Isoldina era uma mulata de parar o comércio e fazer político deixar de roubar, 1,70m de pura perdição, um pedaço de bom caminho ( mau uma ova! ), e aos 26 anos ficara viúva de Osíres Pé de Cabra, um negão afrodescendente, que Néllson Rodrigues definiria como um Deus de Ébano.
Incorfomada com a perda do amado Isoldina começou a frequentar um terreiro de macumba, comandado por Tonho de Exu, que quando se deparou com a formosura de Isoldina foi tomado de uma paixão avassaladora e só pensava em ter em seus braços aquela deusa afrodescendente, que não queria saber de nada, muito menos de homem.
Tonho passava os dias imaginando um ardil para possuir Isoldina, certo dia mandou chamá-la dizendo que tinha incorporado o espírito de Osíres e que este "enviara" um recado para ela. Isoldina correu para ouvir a mensagem de seu amado, que dizia o seguinte: " Minha Isoldina, morro de saudade de você aqui no Além e preciso sentir seu cheiro, fazer amor com você, vou me incorporar em Pai Tonho e você será minha novamente."
Um tanto assustada e desconfiada, mas desejosa de ter seu amado de novo em seus braços, Isoldina se entregou a Tonho, supostamente incorparado pelo espírito de Osíres.
Após tudo terminado, Tonho, já livre do espírito, pergunta a Isoldina:
- E então, foi bom?
Isoldina, olhar rútilo de ódio, pois percebera ter sido ludibriada pelo sestroso representante dos orixáss, se vinga, respondendo:
- Olha Pai Tonho, me desculpe, mas o "espírito" do Osíres era muito maior, mais potente e gostoso que o seu...canalha!