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Sobre a "banalidade do mal" que nos torna insensíveis

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Sobre a "banalidade do mal" que nos torna insensíveis
Hannah Arendt
Morreu hoje uma menina que foi torturada em uma favela do Rio. Como está virando moda, os torturadores filmaram a barbárie.
Ao ver o vídeo lembrei-me da filosofa alemão de origem judaica, Hannah Arendt, que foi cobrir o julgamento do carrasco nazista, Adolf Eichmann, por Israel em 1961, e produziu uma das obras seminais do século XX, o livro "Eichmann em Jerusalém", onde surge a expressão "a banalidade do mal".
"Arendt concluiu que Alfred Eichmann não era um sujeito especialmente antissemita nem particularmente perverso. Era só um odioso burocrata cumprindo ordens sem questioná-las. As conclusões da filósofa causam até hoje muita polêmica. Eichmann foi enforcado em 1962 em Tel Aviv."
Segundo Arendt, o mal, quando atinge grupos sociais, é político e ocorre onde encontra espaço institucional. A banalidade do mal se instala no vácuo do pensamento, trivializando a violência.
Pioramos... Hoje faz-se o mal por puro niilismo, por descrença em tudo, principalmente em nossa humanidade.
Luto todo dia comigo mesmo para não perder minha capacidade de me indignar com barbaridades como essa. Mas estou perdendo a luta, é tanto desprezo pelo "outro"( s ) que vou me tornando insensível perante o mal.
Estou triste e decepcionado, comigo e com nossa a cada dia mais desumana... humanidade.


Aqui um excelente texto de LADISLAU DOWBORum homem que foi torturado pela ditadura militar brasileira Outras Palavras- A atualidade brutal de Hannah Arendt
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