de hoje a doravante
resta-me seguir adiante
e amar amores que não quero
cansei de ser sincero.
de hoje a doravante
em vez de dor
serei um grande fingidor
fingirei até ter um
grande amor
um aqui
outro acolá
de hoje a doravante
voltarei a ser amante
da mulher qualquer
que me quiser
de hoje a doravante
serei sempre
solidão acompanhada
Melhor que nada!
1 de novembro de 2010
Com alegria
procuro lembrar
meus mortos
queridos
com alegria
a tristeza
é só pela
falta
pela saudade
que deles
sinto
eu
que
sou
metade
falta
metade
saudade
com
o que
sobra
tento
ser
feliz
meus mortos
queridos
com alegria
a tristeza
é só pela
falta
pela saudade
que deles
sinto
eu
que
sou
metade
falta
metade
saudade
com
o que
sobra
tento
ser
feliz
Tiririca, o homem certo no lugar certo
Me orgulho do Brasil, somos deverás criativos,
só nós conseguímos inventar o capitalismo de Estado
e o socialismo de mercado. Eita país complicado!
Não cumprimos nossas leis e inventamos novas
leis para fazer cumprir as que não são cumpridas.
Se não entenderam, tudo bem, a ideia é essa mesmo.
Tome uma cachaça e coma um torresmo.
Somos tão ajeitados que roubar do Estado
é até desculpado, nem roubo é, é apenas
dinheiro desviado do público para o privado.
Reinventamos o comunismo, que aqui não é
comum a todos, é comum aos nossos,
que não são tolos.
Um vem e privatiza, outro vem e desprivatiza
e vira tudo uma grande privada. Cheia de nós,
os merdas, que os sustentamos.
Misturamos alhos com bugalhos
e geramos os otários. E nossos bugalhos
veem mas não enxergam.
Juntamos um grupo de políticos, de preferência
bem larápios, e chamamos de coalizão. Coalizão
para desvio(?!) de verbas públicas sem punição.
Eu te chamo de ladrão, tu me chamas de ladrão,
quando acaba a eleição estamos juntos a nos dar às mãos.
É a festa da democracia, políticos entram com o bônus e o povo arreganha o ônus...
E de titica a tiririca " nóis vai si fufendô!"
Tiririca: erva daninha difícil de ser erradicada; punguista, batedor de carteira( gíria usada no sul); Tiririca, deputado federal, o homem certo no lugar certo!
só nós conseguímos inventar o capitalismo de Estado
e o socialismo de mercado. Eita país complicado!
Não cumprimos nossas leis e inventamos novas
leis para fazer cumprir as que não são cumpridas.
Se não entenderam, tudo bem, a ideia é essa mesmo.
Tome uma cachaça e coma um torresmo.
Somos tão ajeitados que roubar do Estado
é até desculpado, nem roubo é, é apenas
dinheiro desviado do público para o privado.
Reinventamos o comunismo, que aqui não é
comum a todos, é comum aos nossos,
que não são tolos.
Um vem e privatiza, outro vem e desprivatiza
e vira tudo uma grande privada. Cheia de nós,
os merdas, que os sustentamos.
Misturamos alhos com bugalhos
e geramos os otários. E nossos bugalhos
veem mas não enxergam.
Juntamos um grupo de políticos, de preferência
bem larápios, e chamamos de coalizão. Coalizão
para desvio(?!) de verbas públicas sem punição.
Eu te chamo de ladrão, tu me chamas de ladrão,
quando acaba a eleição estamos juntos a nos dar às mãos.
É a festa da democracia, políticos entram com o bônus e o povo arreganha o ônus...
E de titica a tiririca " nóis vai si fufendô!"
Tiririca: erva daninha difícil de ser erradicada; punguista, batedor de carteira( gíria usada no sul); Tiririca, deputado federal, o homem certo no lugar certo!
Um eterno nada há
Viver
é
mais
ou
menos
como
morrer
só
que
em
vida
e
morrer
tem
suas
vantagens
não
há
mais
contas
a
pagar
ex
mulher
a
te
aporrinhar
Não
há
danielle
para
me
apaixonar
é
um
eterno
nada
há
é
mais
ou
menos
como
morrer
só
que
em
vida
e
morrer
tem
suas
vantagens
não
há
mais
contas
a
pagar
ex
mulher
a
te
aporrinhar
Não
há
danielle
para
me
apaixonar
é
um
eterno
nada
há
31 de outubro de 2010
A liberdade do povo
Estranhos somos nós,
Povo!
Brigamos para escolher
Quem vai nos mandar
E podemos matarmo-nos nós,
Povo!
Pela liberdade de entregar
Nossa liberdade a outrem
Pobre de nós parvo,
Povo!
Povo!
Brigamos para escolher
Quem vai nos mandar
E podemos matarmo-nos nós,
Povo!
Pela liberdade de entregar
Nossa liberdade a outrem
Pobre de nós parvo,
Povo!
30 de outubro de 2010
Um bolero para Danielle
...e ela foi se achegando devagar...bem tímida e desconfiada...anda lentamente em direção a mim...em seus olhos lindos de negritude ofuscante...desejo e medo se contradizem em cada piscar...o corpo moreno e bem torneado...apenas uma leve camisola branca....de sensual delicadeza o recobre...vem se chegando devagar...um leve tremor envolve seus lábios...quando mais perto mais sinto seu odor...embriagante desejo meu...está de pé em minha frente...eu...sentado na cama...estou sublimado de beleza dela...levanto-me...toco suavemente seu rosto...sinto seu corpo tomado por arrepio...a tensão aumenta...beijo seus lábios vagarosamente...ela vai se entregando...seus braços torneiam meu pescoço...aumenta a força do beijo...a respiração começa a ficar ofegante...solto o laço que prende a camisola ao seu corpo...ela escorre ao chão...o rádio toca Bolero de Ravel... a intensidade da música vai aumentando...a intensidade do desejo a segue...o beijo já é quase selvagem...a música vai explodindo aos poucos...nos jogamos sobre a cama...somos um só corpo agora... a orquestra explode em apoteose...nós explodimos em paixão...corpos suados...eternos...a música cessa...nós abraçados em silêncio sublime... a morte não me importa mais...
A foto do ano: Maria Gargarejo nadando na praia " Afrodescendente"
Noite mal dormida, só consegui pregar os olhos depois das quatro da manhã, por volta das seis toca o telefone, o de sempre, ou Totó ou Jilózinho, desta feita o segundo; os dois estão novamente em guerra desde que Totó tomou Ritinha Boca de Seda do amigo. Após retomar a intrépida Boca de Seda de Totó, que disse que foi ele quem devolveu Ritinha, após ter conhecido e se apaixonado por Maria Gargarejo( não, não vou dizer o motivo do apelido, isso aqui é um blog rigorosamente familiar e devotado aos bons costumes; bem, mais ou menos...), não importa, o que importa é que Jilózinho estava esperando o momento certo para se vingar do amigo, o que ocorreu no fim de semana passado quando a bordo de Menininho, seu valoroso fusquinha 1962, Jilózinho e Totó, com suas respectivas consortes( tenho minhas dúvidas, mas no caso melhor seria usar "conazar"!) foram passar o fim de semana em Guarapari e Jilózinho tirou uma foto de Maria Gargarejo nadando placidamente na praia Afrodescedente- antiga praia da Areia Preta, nome racista segundo Totó, que rebatizou a mesma de Afrodescedente, já que agora é adepto fervoroso do politicamente correto-, Jilózinho recomenda aos nossos leitores que prestem bastante atenção na foto, pois lá na praia várias pessoas confundiram a esbelta Gargarejo com uma baleia jubarte, soltando aqueles jatos d'água rumo ao infinito. Abaixo a foto exclusiva de Gargarejo, para deleite de nossos milhões de leitores espalhados por todo o universo.
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| Maria Gargarejo: uma sereia na praia " Afrodescendente" |
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