9 de janeiro de 2011

De trevas e fundamentalismos

Estranha nossa modernidade, quanto mais a ciência avança, quanto mais conhecimento, mais as trevas insistem em nos envolver. Fundamentalismos religiosos- igrejas pululam em cada esquina vendendo milagres em profusão e, o mais grave, seus representantes têm cada vez mais poder político, influenciando decisões de um Estado(s) que é constitucionalmente laico; individualismo extremado- uma das causas do fato anterior, creio eu; as esquerdas, em crise profunda de identidade, não sabem que rumo seguir e se atrelam a um certo radicalismo politicamente correto tão chato quanto o fundamentalismo religioso; a direita cada vez mais reacionária e radical propagando uma asneira chamado Criacionismo e alimentando ódios religiosos, raciais e ojeriza a imigrantes. Creio que estamos vivendo um momento crucial nos destinos de nossa humanidade. E a batalha a ser travada não será uma suposta guerra contra o Islã ou, mais futuramente, com a China, não, será entre humanismo, uma conquista grandiosa do Iluminismo, ou a volta às trevas fundamentalistas impostas por religiões. Quem não tem argumento, mas tem força, não vai se furtar a usá-la. E fanáticos não sabem e não gostam de pensar racionalmente. Ao contrário, querem impor sua visão estreita do mundo a todos. Caso contrário:inquisições, fogueiras, torturas, censuras, etc. Se não somos melhores que nossos ancestrais, deveríamos, ao menos, sermos mais tolerantes.  Deveríamos...




                                                       O grito-Edvard Munch            

Os pardais comeram o arroz e fizeram ninho com sacos

O caso que vou contar ocorreu em Bom Jesus, cidade de meu amigo Saint-Clair- em verdade ele é de Carabuçu, progressista distrito de Bom Jesus, um carabucetense da gema-, que dista 13km de São José do Calçado, onde veio ao mundo, ou estreou, como dizem os baianos, o genial escriba que aqui vos escreve com sapiência e denodo.
 Anos atrás a Secretaria de Agricultura do Estado do Rio resolveu, como forma de fomentar a produção agrícola do Estado, comprar antecipadamente a safra dos produtores. Como não dispunha de locais onde estocar os produtos, alugava galpões nas cidades. Em Bom Jesus, alugaram um galpão de seu Quininho e lá deixaram cerca de 2 mil sacos de arroz. O responsável pela guarda dos produtos eram os próprios proprietários dos galpões. Pois muito bem, o arroz ficou estocado no galpão de seu Quninho por um bom tempo e não apareceu ninguém para levar o produto.
Meses depois aparecem dois fiscais da Secretaria por lá, vão até a casa de seu Quininho, se identificam, e pedem que ele os leve até o galpão onde estava armazenado o arroz, imediatamente seu Quinho os leva e, para surpresa dos fiscais, quando abrem o galpão, não havia nada lá dentro, nem um mísero saco de arroz. Espantado, um deles vira-se para seu Quininho e indaga:
- Ué...cadê o arroz?!
Seu Quininho, com a seriedade que o avançado dos anos lhe dera, responde impassível:
- Meu filho, vocês demoraram tanto a vir aqui pegar o arroz que os pardais comeram tudo!
Atônito com a resposta, mas sem se dar por vencido, o fiscal pondera:
- Mas se comeram tudo, ao menos os sacos vazios deveriam ter ficado, e não vejo nenhum aqui?
Mais sério ainda, seu Quininho retruca:
- Os sacos, ora os sacos...os sacos os pardais levaram pra fazerem seus ninhos!
E mais não disse, nem lhe foi perguntado.


                                                                           

Totó revoltado com a Globo

Tá difícil, mal dormi, telefone, Totó, claro, revoltadíssimo com a Globo que ressuscitou o seu genérico, cabeludo e corno, na novela Passione, que deveria se chamar Enjoassoni, mas como vocês adoram porcaria, façam bom proveito. Voltando ao Totó- o original-, anda até querendo processar a Globo por danos morais e uso indevido de apelido.

- Toinha...seu viado! Aquela Globo tá de sacanagem comigo, estava todo feliz que aquele corno que usa meu nome na Passione tinha morrido, fiquei todo alegre, pois não é que ressuscitaram o cornudo, agora entendo porque chamam a nojenta da Globo de Toda Poderosa, eles acham que são Deus e podem ressuscitar seres já defuntados. Foi só acabar o capítulo da novela  em que o corno ressuscitou que o Jilozinho estava aqui na porta de casa atazanando meu ser. E ainda veio o Foguinho( cachorro pinguço e tarado do Jilozinho) junto, a Menga ( galinha de estimação do Totó), não pode ver aquele vira-lata safado que vai se arreganhando toda, tão pudica que era minha menguinha, o satanás do Foguinho transformou a bichinha em uma messalina cacarejante. Ah, você estava certo, o nome da mulher não era Rosa Mônaco, eu me enganei, é Rosa Luxemburgo mesmo, fui averiguar, e fiquei feliz: ela é irmã do Vanderlei Luxemburgo, técnico do meu Mengão, que vai arrebentar com  a nojeira do Botafogo este ano. O tal de Loco Abreu, depois da sova que vamos dar em vocês, vai passar a se chamar Maluco Abreu...Hahaha...Fui...






O genérico corno de nosso Totó
                                                                            




                                                                       

8 de janeiro de 2011

Os Maias e A Profecia do Ju­zo Final1



Aqui em Niterói já tem uma funerária fazendo promoção de caixões para o fim do mundo,aceita parcelamento, com a última prestação vencendo às vésperas do dia do Juízo Final, o dono que é filho de árabe com judeu, Isaac Habib, me disse que nunca faturou tanto e  não vende só o caixão, nada disso, é o pacote inteiro: para garantir  sua clientela ele fará o enterro dos compradores um dia antes da desgraceira, pois, segundo ele, no dia não haverá como fazer velório arrumar coveiro, essas coisas,  por este motivo  só vende o pacote fechado. Sei não, mas tenho a leve desconfiança que nosso agente funerário não acredita muito no fim do mundo e quer se garantir, vai que o mundo não acaba e o pobre do Isaac Habib amanhece com uma legião de ex-defuntos na porta de sua agência de viagens eternas  querendo devolver os caixões e seu dinheiro de volta? Aí quem morre é  ele...de desgosto!

Sem sentido

Não procurem sentido na vida, não vão encontrar.

A vida não é sentido...é sentir!



                                                          




                                                     

Friedrich Marx, Karl Engels e Rosa Mônaco, uma confusão dos diabos

Já estou sentindo falta, não recebi nem um e-mail de corrente religiosa no presente ano, nem mesmo dos alimentos milagrosos, veio só um, da graviola, mas esse é repetido. O raio da fruta cura qualquer tipo de câncer, é tão poderosa que se der um copo de suco da disgramenta a um defunto falecido de câncer até duas horas após o óbito, ele desdefunta e volta ao mundo dos vivos, mais vivo que nunca. O quê? E eu lá  sei como fazer para defunto tomar suco. O e-mail não explica.

Totó me ligou lá de Calçado, agora encasquetou que vai virar um intelectual de esquerda politicamente correto, disse que já está lendo toda a obra de Friedrich Marx e Karl Engels, além de Rosa Mônaco- ele é pela liberação feminina. Ainda tentei argumentar que ele havia misturado os nomes, que o correto é Friedrich Engels, Karl Marx e Rosa Luxemburgo, como sempre, levei esporro, disse que sou burrinho e quem sabe das coisas é seu amado mestre, o Edson, além de meu amigo Saint-Clair, que aliás descobriu como foi inventado o crediário, se quiserem saber vão lá no blog dele, é só clicar aqui: Asfalto e Mato, e vão dar direto na infausta descoberta. Eu quase passei mal de tanto rir; voltando ao Totó, além dos três intelectuais acima citados, nosso neomarxista está lendo O Estado e a Revolução do Lênin e me disse estar pensando em escrever um livro sobre o Estado brasileiro, o título será: Brasil- um Estado sem solução, é...o Totó anda me surpreendendo a cada dia...

Rosa Luxemburgo
                                                                         

7 de janeiro de 2011

Só tarde antes que nunca

Quero cor
                cansei-me da escuridão coruscante da solidão
                                                                                          vida...cor...vívida
                                                                                                                     a algaravia de crianças brincando
                  o sorrir do nada    apenas sorrir farta- a mente
                                      deixa-me levar suavemente irresponsável- a mente
morrer o cinza o taciturno o ensimesmado
                                                                                 Quero cor retinta de felicidade


                         depois ora depois dane-se pois o depois
                                                    quero infinita vida...sem ontem  à noite sem  manhã só tarde
                                                   antes que nunca


Alegria de viver-Henri Matisse