solidão da saudade; ah... mas poderia...não...não poderia...não existe talvez em paixão exacerbada...é tudo ou nada. No fim, quase sempre nada, que é preenchido por dor que trafega incessante entre o coração e a alma.
Mas foi por excesso, que se não consola, alívia. A dor!

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Um pouco muito

um pouco
muito de saudade
um muito
pouco de alegria
um pouco
muito de tristeza
um muito
pouco de amor
um pouco
muito de solidão
um muito pouco
de pouco muito
vida minha
pouco muito
sempre
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