24 de setembro de 2011
O Botafogo me ensinou que o amor é maior que a dor
Hoje fiquei feliz! Fui dar uma volta na rua e vi diversas crianças trajando a camisa do Botafogo. Orgulhosos, altivos, felizes. Fiquei feliz e ao mesmo tempo comecei a recordar que passei minha juventude cultivando uma paixão que quase só me maltratava, mudei-me para Niterói em 1968, tinha eu 12 anos e a primeira vez que entrei no Maracanã foi para ver Botafogo ser campeão, um sonoro 4 x 0 no Vasco, sai feliz, mal sabia que o inferno estava me esperando na esquina, a mim e aos milhões de jovens que se tornaram Botafogo no fim dos anos cinquenta e por toda à década de sessenta do século passado. Saímos do céu para o inferno, sem passar pelo purgatório.
Perdemos tudo, time, sede, estádio...futuro...foi duro...muito duro!...mas seguimos em frente, havia restado um passado grandioso e uma camisa com uma linda estrela encravada por sobre o coração. Aquilo sim era um bando de loucos: apaixonados, desesperados, humilhados... mas "seguindo a voz que vem do coração", a voz da paixão, de olhar para o gramado e ver a mágica camisa 7, envergada por Garrincha, Jairzinho, Rogério e Zequinha, sendo envergada ( no sentido literal do termo) por Cremílson, ao seu lado, Tuca, Puruca e outras sumidades que nos faziam ter vontade de sumir de tristeza e vergonha!
Mas não estávamos lá por eles, era aquela camisa, aquela estrela, aquela história que nos movia.
Hoje eu vi o orgulho de vestir aquela camisa de volta. O grande e glorioso Botafogo em seu devido lugar, impondo respeito e temor aos seus adversários.
Hoje eu vi crianças orgulhosas vestindo aquela camisa gloriosa e me emocionei. Sozinho.
Albert Camus, grande escritor e filósofo existencialista francês, disse certa vez que "tudo de mais relevante que havia aprendido sobre a humanidade havia sido jogando futebol."
E eu, senhores , aprendi com o Botafogo, que o amor pode ser maior que a dor.
Que estas crianças que vi hoje envergando nossa gloriosa camisa jamais tenham que passar o que eu e minha geração passamos para cultivar nossa paixão.
Mas vencemos...hoje eu vi!Pesquisa diz que bocejar resfria o cérebro; baianos têm cérebro congelado
O que que vocês querem que eu faça?! A porra da pesquisa diz que bocejar pode servir para resfriar o cerébro, se isso for verdade, por conseguinte os baianos, grandes e inteligentes bocejadores pátrios, só podem ter os miolos congelados.
A minha conclusão foi por inferência e a margem de erro é de uns 50% de bocejos para mais ou para menos. Esse troço deve de tá certo, pular carnaval na Bahia, com aquele calor e saltitando feito cabrito- ia dizer veado, mas pode ser que seja preconceito e como não consultei o Gil e o Caetano é melhor cabrito mesmo-, só bocejando muito para refrigerar à caixola. Saco!
A pesquisa está no Estadão.com
23 de setembro de 2011
Acampados na esquina esperando o bonde. Foto de rachar de rir!
Bão...então...pois é...a gente num guenta...eis pararô de dar o capilé dos juiz...e a situação deu no que deu...paradões na esquina...qui nem estáltua...eu morro de pena da Dani...tadinha...
A foto dêis acampado na esquina eu arroubei do João Carvalho, um botafoguista...
Qui chituaçhão...hein...Vandeco...
Diz qui o Arrenato Maurrício Pradô va inxigir que o agovernador arrume uma bolça-urubu preis nun aficá astravancando as esquinas...
Eu num vô ri dêis...
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