Hoje estou com vontade de mandar todo mundo à merda e ir junto. Sem saco, não aguento mais ligar a televisão e ver a mídia tratando o combate ao tráfico como se fosse a Terceira Grande Guerra,e a invasão do Morro do Alemão como a maior das batalhas, maior que a invasão da Normandia na Segunda Grande Guerra. Saco!
E estou com preguiça de escrever. Saco! Não consigo pensar. Saco! Nem ficar sem pensar. Saco! Sem saco. Saco!
Acho que vou fazer um saco de pipoca. Mas estou sem saco de levantar. Saco! E estou com saudade da minha " hominha" morena e pirracenta. Saco!
Já sei o que estão pensando: essa cara, além de maluco, é um saco! Não sou um saco, estou um saco. Saco!
Estou sacalmente sem saco. Saco! O que que é?! Saco! Vocês não ficam sem saco? Que saco! Saco!
Boa tarde! Vou coçar o saco...Saco!
29 de novembro de 2010
Vencemos a República Democrática do Morro do Alemão
Ando aqui matutando,e quando começo a matutar podem esperar, alguma besteira sairá. Depois de ver o governador aqui do Rio, comemorar a conquista do Morro do Alemão como se tivesse vencido a Terceira Guerra Mundial, só me resta matutar. Alemão, terceira guerra, é!, tá certo o governador. Eu só não sabia é que haviam tantos alemães negros e pobres. Coisas da modernidade. Teve até hasteamento da bandeira nacional no território conquistado aos afroalemães, uma cena entre o patético e o ridículo. Melhor ficar quieto, afinal vencemos uma batalha de trinta anos contra o poderoso exército do Morro do Alemão, herdeiros diretos do militarismo germânico e da rigorosa disciplina prussiana, tão cultuada pelos alemães, tanto os de além mar, quanto seus genéricos da ex-República Democrática do Morro do Alemão, agora incorporada ao Estado do Rio de Janeiro.
Marx disse que a " História ocorre a primeira vez como tragédia, a segunda como farsa"; nós desmoralizamos o pobre do Marx: primeiro tivemos a Batalha de Itararé, uma farsa, já que a batalha não ocorreu, e agora a Batalha do Morro do Alemão, a farsa da farsa, dialeticamente falando.
Mas me impressionou profundamente a disciplina militar e a organização do poderoso exército do Morro do Alemão, todos fardados, e batendo em retirada com altivez e organização de dar inveja aos alemães originais. A tática de fuga foi baseada na lei de Murici: cada um cuida de si!
Guerra é conosco mesmo, lembram da Guerra do Paraguai? Nós, o maior país da América do Sul, nos aliamos à Argentina, o segundo maior país do continente, para vencer uma guerra contra o poderoso Paraguai, e ainda éramos apoiados pela Inglaterra, maior potência da época. Levamos cinco- CINCO!- anos para vencer...e nos orgulhamos disso.
Chega, já matutei demais, agora vou decorar o hino do Estado do Rio, ano que vem vai ser feriado estadual e vai ter desfile comemorativo do primeiro aniversário de nosso vitória contra o poderoso exército do Morro do Alemão. Ai...ai...somos patéticos!
Marx disse que a " História ocorre a primeira vez como tragédia, a segunda como farsa"; nós desmoralizamos o pobre do Marx: primeiro tivemos a Batalha de Itararé, uma farsa, já que a batalha não ocorreu, e agora a Batalha do Morro do Alemão, a farsa da farsa, dialeticamente falando.
Mas me impressionou profundamente a disciplina militar e a organização do poderoso exército do Morro do Alemão, todos fardados, e batendo em retirada com altivez e organização de dar inveja aos alemães originais. A tática de fuga foi baseada na lei de Murici: cada um cuida de si!
Guerra é conosco mesmo, lembram da Guerra do Paraguai? Nós, o maior país da América do Sul, nos aliamos à Argentina, o segundo maior país do continente, para vencer uma guerra contra o poderoso Paraguai, e ainda éramos apoiados pela Inglaterra, maior potência da época. Levamos cinco- CINCO!- anos para vencer...e nos orgulhamos disso.
Chega, já matutei demais, agora vou decorar o hino do Estado do Rio, ano que vem vai ser feriado estadual e vai ter desfile comemorativo do primeiro aniversário de nosso vitória contra o poderoso exército do Morro do Alemão. Ai...ai...somos patéticos!
28 de novembro de 2010
Sem matança
A turma da pena de morte deve estar desapontada, a polícia do Rio, pela primeira vez sem realizar matanças, que, mais das vezes, matavam inocentes e bandidos, sem invadir casa de ninguém- como se ser pobre significasse, de antemão, ser suspeito- realiza a maior operação já levada a cabo contra o tráfico de drogas e consegue resultados nunca alcançados anteriormente, o principal: o respeito das populações onde as intervenções policiais estão sendo realizadas.
Que continue assim e agora que se combata às milícias, hoje o verdadeiro poder paralelo no Rio, em geral controladas por policiais. Aí é onde está o verdadeiro crime organizado. Aguardemos!
Vem cá, aquele bando de gente mais perdidos que cego em tiroteio é o tal temível crime organizado que durante anos controlou os morros do Rio?! Nem a fuga deles é organizada e nossos governos levaram esses anos todos para vencer aquilo? Tá...vou fazer de conta que acredito e tenho certeza( hahaha!) que ninguém levava grana para deixar que tomassem conta dos morros. Aliás, as próprias milícias já os haviam expulsado de várias comunidades anteriormente. É só ligar as pontas e ver como somos governados.
Mas ao menos começaram a agir com decência, que prossiga assim, há um longo e tortuoso caminho pela frente. Mas o primeiro passo foi dado, com competência nunca vista antes.
Deveríamos ter uma Copa do Mundo e uma Olimpíada todo ano. Em 5 anos seríamos a cidade mais segura do mundo. Um paraíso!
Que continue assim e agora que se combata às milícias, hoje o verdadeiro poder paralelo no Rio, em geral controladas por policiais. Aí é onde está o verdadeiro crime organizado. Aguardemos!
Vem cá, aquele bando de gente mais perdidos que cego em tiroteio é o tal temível crime organizado que durante anos controlou os morros do Rio?! Nem a fuga deles é organizada e nossos governos levaram esses anos todos para vencer aquilo? Tá...vou fazer de conta que acredito e tenho certeza( hahaha!) que ninguém levava grana para deixar que tomassem conta dos morros. Aliás, as próprias milícias já os haviam expulsado de várias comunidades anteriormente. É só ligar as pontas e ver como somos governados.
Mas ao menos começaram a agir com decência, que prossiga assim, há um longo e tortuoso caminho pela frente. Mas o primeiro passo foi dado, com competência nunca vista antes.
Deveríamos ter uma Copa do Mundo e uma Olimpíada todo ano. Em 5 anos seríamos a cidade mais segura do mundo. Um paraíso!
![]() |
| (Foto: Felipe Dana) |
É assim mesmo
eu já perdi um amigo
achado por uma bala perdida
perdidas não são as balas
perdidos somos nós
em nosso conformismo
em nosso " é assim mesmo"
em nosso " isso não tem jeito"
em nosso " político é tudo igual"
e as balas perdidas continuarão
achando nossos amigos
nossos vizinhos
nossas mulheres
nossos filhos
até sermos por uma
achados
é assim mesmo...
achado por uma bala perdida
perdidas não são as balas
perdidos somos nós
em nosso conformismo
em nosso " é assim mesmo"
em nosso " isso não tem jeito"
em nosso " político é tudo igual"
e as balas perdidas continuarão
achando nossos amigos
nossos vizinhos
nossas mulheres
nossos filhos
até sermos por uma
achados
é assim mesmo...
27 de novembro de 2010
Em uma semana tudo volta ao " normal"
Vocês sabem qual é a droga que, de longe, causa mais problemas sociais e mortes, mais que todas as outras juntas: ÁLCOOL!
Segundo o último levantamento feito pelo governo temos cerca de 17 milhões de alcoólatras no país. E tem mais, a esmagadora maioria dos jovens que passam a consumir drogas ilícitas, se iniciam no álcool, droga glamourizada e de consumo estimulado pela poderosa indústria que a envolve. Alguém aí já tomou um porre e acordou com uma daquelas louras ou morenas maravilhosas das propagandas de cerveja? Eu até já sai com algumas no tempo em que bebia, dormia com uma deusa, e acordava, via de regra, com uma isca de pegar capeta, numa ressaca de dar dó e com a desgraçada me chamando de amorzinho. Ai...ai...
Temos mania de ser contra ou a favor de alguma coisa e o problema está resolvido. Besteira, problemas sociais graves como o do consumo de drogas, do aborto e outros mais têm de ser discutidos até a exaustão pela sociedade. Já está mais que provado que só repressão não resolve problema algum, e aí fico aqui vendo o governador do Rio, em quem votei, fazendo discurso demagógico e ufanista sobre o combate ao tráfico, como se não fossem eles, os políticos, com sua omissão e conivência, os maiores responsáveis pelo caos que a cidade vive nos últimos dias. Deviam era pedir desculpa por sua incompetência!
Mas a mídia e a classe média adoram o estáculo dantesco que está nos sendo oferecido nos últimos dias. Mais uns dias e tudo volta ao normal: corrupção, violência, assaltos...O crime organizado não é organizado nas favelas ou comunidades, ali é a ponta, onde poderosos se utlizam da mão de obra farta e barata para faturarem milhões e corromperem parte( boa parte!) da burocracia estatal que lhes dá proteção. Não existe crime organizado sem a anuência e conivência do Estado. O resto é demagogia barata e espetáculo midiático. Em uma semana tudo voltara a ser como dantes ....Querem apostar?
Obs: O Ibope diz que a torcida do time lá da Gávea( pobre Gávea, um bairro tão bonito!) é a maior do Brasil, o BOPE diz que em breve não será mais...não entendi...hihihi...
Segundo o último levantamento feito pelo governo temos cerca de 17 milhões de alcoólatras no país. E tem mais, a esmagadora maioria dos jovens que passam a consumir drogas ilícitas, se iniciam no álcool, droga glamourizada e de consumo estimulado pela poderosa indústria que a envolve. Alguém aí já tomou um porre e acordou com uma daquelas louras ou morenas maravilhosas das propagandas de cerveja? Eu até já sai com algumas no tempo em que bebia, dormia com uma deusa, e acordava, via de regra, com uma isca de pegar capeta, numa ressaca de dar dó e com a desgraçada me chamando de amorzinho. Ai...ai...
Temos mania de ser contra ou a favor de alguma coisa e o problema está resolvido. Besteira, problemas sociais graves como o do consumo de drogas, do aborto e outros mais têm de ser discutidos até a exaustão pela sociedade. Já está mais que provado que só repressão não resolve problema algum, e aí fico aqui vendo o governador do Rio, em quem votei, fazendo discurso demagógico e ufanista sobre o combate ao tráfico, como se não fossem eles, os políticos, com sua omissão e conivência, os maiores responsáveis pelo caos que a cidade vive nos últimos dias. Deviam era pedir desculpa por sua incompetência!
Mas a mídia e a classe média adoram o estáculo dantesco que está nos sendo oferecido nos últimos dias. Mais uns dias e tudo volta ao normal: corrupção, violência, assaltos...O crime organizado não é organizado nas favelas ou comunidades, ali é a ponta, onde poderosos se utlizam da mão de obra farta e barata para faturarem milhões e corromperem parte( boa parte!) da burocracia estatal que lhes dá proteção. Não existe crime organizado sem a anuência e conivência do Estado. O resto é demagogia barata e espetáculo midiático. Em uma semana tudo voltara a ser como dantes ....Querem apostar?
Obs: O Ibope diz que a torcida do time lá da Gávea( pobre Gávea, um bairro tão bonito!) é a maior do Brasil, o BOPE diz que em breve não será mais...não entendi...hihihi...
26 de novembro de 2010
Jilozinho: de Calçado para o espaço sideral
Vocês não sabem mas lá em São José do Calçado foi onde houve o primeiro voo espacial realizado no Brasil e o nosso primeiro astronauta, não esse que viajou ao espaço pela Nasa, e como lá é terra de macho, nosso astronauta viajou ao espaço sem nave usando como combustível única e exclusivamente fartas doses de Matinhos, cachaça de boa cepa produzida no município vizinho de Bom Jesus do Itabapoana, terra de meu amigo Saint-Clair. Mas vamos aos fatos.
Início dos anos oitenta do século passado, pleno verão, estava eu de férias em Calçado, programação das férias: cachaçada no bar do Crissaf, banho de rio no poço do Chicão, à noite mais goró e mais tarde, zona em Bom Jesus, ou seja, quase igual a passar férias em Paris, Nova York, Cancún e outros locais menos votados. No meio dessa programação me aparece uma tourada em Calçado, daquelas bem fuleiras, com touros que não pegavam nem suas vacas, toureiros famélicos e movidos a álcool, um quadro patético, mas na falta do que fazer, ou de fazer a mesma coisa todo dia, resolvemos ir à bendita tourada, cuja principal atração era um desafio ao público: tinha uma mula lá, e quem conseguisse ficar 1 minuto no lombo dela ganhava um prêmio em dinheiro. Na hora o mestre de cerimônia começou a desafiar os presentes, ninguém se apresentava para o desafio, lá pelas tantas, depois de muito insistir ele apela: " Cumé qui é, não tem homi aqui nessa cidade não?!"
Não prestou, Jilozinho pegou a garrafa de Matinhos, deu uma bela beiçada,se levantou e educadamente disparou em alto e bom som: " Tem homem pra montar na mula e na sua mãe se você quiser... traz a mula e depois a véia!"
A plateia veio abaixo de tanto rir, o cidadão foi retirado pelo dono da tourada e Jilozinho, depois de mais uma generosa beiçada na Matinhos, se encaminha para a arena sob aplausos e tendo seu nome gritado em júbilo pela plateia:-" Ei...ei...ei... Jilozinho é nosso rei...ei...ei...ei...Jilozinho é nosso rei..."
Tá difícil escrever, não consigo parar de rir...mas vamos lá... depois de agradecer seus súditos, Jilozinho tenta subir na mula, mete o pé direito no estribo e joga o farto corpo para cima, cai do outro lado da mula, que era segura por dois toureiros. Com o auxílio de mais dois, finalmente Jilozinho conseguiu se assentar na mula, segurou firme no cabresto, bebeu mais uma talagada e ordenou: " Soltem a desgraçada!"
Foi soltar, a mula corcovear violentamente e nosso heroi viajar rumo ao espaço sideral, com a garrafa de Matinhos presa por sob o braço esquerdo. Silêncio na plateia, todos acompanham a órbita de Jilozinho, que após eclipsar a bela lua cheia que ornamentava a noite, começa a retornar à Terra, a aterrisagem foi perfeita: caiu de barriga no meio da arena, que era forrada com uma grossa camada de palha de arroz seca, ouvimos um barulho seco, o da queda, e um estrondo- é que, devido ao excesso de Matinhos, misturada com variados tipos de tira-gosto, a barriga de nosso heroi estava repleta de gases, que foram devidamente expelidos com a força da aterrisagem. Enfrentando o mau-cheiro corremos todos para socorrer nosso amigo, Totó na frente, o levantamos, ainda grogue, Totó aperta sua testa junto a do amigo e nervoso pergunta: " Cé tá bem, meu irmãozinho...cê tá bem?!"
Jilozinho, tonto da viagem espacial e do excesso de Matinhos, responde: " Tôoooooooo....ao mesmo tempo que solta uma golfada de vômito bem na cara do Totó. Calma...deixa eu me recuperar...foi outro pandemônio, Totó queria matar o Jilozinho, que gritava: " A Matinhos eu salvei... a Matinhos eu salvei!"
Depois dos ânimos serenados , pazes feitas, banho tomado, fomos todos pra Guacha em Bom Jesus, comemorar a primeira viagem de um brasileiro ao espaço: o grande Jilozinho, primeiro, único e inenarrável, como diria Nélson Rodrigues.
Ai..ai...estou passando mal de tanto rir!
Início dos anos oitenta do século passado, pleno verão, estava eu de férias em Calçado, programação das férias: cachaçada no bar do Crissaf, banho de rio no poço do Chicão, à noite mais goró e mais tarde, zona em Bom Jesus, ou seja, quase igual a passar férias em Paris, Nova York, Cancún e outros locais menos votados. No meio dessa programação me aparece uma tourada em Calçado, daquelas bem fuleiras, com touros que não pegavam nem suas vacas, toureiros famélicos e movidos a álcool, um quadro patético, mas na falta do que fazer, ou de fazer a mesma coisa todo dia, resolvemos ir à bendita tourada, cuja principal atração era um desafio ao público: tinha uma mula lá, e quem conseguisse ficar 1 minuto no lombo dela ganhava um prêmio em dinheiro. Na hora o mestre de cerimônia começou a desafiar os presentes, ninguém se apresentava para o desafio, lá pelas tantas, depois de muito insistir ele apela: " Cumé qui é, não tem homi aqui nessa cidade não?!"
Não prestou, Jilozinho pegou a garrafa de Matinhos, deu uma bela beiçada,se levantou e educadamente disparou em alto e bom som: " Tem homem pra montar na mula e na sua mãe se você quiser... traz a mula e depois a véia!"
A plateia veio abaixo de tanto rir, o cidadão foi retirado pelo dono da tourada e Jilozinho, depois de mais uma generosa beiçada na Matinhos, se encaminha para a arena sob aplausos e tendo seu nome gritado em júbilo pela plateia:-" Ei...ei...ei... Jilozinho é nosso rei...ei...ei...ei...Jilozinho é nosso rei..."
Tá difícil escrever, não consigo parar de rir...mas vamos lá... depois de agradecer seus súditos, Jilozinho tenta subir na mula, mete o pé direito no estribo e joga o farto corpo para cima, cai do outro lado da mula, que era segura por dois toureiros. Com o auxílio de mais dois, finalmente Jilozinho conseguiu se assentar na mula, segurou firme no cabresto, bebeu mais uma talagada e ordenou: " Soltem a desgraçada!"
Foi soltar, a mula corcovear violentamente e nosso heroi viajar rumo ao espaço sideral, com a garrafa de Matinhos presa por sob o braço esquerdo. Silêncio na plateia, todos acompanham a órbita de Jilozinho, que após eclipsar a bela lua cheia que ornamentava a noite, começa a retornar à Terra, a aterrisagem foi perfeita: caiu de barriga no meio da arena, que era forrada com uma grossa camada de palha de arroz seca, ouvimos um barulho seco, o da queda, e um estrondo- é que, devido ao excesso de Matinhos, misturada com variados tipos de tira-gosto, a barriga de nosso heroi estava repleta de gases, que foram devidamente expelidos com a força da aterrisagem. Enfrentando o mau-cheiro corremos todos para socorrer nosso amigo, Totó na frente, o levantamos, ainda grogue, Totó aperta sua testa junto a do amigo e nervoso pergunta: " Cé tá bem, meu irmãozinho...cê tá bem?!"
Jilozinho, tonto da viagem espacial e do excesso de Matinhos, responde: " Tôoooooooo....ao mesmo tempo que solta uma golfada de vômito bem na cara do Totó. Calma...deixa eu me recuperar...foi outro pandemônio, Totó queria matar o Jilozinho, que gritava: " A Matinhos eu salvei... a Matinhos eu salvei!"
Depois dos ânimos serenados , pazes feitas, banho tomado, fomos todos pra Guacha em Bom Jesus, comemorar a primeira viagem de um brasileiro ao espaço: o grande Jilozinho, primeiro, único e inenarrável, como diria Nélson Rodrigues.
Ai..ai...estou passando mal de tanto rir!
| Totó, eu e jilozinho, o astronauta |
A paz da utopia
Eu vi pessoas pedindo paz
Não a paz do marginal
Não a paz da violência policial
Querem a paz de viverem em paz
Dizem que somos iguais perante à lei
Mas para aquela gente só existem foras da lei
É o traficante que os oprime
É a polícia que os reprime
Temos que dar-lhes o direito do Direito
Aos bandidos os rigores da lei
Aos cidadãos os rigores da proteção
O direito de ir e vir
Não o de vir e não saber se volta
Ou construimos a paz da cidadania
Ou viveremos sobre a infeliz paz da tirania
Das balas perdidas que acham nossos filhos
De vivermos entre grades dentro de casa
E sobressaltados fora dela
A paz... não é a minha paz
Nem a sua
Nem a dele
É a nossa paz
Não a paz do fuzil
Mas a paz da nação
A paz do Brasil
E para isso não podemos deixar
Nossos governantes em paz
Protestemos contra a corrupção
Protestemos contra a omissão
Que nossos deputados
Não vendam nossa dignidade
Como putas vendem seus corpos
São nossos representantes
Não nossos cafetões
O poder democrático
Emana do povo
E em seu nome
Deve ser exercido
E não corrompido
Aviltado por canalhas
Que em vez de representarem o povo
Representam seu bolso
É lá nos salões perfumados de Brasília
Que se organiza o crime
Nos mensalões
No nepotismo
Na burocracia pérfida
Na partilha de cargos
Temos que lembrar a essa gente
Que pirataria se faz no mar
Não no planalto...
Não queremos a paz dos cemitérios
Já a temos
Queremos a paz da vida
Do amor
Da verdade
Da justiça
Da solidariedade
Da utopia...a paz
Da utopia...
Não a paz do marginal
Não a paz da violência policial
Querem a paz de viverem em paz
Dizem que somos iguais perante à lei
Mas para aquela gente só existem foras da lei
É o traficante que os oprime
É a polícia que os reprime
Temos que dar-lhes o direito do Direito
Aos bandidos os rigores da lei
Aos cidadãos os rigores da proteção
O direito de ir e vir
Não o de vir e não saber se volta
Ou construimos a paz da cidadania
Ou viveremos sobre a infeliz paz da tirania
Das balas perdidas que acham nossos filhos
De vivermos entre grades dentro de casa
E sobressaltados fora dela
A paz... não é a minha paz
Nem a sua
Nem a dele
É a nossa paz
Não a paz do fuzil
Mas a paz da nação
A paz do Brasil
E para isso não podemos deixar
Nossos governantes em paz
Protestemos contra a corrupção
Protestemos contra a omissão
Que nossos deputados
Não vendam nossa dignidade
Como putas vendem seus corpos
São nossos representantes
Não nossos cafetões
O poder democrático
Emana do povo
E em seu nome
Deve ser exercido
E não corrompido
Aviltado por canalhas
Que em vez de representarem o povo
Representam seu bolso
É lá nos salões perfumados de Brasília
Que se organiza o crime
Nos mensalões
No nepotismo
Na burocracia pérfida
Na partilha de cargos
Temos que lembrar a essa gente
Que pirataria se faz no mar
Não no planalto...
Não queremos a paz dos cemitérios
Já a temos
Queremos a paz da vida
Do amor
Da verdade
Da justiça
Da solidariedade
Da utopia...a paz
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