6 de dezembro de 2010

Não tenho pátria amada, tenho praça amada

a praça imensa e bela
praça de minha liberdade
onde vivia sem pressa

 brincávamos com tranquilidade
 não havia maldade
na praça de minha infância   

pelada pique baleba
era tudo gritaria alegria amizade
a mais lúdica das orgias
mas temos de crescer e ir ao mundo
ver  a tal da responsabilidade chegar
e a liberdade se acabar
longe da praça de calçado
onde nasci vivi brinquei
livre...livre...livre...livre...livre...

longe de ti nunca mais fui livre
praça querida
praça da minha infância
praça da minha alegria
praça da minha liberdade

não tenho pátria amada
tenho praça amada

eu choro saudade de ti
onde deixei a maior das liberdades
a da inocência...

era livre como palavras
sem vírgula acento e ponto
apenas palavras soltas
achadas no infinito

sem verso sem rima sem rumo
livres como  não sou mais
praça da minha vida    


A praça de minha vida( São José do Calçado)
                                                                                                                          

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