19 de novembro de 2010

A certeza não tem valor

A dor que sinto
há de me libertar
pois aprendi a sentir.
A não fugir, a não
anestesiar, que doa
em cada poro, em cada
fio de cabelo, em cada
centímetro de meu corpo.
Fui fácil, e errei, o que é fácil
não tem valor, nem amor.
Ser autêntico, claro, transparente
é arrematada burrice. A dúvida,
a incerteza, a insegurança e a
dissimulação são armas que funcionam.
Prendem o outro, a certeza, não!, gera desprezo,
desimportância: " É meu, tenho a hora que quiser!"
Lição aprendida, resta seguir em frente, mas como se
fosse de lado. Não pode haver certeza no caminho, ao menos
no do amor. A dor passa, a cicatriz fica e vida que segue,
incerta e bela... um dia chuva, outro sol!


                                                                             

Sei que meu amor existe

E  todos me perguntam:

" Quem é Danielle?"

E lhes respondo:

É meu amor!

"E ela existe?"

Perguntem a ela...

Sei que meu amor existe

E anda triste

De ausência dela...

Obs:Último poema da série Danielle. Cansei...                                                                                               

18 de novembro de 2010

Primavera

E se não der certo...
o amor...
Que me importa...
já tenho a dor...
Quando muito
murchará a flor
Que cultivo
em meu coração
E seguirei jardim
sem flor
À espera de nova
primavera
Se restarem-me sonhos
de primavera...
                                                                                                           

Inventamos a isonomia da diferença

" Entre nós, não é o ato mas quem quem o pratica que condena. Se for pé-rapado, "teje preso". Se deputado, entra o recurso e chega veemente defesa porque " No caso de T., não! Esse é meu amigo! É dos nossos! A ele devo favores!"( Roberto da Matta).
Peguei a frase acima por ser brilhante ao definir o que somos: para os de cima a benevolência da lei; para os de baixo seu rigor, quando não justiça com as próprias mãos como estamos cansados de ver por aí. Somos tão benevolentes com os de cima que chamamos roubo de dinheiro público de desvio que são apurados em rigorosos inquéritos, tão rigorosos, mas tão rigorosos, que nunca terminam e fica tudo por isso mesmo, e quando prendem algum figurão o bandido tem direito a prisão especial por ser " dotô!"- inventamos a isonomia da diferença.
Essa lei da Ficha Limpa não entra na minha cabeça, é um absurdo completo, calma crianças, vou explicar: faz-se uma lei porque pessoas, em geral poderosas, que têm processos na justiça adiam, através de um sem fim de recursos e filigranas jurídicas o fim dos processos;  em vez de exigirmos uma reforma no judiciário- crimes contra o patrimônio e o erário- e o erário!- público, por envolverem o interesse de todos nós, deveriam ter prazos rigorosos para serem julgados, e roubar dinheiro do Estado( nosso, portanto) deveria passar a ser considerado crime hediondo e punido exemplarmente dentro dos prazos de lei. Mas não, inventamos uma nova lei apenas para impedir que ladrões não sejam candidatos a cargos públicos; mais recursos, mais burocracia, mais filigranas jurídicas e, pobre de nós!, o Supremo Tribunal Federal, acionado para determinar se a lei já entraria em vigor nessas eleições ou na próxima, não decidiu.... empatou...sim!... a votação empatou... e como se disputassem uma animada pelada de várzea, saíram os nobres ministros para discutir o resultado em um boteco qualquer de Brasília.
O Pimenta das Neves assassinou fria e covardemente sua ex-namorada e está solto, é filho de tradicional família paulistana;  Maluf não pode sair do Brasil pois tem ordem de prisão expedida pela Interpol- aqui, onde praticou sua rapinagem está solto e é deputado! Querem saber...somos todos putas de um Estado-cafetão, daqueles bem crueis com seus subordinados(as) e subserviente e covarde com os poderosos. Ah, o Medina, aquele ministro corrupto do STJ, foi punido exemplarmente por seus crimes: foi rigorosamente aposentado, recebendo sua rigorosa aposentadoria de cerca de R $ 25.000. 00 mês, paga rigorosamente em dia. E todo mundo acha um absurdo o Tiririca ser deputado federal. Eu não acho!

                                                  



                                                                                    


                                                                           

A paz que te ofereço

Diz-me que queres paz,
pois te darei a melhor
delas- Dani. A paz
do amor, da paixão,
do desejo. Paz revoluta,
de vida plena, de entrega
completa. Não a meia-paz
 que não sastifaz.
Paz falsa de meia-vida,
meia-felicidade, meio-prazer,
meio-nada. A minha paz é suor,
é desmedido prazer de te ter.
É o olhar que estremece, a pele
que arrepia, o músculo que enrijece,
o beijo que enlouquece, o corpo
que amolece, o sangue que ferve.
A minha paz não é certamente calma,
mas é plena e fiel, não a ti, mas aos meus
sentimentos, que são loucura por ti.

                                                                                

17 de novembro de 2010

Uno deuses

alá é meu único deus
dizem os muçulmanos;

javé é meu único deus
dizem os judeus;

jesus é meu único deus
dizem os cristãos;

eu mato por meu deus;
eu morro por meu deus;
o meu é o único deus;


e eu;
que não mato;
não morro;
por nenhum deus;

resta-me pedir socorro;
a javé deus;
a alá deus;
a jesus deus;

que confusão;
de vosso;
dele;
daquele;

uno;
deuses...

                                                                       

Mal te vi

mal
te
vi
me
apaixonei
por
ti
dani


o
bem
te
vi
no
fio
canta
 
bem...te...vi...
bem...te...vi...

saudade de ti...