Como ando " debochento" nos últimos dias, vou continuar com meu debochismo, afinal é melhor rir que morrer de raiva com as estultices que ando vendo em nossa gloriosa e impagável pátria.
Como a moda agora é quota, fico vendo a montagem do ministério da Dilma e parece que vejo um bando de piratas dividindo o butim arrecadado em um velho galeão espanhol. Tem a quota do PMDB- e dentro dela a quota do Sarney; a do Cabral; a do nordeste e assim por diante. Esse negócio de competência fica pras calendas gregas. O negócio é fatiar o Estado entre os vencedores. E não venham encher meu saco: eu votei na madame! Se fosse o Serra sería a mesmíssima coisa, só que com outros cotistas.
Acho que vou convidar meus amigos Paulo Laurindo, Ricardo Novais e o Saint-Clair ( clique nos nomes e visitem os blogs deles, os danados são bons!), para fundarmos um novo movimento- nunca vi tanto movimento sendo fundado, quase todos com às mãos direcionadas aos cofres públicos-, o MOSQ- Movimento dos Sem Quota, chega de ficar comendo mosca, quero comer caviar também. Somos tão criativos em sugar dinheiro público- nós, brasileiros- que nossas Ongs, prestem atenção no nome do troço: Organização Não Governamental, ou seja, independente do governo, não é? É...não...não é, aqui são todas, com as raras exceções de praxe, financiadas pelo governo, ou seja, por nós, os otários de sempre.
Eu tenho um conhecido que é do PDT, cuja quota inclui o Ministério do Trabalho, pois bem, arrumou " emprego" para o irmão em duas Ongs que têm convênio com o dito ministério e dividem o ervanário. Qual o trabalho? Sacar o dinheiro no banco e dividir. Depois não sabemos o por quê da falta de verbas para saúde, segurança, educação e outras obrigações constitucionais do Estado. Temos de acabar com a fantasia que só a direita rouba- taí o Zé Dirceu e seus mensaleiros que não me deixam mentir- tem muito ladrão na esquerda, tá certo, o discurso é mais bonito- mas o roubo é o mesmo.
Só não sei ainda o quê minha Ong vai fazer, ou melhor, dizer que vai fazer, não gostamos de prática, gostamos de discursos fanfarrões para aplacar nossa iniquidade moral.
Acho que tem umas moléculas dessas novas, que comem arsênico, passeando em minha mente. Ando um veneno só! Que bom...
3 de dezembro de 2010
Tempo e destino
Não damos mais
tempo ao tempo
É tudo cada vez
mais rápido
Veloz
Implausível
Não se namora
se fica
Notícia da manhã
é velha à tarde
Faz-se sexo
como se faz
um lanche rápido
no Macdonald's
Insosso
sem gosto
sem prazer
Apenas por fazer
Compra-se sem saber
porque e para quê
Segue-se à manada
pensar nem pensar
É coisa antiga
questionar atraso de vida
Em resumo
comprimimos o tempo
em trabalho e consumo
O resto são os outros-nós?
escória da humanidade
desumana...
Bom
Ruim
Indiferente- o tempo segue
devagar ou rápido
Não importa
apenas segue
Com ou sem destino...
tempo ao tempo
É tudo cada vez
mais rápido
Veloz
Implausível
Não se namora
se fica
Notícia da manhã
é velha à tarde
Faz-se sexo
como se faz
um lanche rápido
no Macdonald's
Insosso
sem gosto
sem prazer
Apenas por fazer
Compra-se sem saber
porque e para quê
Segue-se à manada
pensar nem pensar
É coisa antiga
questionar atraso de vida
Em resumo
comprimimos o tempo
em trabalho e consumo
O resto são os outros-nós?
escória da humanidade
desumana...
Bom
Ruim
Indiferente- o tempo segue
devagar ou rápido
Não importa
apenas segue
Com ou sem destino...
2 de dezembro de 2010
O Mervalzinho é filósofo e eu não sabia
Estava aqui navegando plácidamente nas águas serenas da internet quando meu barco quase naufragou com o susto que tomei ao ler a notícia que Merval Pereira, o colunista político do jornal O Globo, é o mais novo membro da Academia Brasileira de Filosofia, cruz em credo!, o homem é filósofo e eu não sabia, sou mesmo burrinho como diz o Totó. Mais uma vez o mundo se curva perante o Brasil, depois de reconquistar, não o morro, mas o Complexo do Alemão, sede da mais poderosa rede de tráfico de drogas já registrada na História da humanidade( se duvidam, leiam a cobertura dada ao episódio pelas Organizações Globo e verão se não tenho razão), temos agora o Mervalzinho filósofo, acho que foi só para deixar os alemães, que ficaram sem o Complexo do Alemão, mais complexados e humilhados, afinal a terra de Hegel, Kant, Marx, Nietzsche, Walter Benjamim e tantos outros ícones da filosofia nunca produziu um Merval, nem meio val produziram. Depois meu amigo Saint-Clair ( cliquem no nome e visitem o blog dele, vale à pena!) diz que ando muito " debochento", queria o quê, Mestre?! Tiramos o Complexo dos alemães( afroalemães, pelo que vi nas fotos e na TV); o Sarney é membro da Academia Brasileira de Letras e agora para nosso gáudio e folgança o Mervalzinho é nomeado filósofo da ABF. É como dizia o Zé Thomas, grande filósofo calçadense, já falecido, comemorando um gol de seu time: " Viva nosco!!!"
Vocês me desculpem o trocadilho, mas diante de tantas sumidades- Sarney, Mervalzinho e outros e outros...) eu vou é sumir... Fui...
OBS: Só mais uma coisinha: esse pessoal não tem senso de ridículo? Não né...foi o que imaginei.
Vocês me desculpem o trocadilho, mas diante de tantas sumidades- Sarney, Mervalzinho e outros e outros...) eu vou é sumir... Fui...
OBS: Só mais uma coisinha: esse pessoal não tem senso de ridículo? Não né...foi o que imaginei.
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| O filósofo meRditando |
Politicamente (in) correto
No Brasil tudo pode, desde que você não caia na asneira de ser pobre. Se for, nada pode e todo mundo te fode.
Governo e ex-mulher são idênticos: só dão despesa e aporrinhação!
O pior cego é o que quer ver e não pode.
Ser burro tem suas vantagens: você acredita em padre, pastor e político. Ora uns ora outros...
Morrer também tem um lado bom, você nunca mais verá uma foto do Sarney, por exemplo.
O pior tráfico no Brasil é o de influência.
Casamento é igual a Coca-Cola, só é bom quando tem gás, depois fica intragável.
Matou a sogra e tirou suas vísceras, estava à procura de sua beleza interior. Não encontrou!
Mais chato que discurso politicamente correto só discutir relação.
Governo e ex-mulher são idênticos: só dão despesa e aporrinhação!
O pior cego é o que quer ver e não pode.
Ser burro tem suas vantagens: você acredita em padre, pastor e político. Ora uns ora outros...
Morrer também tem um lado bom, você nunca mais verá uma foto do Sarney, por exemplo.
O pior tráfico no Brasil é o de influência.
Casamento é igual a Coca-Cola, só é bom quando tem gás, depois fica intragável.
Matou a sogra e tirou suas vísceras, estava à procura de sua beleza interior. Não encontrou!
Mais chato que discurso politicamente correto só discutir relação.
Falta de assunto dá nisso
tem um pé de carambola
defronte à minha janela
está todo carambolado
de lindas carambolinhas
amarelas
falta de assunto dá nisso
um poema ruim pra caramba
sobre um pé de carambola
Ah...não me amola
já vou embora
comer uma carambola
defronte à minha janela
está todo carambolado
de lindas carambolinhas
amarelas
falta de assunto dá nisso
um poema ruim pra caramba
sobre um pé de carambola
Ah...não me amola
já vou embora
comer uma carambola
1 de dezembro de 2010
Só me resta rir
Triste do povo " que precisa de herois"
Triste Brasil em que bandidos de ontem
Viram os herois de hoje
Nossos herois celebram a morte
Não gosto de herois e deuses
Em geral são arrogantes
Todos falsos poderosos
Em suas infalibilidades medíocres
Mas não posso fazer nada
Se não rir de suas grotescas
Eternidades
Triste Brasil em que bandidos de ontem
Viram os herois de hoje
Nossos herois celebram a morte
Não gosto de herois e deuses
Em geral são arrogantes
Todos falsos poderosos
Em suas infalibilidades medíocres
Mas não posso fazer nada
Se não rir de suas grotescas
Eternidades
Quem não tem Caetano vai de Gil
Como não vimos nenhuma entrevista do Caetano Velloso dissecando a histórica vitória de nossas forças de segurança sobre o poderoso exército que durante trinta anos controlou o Morro do Alemão no Rio, a JTWN- Jilozinho And Totó World News, a agência de notícias aqui do blog, conseguiu uma entrevista com Gilberto Gil. Jilozinho e Totó se deslocaram até Salvador onde conseguiram o depoimento do grande compositor e cantor baiano. Ei-la:
- Gil, não vamos fazer perguntas, queremos apenas uma análise sua sobre a siuação no Rio de Janeiro- diz Totó.
- É tudo muito simples- diz Gil-, se olharmos atentamente a hermenêutica hegeliana das forças confrontantes teremos uma diáfana cristalização da dialética do processo histórico baseado na africanidade subjacente e intrínseca ao existencialismo sartreano que perspassa todo o processo simultaneamente simultâneo à complexidade descomplexa das forças confrontantes. Se aliarmos isso ao niilismo nistchiano, que vai desembocar na foz do pensamento de Martin Heidegger teremos uma visão profundamente visual do fenômeno que ora ocorre. Precisamos ter clareza ao analisar a decomposição fenomenológica sob pena de nos perdemos em estéreis e improdutivas tertúlias divagantes que nos afastam do cerne dialético, marxissisticamente falando, da confrontação que ora se confronta em terras riodejaneirorianas. Se aliarmos isso à profunda religiosidade de matizes autóctones e afroeuropéia de nossa gente teremos uma dessacralização da violência e poderemos construir uma unificadora e desconstrutivista união de nosso povo. É só sermos límpidos e claros em nossas análises que a paz prevalecerá. Agora me dão licença mas tenho de me encontrar com o Caetano que está preparando um manifesto à nação contra sua não inclusão entre os teóricos que dissecaram com proficuídade a vitória épica de nosso povo sobre os sempre insubordinados alemães. Ô raça!
Ao saírem, Totó se vira pro Jilozinho e diz:
- Viu sua besta, por isso ele é famoso: fala com simplicidade e clareza!
- Totó, aquela tal de hermenêutica que ele falou é cachaça ou vodka? Depois dessa preciso de uma terapêutica e dupla dose de cana!
- Gil, não vamos fazer perguntas, queremos apenas uma análise sua sobre a siuação no Rio de Janeiro- diz Totó.
- É tudo muito simples- diz Gil-, se olharmos atentamente a hermenêutica hegeliana das forças confrontantes teremos uma diáfana cristalização da dialética do processo histórico baseado na africanidade subjacente e intrínseca ao existencialismo sartreano que perspassa todo o processo simultaneamente simultâneo à complexidade descomplexa das forças confrontantes. Se aliarmos isso ao niilismo nistchiano, que vai desembocar na foz do pensamento de Martin Heidegger teremos uma visão profundamente visual do fenômeno que ora ocorre. Precisamos ter clareza ao analisar a decomposição fenomenológica sob pena de nos perdemos em estéreis e improdutivas tertúlias divagantes que nos afastam do cerne dialético, marxissisticamente falando, da confrontação que ora se confronta em terras riodejaneirorianas. Se aliarmos isso à profunda religiosidade de matizes autóctones e afroeuropéia de nossa gente teremos uma dessacralização da violência e poderemos construir uma unificadora e desconstrutivista união de nosso povo. É só sermos límpidos e claros em nossas análises que a paz prevalecerá. Agora me dão licença mas tenho de me encontrar com o Caetano que está preparando um manifesto à nação contra sua não inclusão entre os teóricos que dissecaram com proficuídade a vitória épica de nosso povo sobre os sempre insubordinados alemães. Ô raça!
Ao saírem, Totó se vira pro Jilozinho e diz:
- Viu sua besta, por isso ele é famoso: fala com simplicidade e clareza!
- Totó, aquela tal de hermenêutica que ele falou é cachaça ou vodka? Depois dessa preciso de uma terapêutica e dupla dose de cana!
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