10 de agosto de 2010

Tem de pecar

Um carro em alta velocidade avança o sinal, atropela uma pessoa e desgovernado bate em um poste. O motorista e o transeunte(eita palavrinha feia!) são levados ao Hospital em estado grave. Desenganados, um padre é chamado para lhes dar a confissão e aplicar a extrema-unção. O motorista se confessa,  chora copiosamente, implora o perdão divino e , logo após, morre. O outro não aceita a confissão, diz ser ateu e prefere morrer fiel a seus princípios, e morre logo em seguida.

Para alegria do motorista e surpresa do atropelado o céu existia e São Pedro estava na porta pra fazer o check-in dos desencarnados. Pergunta o nome do motorista e o digita no seu notebook de última geração( o céu está todo informatizado, tem até filial aqui na  Terra, o Google, que tudo sabe e tudo vê), ao ver a ficha, melhor folha corrida do ex-cidadão, São Pedro toma um susto, o sacripanta havia praticado todos os sete pecados capitais e mais uns tantos por sua conta e risco.Passou a vida fazendo lambança o mais novo pretendente a viver na reino celeste. Mas, era católico fervoroso o devasso pecador, daqueles de ir à missa todos os domingos, pagar o dízimo e havia se arrependido de seus pecados pouco antes de " dar baixa". São Pedro, um tanto ou quanto contrariado foi obrigado a deixar a alma penada entrar.
O próximo da fila era o pobre do ateu, São Pedro pergunta seu nome, olha seu prontuário e abre um largo sorriso, era praticamente um santo, o ateu, bom pai, marido exemplar, excelente amigo, ajudava todo mundo, nunca sonegou imposto( não reclamem, o exagero faz parte da crônica), tinha todos os requisitos de um bom cristão; mas era ateu... São Pedro parou...pensou..pensou...puxou o quase anjo para perto de si e falou em seus ouvidos: - Vou fazer o seguinte, você vai entrar pela porta dos fundos, é um homem bom, embora burro, não é justo que o outro, que te matou e só fez merda( nem no céu merda é palavrão mais) entrou porque se arrependeu e você que viveu com dignidade e bondade vá pro inferno. Entra por lá, e cala a boca, se descobrirem que deixei você entrar tô lascado. E vê se aprende, o negócio não é não fazer merda como você; é fazer e se arrepender...se ninguém pecar nos vamos perdoar a quem?









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O jogo do século

Hihihi...
A Vaca vai  fazê-los virar vaca....hahaha!
Aos queridos amigos torcedores do time da Gávea( pobre Gávea, um bairro tão bonito), reclamações e ofensas lá pra redação do jornal que está promovendo o grandioso espetáculo...hahaha!

Desprezo

Criança com fome
Até quando? Sim, até quando seremos obrigados a ver fotos como esta; aqui no Estado do Rio, o segundo mais rico do país, crianças são internadas com problemas de alcoolismo porque os pais, não tendo comida para alimentar seus filhos dão cachaça às crianças para tirar sua fome. Até quando? Me digam, vocês, os arautos da pena de morte- desde que para pobres, negros, nordestinos- isso já não é pena de morte? Nascer na miséria, abandonado à própria sorte. Viver sem perspectiva, sem esperança, sem futuro, e ainda vítima de toda sorte de preconceitos de uma sociedade sórdida e preconceituosa; onde cachorros são tratados como gente e milhões de seres humamos são tratados como cachorros vira-latas, daqueles cheios de sarna, carrapatos e pulgas, que quando vemos pelas ruas nos afastamos.

Ah, adoro cachorros, até tenho um, e o trato muitíssimo bem, somos grandes amigos, mas ele é cachorro; e cachorros não precisam de escolas de qualidades, não precisam de hospitais públicos, não precisam de roupas, nem de famílias estruturadas. Boa comida, carinho e veterinário é o bastante. E uma cadelinha, de quando em vez. Até nisso levam vantagem, os cachorros, não têm de discutir relação, lembrar do primeiro beijo, da data do aniversário da sogra, de elogiar o sapato novo, idêntico ao do dia anterior mas com fivela diferente...Calma meninas, é só brincadeirinha, o mundo não teria a menor graça sem vocês...seria mais calmo, sem dúvida, mas infinitamente mais feio e triste. Ufa, acho que me salvei...

9 de agosto de 2010

Crianças

A igualdade está na beleza das diferenças
Quem dera fosse o mundo governado pela inocência das crianças. Guerras durariam minutos, o tempo da raiva passar e se voltar a brincar com o amigo. Não haveria mortos,nem feridos, apenas alguns arranhões e hematonas. Ódio? Nem a palavra existiria...apenas pirraça e manha. Eo mundo seria uma grande e feliz algazarra; e não existiria mentira; nem traição; nem soberba...Crescemos, nós, pena...

7 de agosto de 2010

Floresta genealógica

Dia desses entro em um restaurante no Rio e me deparo com um velho e querido amigo dos tempos de faculdade. Fazia anos que não o via, mais de vinte, depois do longo e saudoso abraço Edgar faz questão que eu vá para sua mesa, estava com a família reunida comemorando o aniversário de seu filho mais novo, Pedro, que estava completando seis anos. Havia umas vinte pessoas na comemoração e Edgar começou a me apresentar ao pessoal. Uma confusão na minha cabeça, vou ver se consigo me faz entender.

Primeiro me apresentou Kátia, sua atual mulher e mãe do Pedro; depois Thiago, seu filho do primeiro casamento e Marina sua esposa, e filha da Kátia de outro casamento. Na verdade Edgar conheceu Kátia através do relacionamento de Thiago e Marina, que têm um casal de gêmeos, Luís e Luísa, sendo que Thiago tem um filho, Daniel, de um relacionamento anterior, o mesmo ocorre com Luísa, que tem a Mônica. Depois conheci Estela, primeira ex do Edgar, mãe do Thiago e do Paulo, filho dela com o segundo marido, que estava presente com Cristiano, seu namorado. Depois me apresentou Glória sua atual sogra acompanhada de seu marido e Antônio e Carla, irmãos de Kátia só por parte de mãe, são de dois casamentos anteriores de Estela.

Quando ia me apresentar um outro casal, puxei o Edgar de lado e pedi: faz o seguinte, só me apresenta, não explica quem é filho, neto, avô, avó, tio, ex, atual...minha cabeça já deu um nó e você está de parabéns, nesses novos tempos, onde a ecologia impera você consegui montar não uma árvore genealógica, mas uma floresta!

Edgar abriu um largo sorriso e continuou me apresentando à sua floresta genealógica, agora sem explicações. Foi uma tarde feliz e quando nos despedimos o convidei para vir almoçar comigo em Niterói qualquer dias desses. Ele a atual mulher e o filho deles, só...


6 de agosto de 2010

Réquiem

Totó tá com a cachorra, recebeu elogio do Saint-Clair por seu Soneto da Falsidade e resolveu homenagear seu, segundo ele, maior fã, fez um poema me desancando e fazendo loas- merecidas, merecidas- ao Saint-Clair. Só tem um problema, o nome do poema é Réquiem para Saint-Clair, tentei de todas as maneiras argumentar com ele que réquiem é um canto fúnebre e que Saint-Clair está vivíssimo, gozando da mais perfeita saúde, para alegria de todos nós que temos o prazer e a honra de conviver com ele. Não adiantou, disse que sou burrinho, não sei de nada e que não ousasse mexer no poema dele. Mestre, em sua homenagem, de Totó de Moraes:

                                                         Réquiem para Saint-Clair

                                    
eu sou poeta
dos bão
você poeta pateta

Saint-Clair me elogiou
reconheceu o que sou
um gênio sem igual

sou poeta brilhante
você Toinha burrinho
é reles diletante


Saint-Clair me abençoou
você me esculachou
na sua casa mais não vou
se em Niterói estou
é pro lar dele que me vou


bobão...bobão...bobão

foi Saint-Clair quem falou
eu sou Totó
o bão...o bão...o bão...

Não leiam

Só me faltava essa, Totó agora encasquetou que é poeta, pior, me enviou um soneto de sua pretensa autoria feito em homenagem(?) a Vinicius de Moraes, de quem é fã incondicional, e exigiu que eu o publicasse aqui no blog sob pena de abandonar a JTWN- Jilózinho And Totó World News e se bandear lá pro lado daquela gente soberda que acha que é dona do globo, a Globo. Mediante tamanha chantagem sou obrigado a publicar o seu Soneto da Falsidade. Vou logo pedindo milhões de perdões ao grandíssimo Vinicius de Moraes, ao Paulo Laurindo, ao Saint-Clair,  ao Ricardo Novais , a Danielle e a Valéria. Bom, todos preparados? Lá vai...

                                                    Soneto da Falsidade( Totó de Moraes)
 
 De tanto ao meu amor fui desatento
 Antes, e com tal desmazelo, e sempre, e tanto
 Que mesmo em face do maior desencanto
 D'eu se desencantou seu pensamento

Deixei de vivê-lo em cada bom momento
E com horror hei de espalhar meu canto
E rir mal riso e esparramar seu pranto
Ao seu penar ou seu falecimento

E assim quando mais tarde te procure
Quem sabe a morte, certeza que sempre tive
Quem sabe a ingratidão, fim de quem não ama

Eu possa maldizer o desamor(que tive):
Que foi amoral, vê se não faz drama
Mas que seja finito e não me perturbe.




Perdoem-me...


Vinicius, o poetinha