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O Botafogo nunca permitiu que a criança morresse no coração no homem

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O Botafogo nunca permitiu que a criança morresse no coração no homem
Roberto Miranda fez o "meu" primeiro gol no Maracanã
Nove de junho de 1968. O garoto de 12 anos recém-chegado do interior adentra o Maracanã pela primeira vez. Fica sem fala com a imensidão do estádio e os cantos da torcida. Botafogo x Vasco, decisão do Campeonato Carioca. Mais de 150 mil pessoas fazem uma festa inimaginável para o menino tímido de São José do Calçado ( ES ). Uma imagem que jamais saiu de sua memória.
Depois, a tensão. O roer das unhas. A paixão pelo Botafogo. Golllll.... Roberto. O garoto vibra. Agita a pequena bandeira do Botafogo. Feliz. Muito feliz. O seu primeiro gol no Maracanã. Depois, Rogério: 2 x 0. Termina o primeiro-tempo. Cachorro-quente ( Geneal ), Mate Leão e Chicabon.
Começa o segundo tempo. O Botafogo domina. A torcida canta. Jairzinho: 3 x 0. Fatura liquidada. Olé!... Olé!... Olé!... gritava o extasiado menino. Gérson comandava o espetáculo. E, como maestro, encerrou o show: 4 x 0.
É campeão! É campeão! É campeão! Umas lágrimas escorrem pelo rosto do menino. Felizes.
Mal sabia o menino, ao descer a rampa do Maracanã comemorando seu primeiro título, o que a vida lhe reservara. O Botafogo. O Glorioso. A Selefogo... Acabou-se. Foram 21 anos de sofrimento. Nada havia restado. Nem mesmo a sede e o estádio do clube.
Nada, não. Havia sobrado uma camisa, uma História, uma estrela... e a paixão. Infinita. O "holocausto" Alvinegro teve fim em outro mês de junho, um inesquecível dia 21. E lá estava o menino. Agora aos 33 anos. Pai de um filho. A mesma meninice. A mesma emoção ao comemorar seu segundo título. A paixão, intocada.
O Botafogo nunca permitiu que a criança morresse no coração do homem. E, mais por isso que por qualquer outra coisa, o Botafogo é fundamental.
Eterna paixão no coração do menino que ainda resta em mim. Botafogo.

Obs: Hoje, 22/03/2015/, encontrei com o Roberto Miranda, que foi quem fez "meu primeiro gol" no Maracanã. Roberto é aqui de Niterói, muito boa gente, um dos maiores artilheiros da história do Botafogo e campeão do mundo em 1970 no México, era reserva do grande Tostão. Em sua homenagem republico o texto acima que foi publicado originalmente em 04/05/2013.
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