2 de abril de 2012

Jilozinho quer criar a Lei Molhada

Jilozinho me ligou hoje ao alvorecer do dia para informar que vai ser candidato a vereador lá em São José do Calçado e, se eleito, seu primeiro projeto vai ser criar a Lei Molhada:
- Jarrão, eu agora virei safado, sou candidato a vereador aqui em Calçado e conto com seu voto, vou me arrumar e arrumar os amigos, todo mundo vai ter emprego e vou moralizar a cachaçada aqui em Calçado!
- E como vai fazer isso, Jilozinho?
- É o seguinte: vou fazer a Lei Molhada, que já foi apelidada de Lei Jilozinho da Penha!
- Que porra de lei é essa?!
- A prefeitura vai ser responsável pela segurança dos pinguços municipais, vamos comprar 2 vans para fazer o transporte de nossos bêbados e evitar que sejam humilhados após a esbórnia, inclusive, na lei, vai constar que "patroas" não podem zangar nem agredir nossos boêmios quando eles retornarem ao lar depois da farra, se o fizerem podem pegar até um ano de cadeia, afinal, Jarrão, o lazer é sagrado, tá na Bíblia! E vou criar a Bolsa Ressaca, a prefeitura vai dar Engov, remédios para dor de cabeça e tudo que for necessário para curar a ressaca de nossos munícipes ( eu fiquei 2 dias decorando esse nome besta ), os pinguços cadastrados não trabalharão às segundas-feira, é direito humano deles curarem suas ressacas sem serem importunados e estou pensando em fazer um convênio da prefeitura com alguns botecos para subsidiar o preço do álcool que anda muito alto, será o Vale-Goró. E a nossa torcida organizada do Fogão, a Fogo de Fogo, vai ter uma verba mensal pra organizarmos nossos churrascos em dias de jogo do Glorioso. Tá boa minha plataforma, não tá?!
- Tá excelente, Jilozinho, se bem conheço povo de Calçado, você vai ser o vereador mais votado da história calçadense!
- Agora quero que você faça um slogan pra minha campanha, apesar de você dizer que parou de beber, sei que bebe escondido e vai ser o chefe de meu comitê eleitoral. Vou indo, tenho um encontro com meus pés-de-cana eleitorais lá no boteco do Posto do Fabinho. Fui...

Demóstenes Torres está deprimido. Estou preocupadíssimo!

Estou morrendo de pena do senador Demóstenes Torres, ando lendo que está deprimido com a divulgação das gravações feitas pela Polícia federal de sua canalha excelência chafurdando na cachoeira de lama do contraventor Carlinhos Cachoeira.
Fica não, nobre canalha, breve vão te esquecer, o José Robert Arruda, ex-governador do Distrito Federal, sede da pocilga nacional, foi gravado recebendo propinas e nada lhe aconteceu, apenas e tão somente perdeu seu cargo de chefe de quadrilha. Mas continua rico e solto, como é de bom tom entre nossos bandidos de colarinho branco.
Com o senhor, corrupto senador, vai acontecer o mesmo, fique tranquilo, nossas leis são feitas para punir apenas pobres, de preferência negros, vossa porca excelência é promotor de Justiça ( ? ) e sabe bem disso.
Passado um tempo tudo se acalma e vossa suja excelência vai continuar rico e pode até virar "consultor de empresas" como alguns de seus pares. No Brasil, podre senador,"consultor de empresas" não precisa entender bulhufas de administração ou economia, basta ter amigos em cargos estratégicos na administração pública que vai faturar milhões. Não viu o Palocci e o Zé Dirceu? Dois fenômenos: o primeiro um ex-trotskista; o segundo ex-leninista, ambos pegos chafurdando na lama como o senhor e hoje exemplos da eficiência de nossos consultores empresariais. Apesar de não entenderem patavinas do funcionamento de uma empresa.
E, senador, não precisa ficar com vergonha de suas safadezas, levanta a cabeça, homem, o mundo é dos canalhas, como sua enlameada excelência.
                                                                  Um Abraço!

O pensar vem

E só na solidão do silêncio
o pensar vem;
em ritos dantescos,
uma multidão de cadáveres insepultos
lancinam minh'alma.
O pensar vem;
retém minhas lágrimas,
me inundo dores,
mato deuses insanos,
flores secas de sangue.
O pensar vem;
matei-me em amores-desatinos,
saudades fantasmas a me atormentar.
O pensar vem;
gritos enlouquecidos no silêncio,
ensurdeço-me,
esvaio-me em sentidador.
O pensar vem,
me punir excesso.

1 de abril de 2012

De derrota em derrota a vitória há de nascer

É tanta corrupção
Que ficamos sem ação
Todo dia aparece um
Um novo ladrão
A saquear
Os cofres da Nação
Chegamos ao ponto
De ver um senador
Ser sócio de um contraventor
De nome Cachoeira
É muita nojeira!

O pior é saber
Que nada vai acontecer
Outros assumirão o lugar
E a bandalheira vai continuar
Enquanto boa parte de nosso povo
Recebe de esmola
Uma tal Bolsa- Família
Para ter o mínimo que comer

E de cachoeira em cachoeira
Vai se formando uma tsunami
De ladroagem e corrupção
Que enoja  à Nação

Mas ficar enojado
Nada vai resolver
Temos de continuar a protestar
Até ver  o País mudar

Apesar da desesperança
Não temos alternativa
É lutar...gritar...cobrar
Se isto não fizermos
A roubalheira só vai aumentar

Combater o bom combate
Não é necessariamente vencer
Mas lutar pelo que é justo

De derrota em derrota
A vitória há de nascer
E aos canalhas restará
Dividir os esgotos com os ratos
Seus verdadeiros companheiros de jornada.

BALAIO DA GATA: "Minha linda" no DETRAN.


    Quando comprei meu último carro, resolvi que eu mesma faria a transferência do veículo. Claro que não antes da tradicional "voltinha de estreia" com a família reunida. Verdadeiro circo (quem se importa?). Andy Warhol sentiria orgulho dos nossos quinze minutos de fama. Quando me cansei da palhaçada, dei uma freada na fuzarca e disse para o Sinhô Meu Marido: "Agora, simbora cuidar da transferência?"
     Três dias depois... pra que um despachante, neam?! "É só ir ao DETRAN..." (nunca confie nessa afirmação, pode ser prejudicial aos nervos). E foi assim, imbuída do meu alto grau de resiliência, que com certeza os deuses conhecem e adoram por à prova, que cheguei ao prédio... ERRADO do DETRAN: "A vistoria do carro é lá no outro prédio (do outro lado da cidade)."  Estão pensando o que, seus tolinhos?! Não seria esse detalhe que me abateria. 
     No segundo endereço, depois de nunca acertar a sala onde tenho que entrar (Mestre Zats diz que esse meu apatetamento vem de berço. Hunf!), achei um rapaz para me atender: "Nãaao, não é aqui não!" What? Me mandaram para o lugar errado? Quando a minha porção Lilith já se ouriçava, o rapaz me mostrou o "local certo" onde eu deveria ir.  Estão prontos para uma surpresinha, meus amores? O "local certo" era um TRAILER DE LANCHE em frente ao DETRAN, onde uma mocinha simpática, entre hamburgueres e batatas fritas, me disse TUDO que eu deveria fazer: "Você tá vendo aquele prédio ali, minha linda ( sim, sou eu!)? Leve o carro lá pra fazer a vistoria (sim, a vistoria do DETRAN é um mero teatrinho. Primeiro faça uma vistoria prévia que é paga e é por sua conta), depois vá naquele prédio do lado, tire cópia dos laudos e volte pra pegar um formulário, lá naquela salinha, que eu te ajudo a preencher certinho aqui e, aí sim, você passa pela vistoria do DETRAN viu, minha linda (sim, sou eu de novo!). Depois que a "minha linda" aqui fez tudo isso, debaixo de um pé d'água onde caiu toda a chuva reservada para o mês, voltou lá na mocinha simpática e, adivinhem? O Pátio já estava FECHADO! Só no dia seguinte consegui finalmente fazer o raio da vistoria. Acabou? Pra quem? Não pra mim...os deuses em conluio com Mestre Zats, só pode, ainda me mandaram lá para o primeiro endereço entregar o resultado da vistoria, para só então esperar tranquilamente o documento chegar na minha casa via Correios. 
Bom, o importante é que eu consegui e agora estou tranqüila. Já posso marcar unha e cabelo pra tirar uma foto com o carro novo. Como assim, brega? Quem se importa? Mestre Zats, pera aí, não vai embora não... você tem o telefone de um despachante? Assim, um que não seja muito careiro e que não goste de enrolar mulher. Você sabe que tenho horror a essas coisas, né...

Urgente: Sarney morreu

Morreu porra nenhuma, hoje é o Dia Da Mentira, e vocês não sabem que ele é imoral, desculpem, imortal?!
A moral de nossos políticos é, no geral, amoral!

A Joaninha

E a joaninha entrou
Serelepe pela janela
Pequenina e bela
Passeia vivaz
Na tela do computador
Veio aliviar a dor
De minha solidão.