Ando aqui matutando,e quando começo a matutar podem esperar, alguma besteira sairá. Depois de ver o governador aqui do Rio, comemorar a conquista do Morro do Alemão como se tivesse vencido a Terceira Guerra Mundial, só me resta matutar. Alemão, terceira guerra, é!, tá certo o governador. Eu só não sabia é que haviam tantos alemães negros e pobres. Coisas da modernidade. Teve até hasteamento da bandeira nacional no território conquistado aos afroalemães, uma cena entre o patético e o ridículo. Melhor ficar quieto, afinal vencemos uma batalha de trinta anos contra o poderoso exército do Morro do Alemão, herdeiros diretos do militarismo germânico e da rigorosa disciplina prussiana, tão cultuada pelos alemães, tanto os de além mar, quanto seus genéricos da ex-República Democrática do Morro do Alemão, agora incorporada ao Estado do Rio de Janeiro.
Marx disse que a " História ocorre a primeira vez como tragédia, a segunda como farsa"; nós desmoralizamos o pobre do Marx: primeiro tivemos a Batalha de Itararé, uma farsa, já que a batalha não ocorreu, e agora a Batalha do Morro do Alemão, a farsa da farsa, dialeticamente falando.
Mas me impressionou profundamente a disciplina militar e a organização do poderoso exército do Morro do Alemão, todos fardados, e batendo em retirada com altivez e organização de dar inveja aos alemães originais. A tática de fuga foi baseada na lei de Murici: cada um cuida de si!
Guerra é conosco mesmo, lembram da Guerra do Paraguai? Nós, o maior país da América do Sul, nos aliamos à Argentina, o segundo maior país do continente, para vencer uma guerra contra o poderoso Paraguai, e ainda éramos apoiados pela Inglaterra, maior potência da época. Levamos cinco- CINCO!- anos para vencer...e nos orgulhamos disso.
Chega, já matutei demais, agora vou decorar o hino do Estado do Rio, ano que vem vai ser feriado estadual e vai ter desfile comemorativo do primeiro aniversário de nosso vitória contra o poderoso exército do Morro do Alemão. Ai...ai...somos patéticos!
29 de novembro de 2010
28 de novembro de 2010
Sem matança
A turma da pena de morte deve estar desapontada, a polícia do Rio, pela primeira vez sem realizar matanças, que, mais das vezes, matavam inocentes e bandidos, sem invadir casa de ninguém- como se ser pobre significasse, de antemão, ser suspeito- realiza a maior operação já levada a cabo contra o tráfico de drogas e consegue resultados nunca alcançados anteriormente, o principal: o respeito das populações onde as intervenções policiais estão sendo realizadas.
Que continue assim e agora que se combata às milícias, hoje o verdadeiro poder paralelo no Rio, em geral controladas por policiais. Aí é onde está o verdadeiro crime organizado. Aguardemos!
Vem cá, aquele bando de gente mais perdidos que cego em tiroteio é o tal temível crime organizado que durante anos controlou os morros do Rio?! Nem a fuga deles é organizada e nossos governos levaram esses anos todos para vencer aquilo? Tá...vou fazer de conta que acredito e tenho certeza( hahaha!) que ninguém levava grana para deixar que tomassem conta dos morros. Aliás, as próprias milícias já os haviam expulsado de várias comunidades anteriormente. É só ligar as pontas e ver como somos governados.
Mas ao menos começaram a agir com decência, que prossiga assim, há um longo e tortuoso caminho pela frente. Mas o primeiro passo foi dado, com competência nunca vista antes.
Deveríamos ter uma Copa do Mundo e uma Olimpíada todo ano. Em 5 anos seríamos a cidade mais segura do mundo. Um paraíso!
Que continue assim e agora que se combata às milícias, hoje o verdadeiro poder paralelo no Rio, em geral controladas por policiais. Aí é onde está o verdadeiro crime organizado. Aguardemos!
Vem cá, aquele bando de gente mais perdidos que cego em tiroteio é o tal temível crime organizado que durante anos controlou os morros do Rio?! Nem a fuga deles é organizada e nossos governos levaram esses anos todos para vencer aquilo? Tá...vou fazer de conta que acredito e tenho certeza( hahaha!) que ninguém levava grana para deixar que tomassem conta dos morros. Aliás, as próprias milícias já os haviam expulsado de várias comunidades anteriormente. É só ligar as pontas e ver como somos governados.
Mas ao menos começaram a agir com decência, que prossiga assim, há um longo e tortuoso caminho pela frente. Mas o primeiro passo foi dado, com competência nunca vista antes.
Deveríamos ter uma Copa do Mundo e uma Olimpíada todo ano. Em 5 anos seríamos a cidade mais segura do mundo. Um paraíso!
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| (Foto: Felipe Dana) |
É assim mesmo
eu já perdi um amigo
achado por uma bala perdida
perdidas não são as balas
perdidos somos nós
em nosso conformismo
em nosso " é assim mesmo"
em nosso " isso não tem jeito"
em nosso " político é tudo igual"
e as balas perdidas continuarão
achando nossos amigos
nossos vizinhos
nossas mulheres
nossos filhos
até sermos por uma
achados
é assim mesmo...
achado por uma bala perdida
perdidas não são as balas
perdidos somos nós
em nosso conformismo
em nosso " é assim mesmo"
em nosso " isso não tem jeito"
em nosso " político é tudo igual"
e as balas perdidas continuarão
achando nossos amigos
nossos vizinhos
nossas mulheres
nossos filhos
até sermos por uma
achados
é assim mesmo...
27 de novembro de 2010
Em uma semana tudo volta ao " normal"
Vocês sabem qual é a droga que, de longe, causa mais problemas sociais e mortes, mais que todas as outras juntas: ÁLCOOL!
Segundo o último levantamento feito pelo governo temos cerca de 17 milhões de alcoólatras no país. E tem mais, a esmagadora maioria dos jovens que passam a consumir drogas ilícitas, se iniciam no álcool, droga glamourizada e de consumo estimulado pela poderosa indústria que a envolve. Alguém aí já tomou um porre e acordou com uma daquelas louras ou morenas maravilhosas das propagandas de cerveja? Eu até já sai com algumas no tempo em que bebia, dormia com uma deusa, e acordava, via de regra, com uma isca de pegar capeta, numa ressaca de dar dó e com a desgraçada me chamando de amorzinho. Ai...ai...
Temos mania de ser contra ou a favor de alguma coisa e o problema está resolvido. Besteira, problemas sociais graves como o do consumo de drogas, do aborto e outros mais têm de ser discutidos até a exaustão pela sociedade. Já está mais que provado que só repressão não resolve problema algum, e aí fico aqui vendo o governador do Rio, em quem votei, fazendo discurso demagógico e ufanista sobre o combate ao tráfico, como se não fossem eles, os políticos, com sua omissão e conivência, os maiores responsáveis pelo caos que a cidade vive nos últimos dias. Deviam era pedir desculpa por sua incompetência!
Mas a mídia e a classe média adoram o estáculo dantesco que está nos sendo oferecido nos últimos dias. Mais uns dias e tudo volta ao normal: corrupção, violência, assaltos...O crime organizado não é organizado nas favelas ou comunidades, ali é a ponta, onde poderosos se utlizam da mão de obra farta e barata para faturarem milhões e corromperem parte( boa parte!) da burocracia estatal que lhes dá proteção. Não existe crime organizado sem a anuência e conivência do Estado. O resto é demagogia barata e espetáculo midiático. Em uma semana tudo voltara a ser como dantes ....Querem apostar?
Obs: O Ibope diz que a torcida do time lá da Gávea( pobre Gávea, um bairro tão bonito!) é a maior do Brasil, o BOPE diz que em breve não será mais...não entendi...hihihi...
Segundo o último levantamento feito pelo governo temos cerca de 17 milhões de alcoólatras no país. E tem mais, a esmagadora maioria dos jovens que passam a consumir drogas ilícitas, se iniciam no álcool, droga glamourizada e de consumo estimulado pela poderosa indústria que a envolve. Alguém aí já tomou um porre e acordou com uma daquelas louras ou morenas maravilhosas das propagandas de cerveja? Eu até já sai com algumas no tempo em que bebia, dormia com uma deusa, e acordava, via de regra, com uma isca de pegar capeta, numa ressaca de dar dó e com a desgraçada me chamando de amorzinho. Ai...ai...
Temos mania de ser contra ou a favor de alguma coisa e o problema está resolvido. Besteira, problemas sociais graves como o do consumo de drogas, do aborto e outros mais têm de ser discutidos até a exaustão pela sociedade. Já está mais que provado que só repressão não resolve problema algum, e aí fico aqui vendo o governador do Rio, em quem votei, fazendo discurso demagógico e ufanista sobre o combate ao tráfico, como se não fossem eles, os políticos, com sua omissão e conivência, os maiores responsáveis pelo caos que a cidade vive nos últimos dias. Deviam era pedir desculpa por sua incompetência!
Mas a mídia e a classe média adoram o estáculo dantesco que está nos sendo oferecido nos últimos dias. Mais uns dias e tudo volta ao normal: corrupção, violência, assaltos...O crime organizado não é organizado nas favelas ou comunidades, ali é a ponta, onde poderosos se utlizam da mão de obra farta e barata para faturarem milhões e corromperem parte( boa parte!) da burocracia estatal que lhes dá proteção. Não existe crime organizado sem a anuência e conivência do Estado. O resto é demagogia barata e espetáculo midiático. Em uma semana tudo voltara a ser como dantes ....Querem apostar?
Obs: O Ibope diz que a torcida do time lá da Gávea( pobre Gávea, um bairro tão bonito!) é a maior do Brasil, o BOPE diz que em breve não será mais...não entendi...hihihi...
26 de novembro de 2010
Jilozinho: de Calçado para o espaço sideral
Vocês não sabem mas lá em São José do Calçado foi onde houve o primeiro voo espacial realizado no Brasil e o nosso primeiro astronauta, não esse que viajou ao espaço pela Nasa, e como lá é terra de macho, nosso astronauta viajou ao espaço sem nave usando como combustível única e exclusivamente fartas doses de Matinhos, cachaça de boa cepa produzida no município vizinho de Bom Jesus do Itabapoana, terra de meu amigo Saint-Clair. Mas vamos aos fatos.
Início dos anos oitenta do século passado, pleno verão, estava eu de férias em Calçado, programação das férias: cachaçada no bar do Crissaf, banho de rio no poço do Chicão, à noite mais goró e mais tarde, zona em Bom Jesus, ou seja, quase igual a passar férias em Paris, Nova York, Cancún e outros locais menos votados. No meio dessa programação me aparece uma tourada em Calçado, daquelas bem fuleiras, com touros que não pegavam nem suas vacas, toureiros famélicos e movidos a álcool, um quadro patético, mas na falta do que fazer, ou de fazer a mesma coisa todo dia, resolvemos ir à bendita tourada, cuja principal atração era um desafio ao público: tinha uma mula lá, e quem conseguisse ficar 1 minuto no lombo dela ganhava um prêmio em dinheiro. Na hora o mestre de cerimônia começou a desafiar os presentes, ninguém se apresentava para o desafio, lá pelas tantas, depois de muito insistir ele apela: " Cumé qui é, não tem homi aqui nessa cidade não?!"
Não prestou, Jilozinho pegou a garrafa de Matinhos, deu uma bela beiçada,se levantou e educadamente disparou em alto e bom som: " Tem homem pra montar na mula e na sua mãe se você quiser... traz a mula e depois a véia!"
A plateia veio abaixo de tanto rir, o cidadão foi retirado pelo dono da tourada e Jilozinho, depois de mais uma generosa beiçada na Matinhos, se encaminha para a arena sob aplausos e tendo seu nome gritado em júbilo pela plateia:-" Ei...ei...ei... Jilozinho é nosso rei...ei...ei...ei...Jilozinho é nosso rei..."
Tá difícil escrever, não consigo parar de rir...mas vamos lá... depois de agradecer seus súditos, Jilozinho tenta subir na mula, mete o pé direito no estribo e joga o farto corpo para cima, cai do outro lado da mula, que era segura por dois toureiros. Com o auxílio de mais dois, finalmente Jilozinho conseguiu se assentar na mula, segurou firme no cabresto, bebeu mais uma talagada e ordenou: " Soltem a desgraçada!"
Foi soltar, a mula corcovear violentamente e nosso heroi viajar rumo ao espaço sideral, com a garrafa de Matinhos presa por sob o braço esquerdo. Silêncio na plateia, todos acompanham a órbita de Jilozinho, que após eclipsar a bela lua cheia que ornamentava a noite, começa a retornar à Terra, a aterrisagem foi perfeita: caiu de barriga no meio da arena, que era forrada com uma grossa camada de palha de arroz seca, ouvimos um barulho seco, o da queda, e um estrondo- é que, devido ao excesso de Matinhos, misturada com variados tipos de tira-gosto, a barriga de nosso heroi estava repleta de gases, que foram devidamente expelidos com a força da aterrisagem. Enfrentando o mau-cheiro corremos todos para socorrer nosso amigo, Totó na frente, o levantamos, ainda grogue, Totó aperta sua testa junto a do amigo e nervoso pergunta: " Cé tá bem, meu irmãozinho...cê tá bem?!"
Jilozinho, tonto da viagem espacial e do excesso de Matinhos, responde: " Tôoooooooo....ao mesmo tempo que solta uma golfada de vômito bem na cara do Totó. Calma...deixa eu me recuperar...foi outro pandemônio, Totó queria matar o Jilozinho, que gritava: " A Matinhos eu salvei... a Matinhos eu salvei!"
Depois dos ânimos serenados , pazes feitas, banho tomado, fomos todos pra Guacha em Bom Jesus, comemorar a primeira viagem de um brasileiro ao espaço: o grande Jilozinho, primeiro, único e inenarrável, como diria Nélson Rodrigues.
Ai..ai...estou passando mal de tanto rir!
Início dos anos oitenta do século passado, pleno verão, estava eu de férias em Calçado, programação das férias: cachaçada no bar do Crissaf, banho de rio no poço do Chicão, à noite mais goró e mais tarde, zona em Bom Jesus, ou seja, quase igual a passar férias em Paris, Nova York, Cancún e outros locais menos votados. No meio dessa programação me aparece uma tourada em Calçado, daquelas bem fuleiras, com touros que não pegavam nem suas vacas, toureiros famélicos e movidos a álcool, um quadro patético, mas na falta do que fazer, ou de fazer a mesma coisa todo dia, resolvemos ir à bendita tourada, cuja principal atração era um desafio ao público: tinha uma mula lá, e quem conseguisse ficar 1 minuto no lombo dela ganhava um prêmio em dinheiro. Na hora o mestre de cerimônia começou a desafiar os presentes, ninguém se apresentava para o desafio, lá pelas tantas, depois de muito insistir ele apela: " Cumé qui é, não tem homi aqui nessa cidade não?!"
Não prestou, Jilozinho pegou a garrafa de Matinhos, deu uma bela beiçada,se levantou e educadamente disparou em alto e bom som: " Tem homem pra montar na mula e na sua mãe se você quiser... traz a mula e depois a véia!"
A plateia veio abaixo de tanto rir, o cidadão foi retirado pelo dono da tourada e Jilozinho, depois de mais uma generosa beiçada na Matinhos, se encaminha para a arena sob aplausos e tendo seu nome gritado em júbilo pela plateia:-" Ei...ei...ei... Jilozinho é nosso rei...ei...ei...ei...Jilozinho é nosso rei..."
Tá difícil escrever, não consigo parar de rir...mas vamos lá... depois de agradecer seus súditos, Jilozinho tenta subir na mula, mete o pé direito no estribo e joga o farto corpo para cima, cai do outro lado da mula, que era segura por dois toureiros. Com o auxílio de mais dois, finalmente Jilozinho conseguiu se assentar na mula, segurou firme no cabresto, bebeu mais uma talagada e ordenou: " Soltem a desgraçada!"
Foi soltar, a mula corcovear violentamente e nosso heroi viajar rumo ao espaço sideral, com a garrafa de Matinhos presa por sob o braço esquerdo. Silêncio na plateia, todos acompanham a órbita de Jilozinho, que após eclipsar a bela lua cheia que ornamentava a noite, começa a retornar à Terra, a aterrisagem foi perfeita: caiu de barriga no meio da arena, que era forrada com uma grossa camada de palha de arroz seca, ouvimos um barulho seco, o da queda, e um estrondo- é que, devido ao excesso de Matinhos, misturada com variados tipos de tira-gosto, a barriga de nosso heroi estava repleta de gases, que foram devidamente expelidos com a força da aterrisagem. Enfrentando o mau-cheiro corremos todos para socorrer nosso amigo, Totó na frente, o levantamos, ainda grogue, Totó aperta sua testa junto a do amigo e nervoso pergunta: " Cé tá bem, meu irmãozinho...cê tá bem?!"
Jilozinho, tonto da viagem espacial e do excesso de Matinhos, responde: " Tôoooooooo....ao mesmo tempo que solta uma golfada de vômito bem na cara do Totó. Calma...deixa eu me recuperar...foi outro pandemônio, Totó queria matar o Jilozinho, que gritava: " A Matinhos eu salvei... a Matinhos eu salvei!"
Depois dos ânimos serenados , pazes feitas, banho tomado, fomos todos pra Guacha em Bom Jesus, comemorar a primeira viagem de um brasileiro ao espaço: o grande Jilozinho, primeiro, único e inenarrável, como diria Nélson Rodrigues.
Ai..ai...estou passando mal de tanto rir!
| Totó, eu e jilozinho, o astronauta |
A paz da utopia
Eu vi pessoas pedindo paz
Não a paz do marginal
Não a paz da violência policial
Querem a paz de viverem em paz
Dizem que somos iguais perante à lei
Mas para aquela gente só existem foras da lei
É o traficante que os oprime
É a polícia que os reprime
Temos que dar-lhes o direito do Direito
Aos bandidos os rigores da lei
Aos cidadãos os rigores da proteção
O direito de ir e vir
Não o de vir e não saber se volta
Ou construimos a paz da cidadania
Ou viveremos sobre a infeliz paz da tirania
Das balas perdidas que acham nossos filhos
De vivermos entre grades dentro de casa
E sobressaltados fora dela
A paz... não é a minha paz
Nem a sua
Nem a dele
É a nossa paz
Não a paz do fuzil
Mas a paz da nação
A paz do Brasil
E para isso não podemos deixar
Nossos governantes em paz
Protestemos contra a corrupção
Protestemos contra a omissão
Que nossos deputados
Não vendam nossa dignidade
Como putas vendem seus corpos
São nossos representantes
Não nossos cafetões
O poder democrático
Emana do povo
E em seu nome
Deve ser exercido
E não corrompido
Aviltado por canalhas
Que em vez de representarem o povo
Representam seu bolso
É lá nos salões perfumados de Brasília
Que se organiza o crime
Nos mensalões
No nepotismo
Na burocracia pérfida
Na partilha de cargos
Temos que lembrar a essa gente
Que pirataria se faz no mar
Não no planalto...
Não queremos a paz dos cemitérios
Já a temos
Queremos a paz da vida
Do amor
Da verdade
Da justiça
Da solidariedade
Da utopia...a paz
Da utopia...
Não a paz do marginal
Não a paz da violência policial
Querem a paz de viverem em paz
Dizem que somos iguais perante à lei
Mas para aquela gente só existem foras da lei
É o traficante que os oprime
É a polícia que os reprime
Temos que dar-lhes o direito do Direito
Aos bandidos os rigores da lei
Aos cidadãos os rigores da proteção
O direito de ir e vir
Não o de vir e não saber se volta
Ou construimos a paz da cidadania
Ou viveremos sobre a infeliz paz da tirania
Das balas perdidas que acham nossos filhos
De vivermos entre grades dentro de casa
E sobressaltados fora dela
A paz... não é a minha paz
Nem a sua
Nem a dele
É a nossa paz
Não a paz do fuzil
Mas a paz da nação
A paz do Brasil
E para isso não podemos deixar
Nossos governantes em paz
Protestemos contra a corrupção
Protestemos contra a omissão
Que nossos deputados
Não vendam nossa dignidade
Como putas vendem seus corpos
São nossos representantes
Não nossos cafetões
O poder democrático
Emana do povo
E em seu nome
Deve ser exercido
E não corrompido
Aviltado por canalhas
Que em vez de representarem o povo
Representam seu bolso
É lá nos salões perfumados de Brasília
Que se organiza o crime
Nos mensalões
No nepotismo
Na burocracia pérfida
Na partilha de cargos
Temos que lembrar a essa gente
Que pirataria se faz no mar
Não no planalto...
Não queremos a paz dos cemitérios
Já a temos
Queremos a paz da vida
Do amor
Da verdade
Da justiça
Da solidariedade
Da utopia...a paz
Da utopia...
25 de novembro de 2010
Corrupção e omissão geram violência
O que está ocorrendo no Rio é simplesmente o resultado de anos e anos de corrupção, falta de políticas sociais, de ausência do Estado nos bairros mais pobres, descaso administrativo, políticos canalhas e inconsequentes, etc...etc... e não adianta, passa-se a crise, mata-se alguns bandidos, os políticos vão para a televisão prometer o paraíso e depois volta-se tudo ao normal: corrupção, conluio entre parte da polícia, políticos e parcela do judiciário com o crime organizado, que é organizado em salões mais nobres que barracos de favela. É preciso ir fundo, rasgar as entranhas da corrupção no Estado, se quisermos, algum dia, vivermos em uma sociedade realmente mais democrática e justa. Não existe crime organizado sem conivência e omissão do Estado, o resto é conversa fiada e demagogia barata. Que se combata os bandidos armados, mas que se chegue aos que os financiam e protegem, caso contrário, continuaremos a viver nossa Guerra Civil, que só não é ideológica.
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| Vergonha e omissão |
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