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Paulinho Criciúma: um herói do Botafogo

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Não foi um Garrincha, um Gérson, um Nílton Santos ou um Didi, mas é um heroi do Botafogo, o Paulinho Criciúma, campeão pelo Glorioso no sagrado título de 1989.
Eu estava lá e o vi com sua esvoaçante cabeleira loura a correr como um louco pelo Botafogo, a cabecear uma bola na trave que- injustiça!- merecia entrar.
Eu estava lá, quando vi o resgate de um símbolo do futebol brasileiro: a gloriosa Estrela Solitária, que se mistura às maiores glórias de nosso futebol. E você, inesquecível Paulinho, também estava lá, honrando nossa gloriosa camisa. Suando sangue se preciso fosse. Nós, o Botafogo, não esquecemos nossos heróis. Nunca. São sagrados.
Eu sofri muito vendo meu Botafogo sem sede, sem estádio, sendo humilhado por nossos rivais. Foi triste... Muito triste!
Mas nos restava uma camisa, com uma estrela no coração, nos restava uma História que carregamos com orgulho. História construída por gente como Mimi Sodré, Carvalho Leite, Heleno de Freitas, Mané Garrincha, Otávio, Leônidas, Zagalo, Quarentinha, Pirilo, Gérson, Nílton Santos, Amarildo, Paulo César Caju, Afonsinho Roberto Miranda, Jairzinho e tantos outros.
E seguíamos, um bando de jovens torcedores formados nos anos de glória, àquela camisa com sua linda estrela entalhada em nossos corações- doídos, sofridos, dilacerados, mas rijos em nossa paixão infinita pelo Glorioso.
Eu estava lá, Paulinho. Em Caio Martins, em Bariri, em  Moça-Bonita, em Madureira... Onde fosse.  A cada vitória a procissão  de apaixonados aumentava. E vocês lutavam bravamente, disputando cada partida como se fosse a última  das batalhas para resgatar o que restava de brilho em nossa estrela. Venceram!... Invictos!
E no dia 21 de junho de 1989, uma quarta-feira, como esquecer Paulinho?, um brilho inebriante se apossou do céu por sobre o Maracanã, eram 21 minutos do segundo-tempo, quando Maurício empurra a bendita bola para dentro do gol.
Eu chorei, Paulinho! O choro mais alegre e emocionado de minha vida. E lágrimas escorrem de meus olhos agora, Paulinho, ao relembrar a gloriosa epopeia sua e de seus companheiros.
Sabe, Paulinho, você não foi o maior jogador do Botafogo, nem o time de 1989 o melhor de nossa  História.
Mas foram vocês o time mais importante. Éramos um bando, lembra? Sem sede, sem estádio, sem esperança... Humilhados como escravos a alimentar uma paixão insana por uma camisa,  uma estrela e um passado. Era o que nos havia restado. E nos bastou.
Meus parabéns por seus cinquenta e três anos ano! E saiba que você estará sempre e para sempre em nossos  corações alvinegros
Obrigado, Paulinho Botafogo. Eu vi... Eu estava lá. Para sempre.

PS: Escrevi este texto no aniversário do Paulinho Criciúma ( 30/08/2011).

Paulinho Criciúma:  um heroi do Botafogo
                                                   
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5 comentários:

  1. Parabéns Paulinho Criciúma, pelo seu aniversário! Obrigado por tudo que fez pelo nosso Glorioso!

    Abraços!

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  2. Amém. Obrigado de coração José. Pelo carinho. Grande abraço.
    LInda homenagem....Obrigado mesmo.
    Paulinho Criciúma ( No Facebook )

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  3. Não gosto quando você escreve assim: mina água dos olhos e fica parecendo que sou frouxo. Salve Paulinho Criciúma, o grande herói da geração de meu filho!

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