6 de julho de 2015

É pela criança que ainda sou

É pela criança que ainda sou
Só uma coisa
Nunca permiti
Nem permitirei
Que morra em mim:
A criança feliz que fui!

E ela que me faz suportar
Sem ódios ou rancores
As dores da vida

É pela criança
Que mantenho viva
Que guardo com carinho
Em meu coração
E em minh'alma
As lembranças
De minha querida
São José do Calçado

De suas ladeiras sinuosas
Da infinita liberdade
De correr livre
Por sua bela praça

Um homem que mata
A criança que um dia foi
Jamais será livre

A amargura
E o ressentimento
O farão escravo
Do desamor
Do desalento
E do ódio.


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