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Pardais corruptos desviaram milhares de sacos de arroz em Bom Jesus do Itabapoana

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Pardais corruptos desviaram milhares de sacos de arroz em Bom Jesus do Itabapoana
Anos atrás a Secretária de Agricultura do Rio de Janeiro, para garantir a produção agrícola do Estado, pagava um preço mínimo aos produtores. A iniciativa, assim como ocorre ainda hoje, acabou virando uma grande fonte de corrupção; para terem uma ideia, o governador do Estado era o probo Moreira Franco, hoje ministro de Coisa Nenhuma no governo de tia Dilma. 
 Em Bom Jesus do Itabapoana ( RJ )- cidade que tem como maiores glórias ser berço do meu amigo Saint-Clair e vizinha de São José do Calçado ( ES ), terra onde veio ao mundo este lindo, gostoso, genial e humildoso escriba-, a dita secretária comprou antecipadamente a produção de arroz dos pequenos agricultores da região e alugaram diversos armazéns para estocarem os grãos adquiridos. Um dos armazéns pertencia ao seu Quininho, figura querida na cidade, além de  emérito e afamado contador de causos. Encheram o armazém de seu Quininho de arroz- que, como dono do imóvel,  ficou sendo o responsável pela guarda do grão. 
 Tempos depois, bastante tempo depois, apareceram dois fiscais do Estado atrás do arroz. Vão direto na casa de Seu Quininho e são recebidos com todo o respeito e as mesuras de praxe, como é de bom tom em cidades do interior. Após  um lauto café, regado a muita prosa, seguem os três até o armazém onde estava o arroz. Quando chegam ao local, seu Quininho vai logo abrindo o cadeado e abrindo as pesadas portas do armazém. Os fiscais entram e, surpresos!, se deparam com um mundo de nada lá dentro... nadica de nada! 
O local estava mais vazio que repartição pública em dia de ponto facultativo.
Do lado de fora uma pequena multidão já havia se formado, todos querendo saber como seu Quininho ia sair daquela enrascada.
Refeito do susto, um do dos fiscais indaga a ele:
- Ué, mas não tem nada aqui, onde foi parar o arroz?
Seu Quininho, sério como político corrupto negando suas falcatruas, responde:
- Meu filho, vocês demoraram tanto para vir buscar o arroz que os pardais comeram tudo!
Algumas risadas do lado de fora, os dois fiscais ficaram entre atônitos e aparvalhadas, mas o segundo ainda questiona:
- Mas se os pardais comeram o arroz, ao menos os sacos deveriam ter ficado e não estou vendo nenhum aqui?
Seu Quininho, sem perder a majestade, responde na bucha:
- Meu filho, os sacos ele levaram para fazerem seus ninhos! Muita demora de vocês...
Gargalhada geral do lado de fora e foram todos para o Bar do Salim comemorar a saída genial de seu Quininho.
Dizem que um rigoroso inquérito foi instaurado para apurar o destino do arroz. Como já lá se vão mais de vinte anos, passados mais uns cem e o rigoroso procedimento judicial chegará ao fim. Muito provavelmente condenando o bando de pardais corruptos pelo desvio dos sacos de arroz. O que é mais que justo, diga-se de passagem, já que seu Quininho era um homem probo e de reputação ilibada.

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