3 de dezembro de 2010

Tempo e destino

Não damos mais
tempo ao tempo
É tudo cada vez
mais rápido
Veloz
Implausível

Não se namora
se fica
Notícia da manhã
é velha à tarde

Faz-se sexo
como se faz
um lanche rápido
no Macdonald's

Insosso
sem gosto
sem prazer

Apenas por fazer

Compra-se sem saber
porque e para quê

Segue-se à manada
pensar nem pensar

É coisa antiga
questionar atraso de vida

Em resumo
comprimimos o tempo
em trabalho e consumo

O resto são os outros-nós?
escória da humanidade
desumana...

Bom
Ruim

Indiferente- o tempo segue
devagar ou rápido
 
Não importa
apenas segue

Com ou sem destino...
                                                                 

2 de dezembro de 2010

O Mervalzinho é filósofo e eu não sabia

Estava aqui navegando plácidamente nas águas serenas da internet quando meu barco quase naufragou com o susto que tomei ao ler a notícia que Merval Pereira, o colunista político do jornal O Globo, é o mais novo membro da Academia Brasileira de Filosofia, cruz em credo!, o homem é filósofo e eu não sabia, sou mesmo burrinho como diz o Totó. Mais uma vez o mundo se curva perante o Brasil, depois de reconquistar, não o morro, mas o Complexo do Alemão, sede da mais poderosa rede de tráfico de drogas já registrada na História da humanidade( se duvidam, leiam a cobertura dada ao episódio pelas Organizações Globo e verão se não tenho razão), temos agora o Mervalzinho filósofo, acho que foi só para deixar os alemães, que ficaram sem o Complexo do Alemão, mais complexados e humilhados, afinal a terra de Hegel, Kant, Marx, Nietzsche, Walter Benjamim e tantos outros ícones da filosofia nunca produziu um Merval, nem meio val produziram. Depois meu amigo Saint-Clair ( cliquem no nome  e visitem o blog dele, vale à pena!) diz que ando muito " debochento", queria o quê, Mestre?!  Tiramos o Complexo dos alemães( afroalemães, pelo que vi nas fotos e na TV); o Sarney é membro da Academia Brasileira de Letras e agora para nosso gáudio e folgança o Mervalzinho é nomeado filósofo da ABF. É como dizia o Zé Thomas, grande filósofo calçadense, já falecido, comemorando um gol de seu time: " Viva nosco!!!"

Vocês me desculpem o trocadilho, mas diante de tantas sumidades- Sarney, Mervalzinho e outros e outros...) eu vou é sumir... Fui...

                                                   
OBS: Só mais uma coisinha: esse pessoal não tem senso de ridículo? Não né...foi o que imaginei.


O filósofo meRditando
                                                      

Politicamente (in) correto

No Brasil tudo pode, desde que você não caia na asneira de ser pobre. Se for, nada pode e todo mundo te fode.

Governo e ex-mulher são idênticos: só dão despesa e aporrinhação!

O pior cego é o que quer ver e não pode.


Ser burro tem suas vantagens: você acredita em padre, pastor e político. Ora uns ora outros...


Morrer também tem um lado bom, você nunca mais verá uma foto do Sarney, por exemplo.


O pior tráfico no Brasil é o de influência.


Casamento é igual a Coca-Cola, só é bom quando tem gás, depois fica intragável.


Matou a sogra e tirou suas vísceras, estava à procura de sua beleza interior. Não encontrou!


Mais chato que discurso politicamente correto só discutir relação.


                                  

Falta de assunto dá nisso

tem um pé de carambola
defronte à minha janela
está todo carambolado
de lindas carambolinhas
amarelas

falta de assunto dá nisso
um poema ruim pra caramba
sobre um pé de carambola

Ah...não me amola
já vou embora
comer uma carambola

                                                                   

                                                                                              

1 de dezembro de 2010

Só me resta rir

Triste do povo " que precisa de herois"
Triste Brasil em que bandidos de ontem
Viram os herois de hoje

Nossos herois celebram a morte

Não gosto de herois e deuses
Em geral são arrogantes
Todos falsos poderosos
Em suas infalibilidades medíocres

Mas não posso fazer nada
Se não rir de suas grotescas
Eternidades
                                                                             

                                                         

Quem não tem Caetano vai de Gil

Como não vimos nenhuma entrevista do Caetano Velloso dissecando a histórica vitória de nossas forças de segurança sobre o poderoso exército que durante trinta anos controlou o Morro do Alemão no Rio, a JTWN- Jilozinho And Totó World News, a agência de notícias aqui do blog, conseguiu uma entrevista com Gilberto Gil. Jilozinho e Totó se deslocaram até Salvador onde conseguiram o depoimento do grande compositor e cantor baiano. Ei-la:

- Gil, não vamos fazer perguntas, queremos apenas uma análise sua sobre a siuação no Rio de Janeiro- diz Totó.

- É tudo muito simples- diz Gil-, se olharmos atentamente a hermenêutica hegeliana das forças confrontantes teremos uma diáfana  cristalização da dialética do processo histórico baseado na africanidade subjacente e intrínseca ao existencialismo sartreano que perspassa todo o processo simultaneamente simultâneo à complexidade descomplexa das forças confrontantes. Se aliarmos isso ao niilismo nistchiano, que vai desembocar na foz do pensamento de Martin Heidegger teremos uma visão profundamente visual do fenômeno que ora ocorre. Precisamos ter clareza ao analisar a decomposição fenomenológica sob pena de nos perdemos em estéreis e improdutivas tertúlias divagantes que nos afastam do cerne dialético, marxissisticamente falando, da confrontação que ora se confronta em terras riodejaneirorianas. Se aliarmos isso à profunda religiosidade de matizes autóctones e afroeuropéia de nossa gente teremos uma dessacralização da violência e poderemos construir uma unificadora e desconstrutivista união de nosso povo. É só sermos límpidos e claros em nossas análises que a paz prevalecerá. Agora me dão licença mas tenho de me encontrar com o Caetano que está preparando um manifesto à nação contra sua não inclusão entre os teóricos que dissecaram com proficuídade a vitória épica de nosso povo sobre os sempre insubordinados alemães. Ô raça!


Ao saírem, Totó se vira pro Jilozinho e diz:

- Viu sua besta, por isso ele é famoso: fala com simplicidade e clareza!

- Totó, aquela tal de hermenêutica que ele falou é cachaça ou vodka? Depois dessa preciso de uma terapêutica e dupla dose de cana!


                                                             

30 de novembro de 2010

Eu quero a opinião do Caetano

Estou deverás decepcionado com nossa mídia, notadamente com a Globo: cadê o Caetano???!!! É o Caê, nosso grande compositor e maior sabichão do Brasil. Tudo que acontecia no mundo tinha que ter a opinião do Caetano; da guerra no Iraque à inauguração do acelerador de partículas na França; do tráfico de drogas à diarréia  da rainha da Inglaterra; da Teoria da Relatividade à greve de mineiros no mais remoto rincão da China, lá estava nosso Caê dando suas filosafadas, com aquela voz doce que o caracteriza. Agora, na maior batalha da História da humanidade, quando derrotamos o poderoso exército do Morro do Alemão, numa epopeia de envergonhar os feitos de Alexandre da Macedônia; Augusto; César; Napoleão e outros menos votados, não vejo uma única e reles entrevista com o Caê. Estou indignado e frustrado. Sem a opinião do Caetano fico sem saber o que fazer...perdido...tonto...
Eu quero o Caê de volta, já!