2 de dezembro de 2010

Falta de assunto dá nisso

tem um pé de carambola
defronte à minha janela
está todo carambolado
de lindas carambolinhas
amarelas

falta de assunto dá nisso
um poema ruim pra caramba
sobre um pé de carambola

Ah...não me amola
já vou embora
comer uma carambola

                                                                   

                                                                                              

1 de dezembro de 2010

Só me resta rir

Triste do povo " que precisa de herois"
Triste Brasil em que bandidos de ontem
Viram os herois de hoje

Nossos herois celebram a morte

Não gosto de herois e deuses
Em geral são arrogantes
Todos falsos poderosos
Em suas infalibilidades medíocres

Mas não posso fazer nada
Se não rir de suas grotescas
Eternidades
                                                                             

                                                         

Quem não tem Caetano vai de Gil

Como não vimos nenhuma entrevista do Caetano Velloso dissecando a histórica vitória de nossas forças de segurança sobre o poderoso exército que durante trinta anos controlou o Morro do Alemão no Rio, a JTWN- Jilozinho And Totó World News, a agência de notícias aqui do blog, conseguiu uma entrevista com Gilberto Gil. Jilozinho e Totó se deslocaram até Salvador onde conseguiram o depoimento do grande compositor e cantor baiano. Ei-la:

- Gil, não vamos fazer perguntas, queremos apenas uma análise sua sobre a siuação no Rio de Janeiro- diz Totó.

- É tudo muito simples- diz Gil-, se olharmos atentamente a hermenêutica hegeliana das forças confrontantes teremos uma diáfana  cristalização da dialética do processo histórico baseado na africanidade subjacente e intrínseca ao existencialismo sartreano que perspassa todo o processo simultaneamente simultâneo à complexidade descomplexa das forças confrontantes. Se aliarmos isso ao niilismo nistchiano, que vai desembocar na foz do pensamento de Martin Heidegger teremos uma visão profundamente visual do fenômeno que ora ocorre. Precisamos ter clareza ao analisar a decomposição fenomenológica sob pena de nos perdemos em estéreis e improdutivas tertúlias divagantes que nos afastam do cerne dialético, marxissisticamente falando, da confrontação que ora se confronta em terras riodejaneirorianas. Se aliarmos isso à profunda religiosidade de matizes autóctones e afroeuropéia de nossa gente teremos uma dessacralização da violência e poderemos construir uma unificadora e desconstrutivista união de nosso povo. É só sermos límpidos e claros em nossas análises que a paz prevalecerá. Agora me dão licença mas tenho de me encontrar com o Caetano que está preparando um manifesto à nação contra sua não inclusão entre os teóricos que dissecaram com proficuídade a vitória épica de nosso povo sobre os sempre insubordinados alemães. Ô raça!


Ao saírem, Totó se vira pro Jilozinho e diz:

- Viu sua besta, por isso ele é famoso: fala com simplicidade e clareza!

- Totó, aquela tal de hermenêutica que ele falou é cachaça ou vodka? Depois dessa preciso de uma terapêutica e dupla dose de cana!


                                                             

30 de novembro de 2010

Eu quero a opinião do Caetano

Estou deverás decepcionado com nossa mídia, notadamente com a Globo: cadê o Caetano???!!! É o Caê, nosso grande compositor e maior sabichão do Brasil. Tudo que acontecia no mundo tinha que ter a opinião do Caetano; da guerra no Iraque à inauguração do acelerador de partículas na França; do tráfico de drogas à diarréia  da rainha da Inglaterra; da Teoria da Relatividade à greve de mineiros no mais remoto rincão da China, lá estava nosso Caê dando suas filosafadas, com aquela voz doce que o caracteriza. Agora, na maior batalha da História da humanidade, quando derrotamos o poderoso exército do Morro do Alemão, numa epopeia de envergonhar os feitos de Alexandre da Macedônia; Augusto; César; Napoleão e outros menos votados, não vejo uma única e reles entrevista com o Caê. Estou indignado e frustrado. Sem a opinião do Caetano fico sem saber o que fazer...perdido...tonto...
Eu quero o Caê de volta, já!



                                                                                          

A solidão não me incomoda

a solidão não me incomada
me incomada o medo
que as pessoas têm dela

até para rezar
se comprimem
em multidões amorfas
e berram sua infelicidade
rumo ao nada

prefiro seguir só...
                                                                 

                                                                            

Totó vai cometer "triglicerídeo"

A confusão está grande lá em Calçado, Totó está querendo matar Jilozinho novamente, tudo por causa de Menga, sua galinha de estimação, que foi devidamente sodomizada por Foguinho, o cachorro tarado e pinguço de Jilozinho. Mas vamos às lamúrias de Totó, que, como sempre, me liga antes das seis da manhã e a cobrar.

- Toinha, seu viado, dessa vez eu mato o Jilozinho, pode ter certeza, e se você, que é safado igual a ele, se meter, vai morrer também!

- O que foi Totó, por que tanta revolta e ódio no coração?

- Ódio é pouco estou é doido de raiva, e vê se não me interrompe quando estou falando, é falta de educação...O Foguinho, aquele vira-lata sem vergonha do Jilozinho, estrupou a Menga,  a pobrezinha botou uns ovos  e foi chocar, só vingou um, estou te mandando a foto do troço que nasceu, não sei se é um cachogalo ou galochorro, por azar o estrupício nasceu igualzinho ao Foguinho, só que com a cabeça de galo, pior, todo dia de manhã eu ouço o hino do Mengão, e o desgraçado do sei lá o quê fica me bicando e fazendo xixi na minha perna, entreguei a coisa pro Jilozinho, que batizou o troço de Loco Abreu!  Puxou tudo do Foguinho, gosta de goró e é tarado igual ao pai. Fui na delegacia para enquadrar o Jilozinho na Lei da Dona Penha do Osvaldo, mas o  delegado riu de mim e disse que a lei só vale para seres humanos, então meu ser vai fazer justiça por si próprio, vou matar todo mundo: o Jilozinho, o Foguinho , o Loco Abreu e você que é safado igual ao Jilozinho e fica dando cobertura às safadezas dele comigo.

- Mas Totó...

- Totó uma ova... Aristides, naõ quero mais intimidade com vocês, e quanto terminar a matança aqui vou aí...Toinha, antes de morrer me tira uma dúvida, por quê tinha um monte de gente fugindo da polícia lá no Morro do Alemão com a camisa do Mengão? Acho que eles estavam se disfarçando de torcedores nossos para não sempre presos...né não?!

- É provável To...Aristides...é provável...

-Vou lá cometer meu " triglicerídeo" e depois vou aí acabar com sua raça...não fuja...safado!

Loco Abreu, o galochorro ou cachogalo, sei lá...
                                                              

Não existe nada

Não houve começo
Nem haverá fim
O universo
É assim

Primeiro Big
Depois Bang

Não existe o nada
Nem na morte
Somos nada

A formiguinha
Passeia tranquila
Por sobre a mesa

O que fazer ?
Nada...