Viajei no fim de semana e esqueci de levar o lap-top, por isso o blog ficou sem postagem e peço desculpas aos nossos - modestamente!- milhões de leitores pelos quatro cantos do mundo. Hoje não conseguirei escrever nada pois estou curtindo a vitória do Fogão sobre os bambis, com direito a olé e tudo. Amanhã tudo estará normalizado, menos eu, caso perdido. Já vi tantas vezes os gols do Glorioso, que o placar já está 26 x 0 pra nós. O que ainda é pouco face ao show de bola que demos hoje. Do jeito que a coisa vai em pouco tempo estaremos nos apresentando no teatro Municipal, afinal, local de grandes exibições é lá. Papai Joel de fraque e cartola comandando seus pimpolhos. Um luxo!
12 de setembro de 2010
10 de setembro de 2010
Urubu de segunda
Dei boas risadas ontem à noite e hoje pela manhã. Ontem com meu amigo e mestre Saint-Clair, que aliás está de blog novo- passem lá, o homem é fera-, como não ia poder ver a exibição do Botafogo contra o grande Santos de meu amigo Ricardo Novais- outra fera- pedi a ele que me mantivesse informado do andamento da contenda, como diziam os velhos narradores esportivos, via mensagem no celular; me atrasei um pouco e vi o início da partida, o Santos dando um sufoco danado e Jefferson fazendo milagres no gol do Botafogo, preocupado ligo pro Saint-Clair, ele atende, e não sabendo que eu estava vendo, vai logo dizendo: " Tá tudo sobre controle, estamos tranquilos..."
-Saint-Clair, eu ainda estou em casa e tô vendo o jogo, o Santos está nos massacrando, se continuar assim vamos levar um goleada. Não tá nada tranquilo!- disse.
" Ué, eu não sabia que você estava vendo, não queria que ficasse preocupado, podia atrapalhar sua festa." Demos boas gargalhadas e no final o Fogão, com um golaço de Loco
Abreu, arpoou a Baleia. E vamos indo, com Papai Joel comandando seus pimpolhos.
Hoje pela manhã desço e encontro o Nei, um negão-afrodescedente, gente finíssima e torcedor fanático do...do...daquele time lá da Gávea( pobre Gávea, um bairro tão bonito!), me vê e vai logo dizendo: " Nem começa, já descobri nosso problema, fui num Pai deSanto lá perto de casa e ele me disse que é o espírito da Elisa Samúdio, moça supostamente assassinada por Bruno e sua tropa, que está se colocando entre às traves dos nossos adversários, não deixando a bola entrar. Já preparei um despacho pro próximo jogo e a ziquizira vai acabar." Portanto, gaveanos sem noção, ops, desculpem, da nação, aos Terreiros, com urgência, caso contrário serão devidamente despachados pra Segundona. Urubu já é um bicho feio, de segunda, nem me fala, deve ser pavoroso, né não?!
Ando até preocupado, tenho uma amiga que também torce pelos gaviados, ops, desculpem novamente, gaveanos, e anda tendo ataques de sinusite, bursite, histerite, urubuzite e tudo mais com a atual fase negra de seu time. Anda rubra de vergonha, negra de raiva e dando bicadas até na sombra. Hihihi...sorte minha que ela mora em Brasília, se não...hihihi!
Obs: Os links dos blogs dos estão na minha lista de favoritos: Asfalto e Mato, do Saint-Clair e Blog do Ricardo Novais, do mesmo.
-Saint-Clair, eu ainda estou em casa e tô vendo o jogo, o Santos está nos massacrando, se continuar assim vamos levar um goleada. Não tá nada tranquilo!- disse.
" Ué, eu não sabia que você estava vendo, não queria que ficasse preocupado, podia atrapalhar sua festa." Demos boas gargalhadas e no final o Fogão, com um golaço de Loco
Abreu, arpoou a Baleia. E vamos indo, com Papai Joel comandando seus pimpolhos.
Hoje pela manhã desço e encontro o Nei, um negão-afrodescedente, gente finíssima e torcedor fanático do...do...daquele time lá da Gávea( pobre Gávea, um bairro tão bonito!), me vê e vai logo dizendo: " Nem começa, já descobri nosso problema, fui num Pai deSanto lá perto de casa e ele me disse que é o espírito da Elisa Samúdio, moça supostamente assassinada por Bruno e sua tropa, que está se colocando entre às traves dos nossos adversários, não deixando a bola entrar. Já preparei um despacho pro próximo jogo e a ziquizira vai acabar." Portanto, gaveanos sem noção, ops, desculpem, da nação, aos Terreiros, com urgência, caso contrário serão devidamente despachados pra Segundona. Urubu já é um bicho feio, de segunda, nem me fala, deve ser pavoroso, né não?!
Ando até preocupado, tenho uma amiga que também torce pelos gaviados, ops, desculpem novamente, gaveanos, e anda tendo ataques de sinusite, bursite, histerite, urubuzite e tudo mais com a atual fase negra de seu time. Anda rubra de vergonha, negra de raiva e dando bicadas até na sombra. Hihihi...sorte minha que ela mora em Brasília, se não...hihihi!
| Na beira do abismo... |
9 de setembro de 2010
Uma Estrela
Eu conheci uma Estrela, uma Estrela linda, bela e meiga, uma Estrela em forma de mulher, que aos vinte e cinco anos está lutando pela vida, tem uma doença grave a doce estrela e ainda assim brilha em generosidade, em desprendimento, em amor à vida, a sua e de seus semelhantes.
Uma Estrela que luta sem cessar para manter seu brilho fulgurante e enfrenta seus dramas- um familiar de estarrecer que não posso e nem quero falar aqui- e o da doença insidiosa que tenta apagar seu brilho. E ainda assim ela luta para continuar brilhando, iluminando este mundo, que anda tão opaco em amor, em solidariedade, em ternura, em afeto.
Lute, Estrela, mantenha seu brilho por sobre nós, que andamos tão soturnos e insensíveis ao outro, aos outros, fechados em nossa mesquinharia diária; você, Estrela bela, nos faz humanos novamente, sua luta sem tréguas pra se manter brilhando, no viço de sua juventude, não nos deixa esquecer nossa dimensão frágil no mundo, mas ao mesmo tempo resgata nossos sentimentos de amor ao próximo, que sofre com grandeza e delicadeza no coração, como você.
Queria poder te dar um grande e afetuoso abraço em agradecimento por ter te conhecido, mas você está longe, muito longe e hoje quando meu filho, que tem a mesma idade que você, saiu, ele lhe dei um abraço e um beijo, e era você que estava ali naquele momento. Um dia lhe negaram amor, mas você é estrela, e estrelas vivem para esparramar luz e amor ao mundo e a vida que tem sido tão dura com você, há de reconhecer seu brilho e realizar seus sonhos.
Continue, Estrela...lute e mantenha-se generosa, doce e terna. Seu pai foi sábio quando te batizou: Estrela!...de fé e esperança. Obrigado, por tudo.
Uma Estrela que luta sem cessar para manter seu brilho fulgurante e enfrenta seus dramas- um familiar de estarrecer que não posso e nem quero falar aqui- e o da doença insidiosa que tenta apagar seu brilho. E ainda assim ela luta para continuar brilhando, iluminando este mundo, que anda tão opaco em amor, em solidariedade, em ternura, em afeto.
Lute, Estrela, mantenha seu brilho por sobre nós, que andamos tão soturnos e insensíveis ao outro, aos outros, fechados em nossa mesquinharia diária; você, Estrela bela, nos faz humanos novamente, sua luta sem tréguas pra se manter brilhando, no viço de sua juventude, não nos deixa esquecer nossa dimensão frágil no mundo, mas ao mesmo tempo resgata nossos sentimentos de amor ao próximo, que sofre com grandeza e delicadeza no coração, como você.
Queria poder te dar um grande e afetuoso abraço em agradecimento por ter te conhecido, mas você está longe, muito longe e hoje quando meu filho, que tem a mesma idade que você, saiu, ele lhe dei um abraço e um beijo, e era você que estava ali naquele momento. Um dia lhe negaram amor, mas você é estrela, e estrelas vivem para esparramar luz e amor ao mundo e a vida que tem sido tão dura com você, há de reconhecer seu brilho e realizar seus sonhos.
Continue, Estrela...lute e mantenha-se generosa, doce e terna. Seu pai foi sábio quando te batizou: Estrela!...de fé e esperança. Obrigado, por tudo.
8 de setembro de 2010
Impagável
Tenho de rir, Lula conseguiu um feito que ainda não foi devidamente avaliado: acabou com o poder da grande mídia, notadamente das Organizações Globo, definirem os destinos do país. Brizola tentou e, à época, foi massacrado impiedosamente pela Globo, mas a semente ficou.
A Globo, que apoiou a finada ditadura militar até o fim, com motivos, foi através de seu apoio aos milicos que montou o império que é hoje; a Globo, que não denunciou o esquema Proconsult, que visava roubar votos de Brizola ao governo do Rio; a Globo que escondeu o movimento Diretas Já enquanto pode; a Globo que editou o último debate entre Collor e Lula, favorecendo o primeiro no Jornal Nacional; a Globo que defende o livre-mercado e dá ataques histéricos quando alguém ameaça seu monopólio televisivo no país, vide sua campanha permamente contra a Record, tão ruim quanto eles, diga-se de passagem; a Globo que monopoliza nosso futebol e bota jogo às 10 da noite; pois é, a Rede Globo, não elege mais presidente neste país, e está histérica, Ontem o inefável Merval Pereira, analista político(?) do Globo, com seu bigodinho ridículo, estava apoplético, e acusava os blogs- vejam vocês, BLOGS!- favoráveis ao governo de estarem destruindo a democracia no país...hahaha...O Globo defendendo democracia, desculpem, mas....hahaha...
A direita ainda não percebeu que o avanço do capitalismo- sim, do capitalismo- brasileiro, está mudando as estruturas de poder no país, inclusão não é só econômica e Lula, gostando-se ou não dele, deu às grandes massas uma percepção de pertencimento, de que fazem parte da nação e que podem e devem influir em seu destino. Veem Lula como um deles e que conseguiu o que lhes parecia impossível: chegar ao cargo máximo da nação. Ah, e aos elitistazinhos que adoram dizer que o povo não sabe votar, por que não disseram o mesmo quando este mesmo povo votou no Collor, figura grotesca, que foi incensado como salvador da pátria pela Globo e por nossas elites; porque não disseram o mesmo quando FHC venceu duas eleições contra Lula. Quem votou no Collor não pode acusar ninguém de não saber votar, e democracia pressupõe erros e acertos; o povo americano elegeu Bush, uma anta com orelhas de asno duas vezes; Berlusconi, um escroque de quinta categoria, é primeiro- ministro da Itália. E o mundo não acabou.
Mas que tá divertido ver a Globo histérica, lá isso tá...impagável!!!
A Globo, que apoiou a finada ditadura militar até o fim, com motivos, foi através de seu apoio aos milicos que montou o império que é hoje; a Globo, que não denunciou o esquema Proconsult, que visava roubar votos de Brizola ao governo do Rio; a Globo que escondeu o movimento Diretas Já enquanto pode; a Globo que editou o último debate entre Collor e Lula, favorecendo o primeiro no Jornal Nacional; a Globo que defende o livre-mercado e dá ataques histéricos quando alguém ameaça seu monopólio televisivo no país, vide sua campanha permamente contra a Record, tão ruim quanto eles, diga-se de passagem; a Globo que monopoliza nosso futebol e bota jogo às 10 da noite; pois é, a Rede Globo, não elege mais presidente neste país, e está histérica, Ontem o inefável Merval Pereira, analista político(?) do Globo, com seu bigodinho ridículo, estava apoplético, e acusava os blogs- vejam vocês, BLOGS!- favoráveis ao governo de estarem destruindo a democracia no país...hahaha...O Globo defendendo democracia, desculpem, mas....hahaha...
A direita ainda não percebeu que o avanço do capitalismo- sim, do capitalismo- brasileiro, está mudando as estruturas de poder no país, inclusão não é só econômica e Lula, gostando-se ou não dele, deu às grandes massas uma percepção de pertencimento, de que fazem parte da nação e que podem e devem influir em seu destino. Veem Lula como um deles e que conseguiu o que lhes parecia impossível: chegar ao cargo máximo da nação. Ah, e aos elitistazinhos que adoram dizer que o povo não sabe votar, por que não disseram o mesmo quando este mesmo povo votou no Collor, figura grotesca, que foi incensado como salvador da pátria pela Globo e por nossas elites; porque não disseram o mesmo quando FHC venceu duas eleições contra Lula. Quem votou no Collor não pode acusar ninguém de não saber votar, e democracia pressupõe erros e acertos; o povo americano elegeu Bush, uma anta com orelhas de asno duas vezes; Berlusconi, um escroque de quinta categoria, é primeiro- ministro da Itália. E o mundo não acabou.
Mas que tá divertido ver a Globo histérica, lá isso tá...impagável!!!
7 de setembro de 2010
E só
Solidão não é estar sozinho- não!-, é estar abandonado, de si, do outro, do mundo. Solidão paralisa, machuca a alma, é não-opção; estar sozinho é reflexão, estar em acordo com seus sentimentos: é ver, sentir, pensar, é opção. Vivi anos em solidão acompanhada e descobri que o caminho, o meu, era outro. E não passa pelo outro, qualquer outro, passa por mim e " minhas circunstâncias"( Sartre, acho...se não for corrijam-me). O outro pode completar parte de mim, mas não pode ser muleta, controle, conflito; solidão acompanhada, mal!
Paz é a chave, não ser feliz, uma impossibilidade existencial: ninguém é feliz completamente sabendo que a morte lhe espera na esquina, se não na próxima, na seguinte. Paz é aceitação de nossa finitude, de nossas impotências, da impermanência das coisas e da vida e ainda assim ser grato a ela. Grato por ler um belo poema; grato pelos amores que passaram; grato por poder ouvir Beethoven; grato pelo amor que virá, se não vier, chore, e seja grato às lágrimas por expelirem sua dor.
Já tive diversas mulheres e estava sozinho; vivi anos rodeado de amigos nos bares da vida e estava sozinho; comprei todos os prazeres que o dinheiro pode( supostamente!) comprar e es tava sozinho. Acabei-me em solidão. Hoje não estou mais sozinho, descobri que sou uma excelente companhia, ao menos para mim. O que no momento anda me bastando.
"...e só quando estamos em nós/ estamos em paz./ Mesmo que estejamos a sós". Paulo Leminski.
Paz é a chave, não ser feliz, uma impossibilidade existencial: ninguém é feliz completamente sabendo que a morte lhe espera na esquina, se não na próxima, na seguinte. Paz é aceitação de nossa finitude, de nossas impotências, da impermanência das coisas e da vida e ainda assim ser grato a ela. Grato por ler um belo poema; grato pelos amores que passaram; grato por poder ouvir Beethoven; grato pelo amor que virá, se não vier, chore, e seja grato às lágrimas por expelirem sua dor.
Já tive diversas mulheres e estava sozinho; vivi anos rodeado de amigos nos bares da vida e estava sozinho; comprei todos os prazeres que o dinheiro pode( supostamente!) comprar e es tava sozinho. Acabei-me em solidão. Hoje não estou mais sozinho, descobri que sou uma excelente companhia, ao menos para mim. O que no momento anda me bastando.
"...e só quando estamos em nós/ estamos em paz./ Mesmo que estejamos a sós". Paulo Leminski.
6 de setembro de 2010
A pátria minha
Não tenho pátria; muito menos pátria amada; sou pátria nada; não-pátria, a minha, onde não desfilam homens armados; não há nem generais nem coronéis; minha pátria é solitária, desfilo sozinho na amplitude da avenida vazia. Um bêbado me saúda em continência; da outra calçada uma prostituta, desgrenhada da noite de trabalho me manda um beijo. Mais à frente, um homem de muletas se une às minhas fileiras, os três vira-latas que o acompanham formam a comissão de frente. Seguimos desfilando, quando um grupo de mendigos, com uma bandeira do Brasil, rasgada e suja, tremulando presa a um cabo de vassoura se une a nós. No quarteirão seguinte um bando de bêbados, acompanhados de algumas prostitutas e travestis, bebem em um trailer decadente, ao verem a tropa que desfila, aplaudem com entusiasmo e se unem a nós. Continuamos marchando, pouco mais um grupo de músicos saindo de uma boate vê a trupe que marcha imponente, pegam seus instrumentos e se postam atrás de nós, tocam Aquarela do Brasil, nos prédios algumas janelas se abrem e gritos de vivas começam a surgir, alguns jogam papel picado; na esquina seguinte um grupo de estudantes, carregando um poster do Che, nos aplaude com entusiasmo e cerram fileiras conosco. O céu começa a ficar branco de papéis esvoaçantes, o sol brilha fulgurante; seguimos, um grupo de soldados em sua fardas engalanadas, estão reunidos à espera do desfile oficial. Ao fundo a música muda, todos cantam O Bêbado e o Equilibrista, alguns soldados cantam junto conosco, aos poucos colocam suas armas no chão, vão saindo de suas fileiras e se unindo a nós. O povo desce das arquibancadas e passa a nos seguir, somos milhares. O som aumenta, os músicos militares agora reforçam nosso desfile. Chegamos em frente ao palanque das autoridades, alguém no meio de nossa multidão sobe no palanque, pega o microfone e começa a cantar o Hino Nacional. Todos cantam em comunhão, as autoridades descem do palanque e se vão, todos se confraternizam. Ao longe ouço o tropel de cavalos... Nos dispersamos. A pátria minha, morreu.
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