11 de fevereiro de 2012

Estupidez


O fotógrafo espanhol Samuel Arande foi o grande vencedor do World Press Photo 2011 , o prêmio mais importante do mundo de fotojornalismo, com uma imagem que retrata os conflitos da Primavera Árabe.
A fotografia foi tirada em Outubro dentro de uma mesquita, que serviu de hospital durante os conflitos entre a polícia e os opositores ao regime do Iémen, e retrata a imagem de uma mulher com véu segurando um familiar ferido durante uma manifestação no Iémem.


A estupidez da violência
aliada à estupidez religiosa
E inda assim há amor
no coração daquela mulher
Torturada diariamente
por um objeto chamado Burka
Que cobre todo seu corpo
mas é incapaz de conter sua alma e seu amor
Por que os deuses são sádicos?
Por nós os darmos tanto poder?
Deve ser...

Botafogo dá nova exibição e vai jogar no Teatro Municipal

O Botafogo acaba de derrotar a poderosa equipe do Bonsucesso, o Barcelona do Rio ( a camisa do Barcelona é cópia escarrada da do Bonsuça ) por 4 x 1, gols de Maicosuel, Loco Abreu e Herrera ( 2 ) para nós, o deles não sei, não vi, não vou ver e nem quero saber quem fez. Ainda tivemos 3 bolas na trave e uns 2 pênaltis a nosso favor não marcados pelo safado do juiz.
Do jeito que a coisa está indo, eu, como Barão de General Severiano e protetor do Glorioso, vou sugerir ao nosso presidente, Maurício Assumpção, para que nossos meninos passem a atuar no Teatro Municipal. Lugar de grandes espetáculos é lá!

FOGOOOOOOOOOOOOOOOOO!!!

Caixão pega fogo em velório. Defunto não corre risco de vida!

Um caixão pegou fogo quando era realizado um velório em Boa Esperança, cidade localizada no Sul de Minas Gerais. Foi só um susto, os presentes ao velório apagaram o fogo e salvaram o falecido, que nada sofreu e não corre risco de vida. Após a Polícia Civil registrar a ocorrência o enterro se realizou normalmente, mas o caso vai ser investigado pois a polícia quer saber quem tentou assassinar o morto.
Enterro em Boa Esperança...mas ela não é a última a morrer?!
A notícia está no Estado de Minas

São José da Saudade Eterna


Saudade de cada ladeira de Calçado
Das tardes de domingo no campo do Americano
Dos bolinhos de aipim da Dona Eni
Dos xingamentos do Crissaf
De sentar na praça
Para ouvir " as verdades" do Lineu
Se ele não pagar nem eu
           [ Ô Lineu! ]
Ou as prosas do Tira-Prosa Alceu
Das noites de farra no Bar do Conrado
Que era caolho mas um sujeito honrado
Rindo das gracinhas de Totó e Jilozinho
E ver o Ferrugem tal qual Sancho Pança
A ressonar arriado sobre sua virtuosa pança
De rir do Calinha e do Adésio a falarem sem parar
Do Saragaia sair sem nada pagar e a todos gozar
Das pirraças do Maurinho
Das ignorâncias do Pedrinho
De ver o Juquita avisar:
" A água vai brotar!"
E pra todo lado vomitar
E o Cabiúna a cantar
Tentando o Nélson Gonçalves imitar
Ah...meu São José do Calçado
Que deveria se chamar São José da Saudade
Eterna e terna!

Justiça condena réu a ficar preso na...rua!

Este ano de 2012 está começando auspiciosamente em matéria de asneiras, é uma atrás da outra em um círculo virtuoso que parece inesgotável. A última vem do probo( não é para rir! ) Tribunal de Justiça de São Paulo que condenou um cidadão a cumprir prisão domiciliar por furtar placa metálicas do metrô paulistano.
Tudo lindo!...como diria o Caetano, não fosse um pequeno detalhe: o cidadão é um morador de rua, um sem-teto, e está feliz da vida cumprindo sua pena em seu lar...as ruas paulistanas!
Eu tenho uma sugestão a fazer: os juízes e desembargadores paulistas poderiam fazer uma vaquinha com as polpudas verbas que recebem de auxílio-moradia ( Tadinhos! Não fosse isto estariam todos inscritos no programa Minha Casa, Minha vida do governo federal. ) e comprar uma casinha para o condenado, assim ele cumpriria sua pena de acordo com a condenação a que foi submetido. Saco!

A condenação do cidadão que vai ficar preso na rua está aqui: Globo.com

10 de fevereiro de 2012

Mahatma Vítor



O que é um morador de rua? Um nada...um não ser em uma sociedade que criminaliza o não ter. Sabe, Vítor, eu sei o que é ter, quando tinha era recebido nos lugares com pompas e circunstâncias pelos puxa-sacos de sempre e era apresentado assim: " Este é o Zé Antonio, dono do...", eu, na verdade, não era eu, o que eu tinha é que dizia quem eu era. Depois, Vítor, vieram os tempos difíceis e passei a ser um não ser, por não ter, e os amigos do meu ter sumiram, os de meu ser ficaram. Três! Vítor...Três!
E você foi grande...Garoto! Foi espancado covardemente por defender um ser humano, sem perguntar quem era ou o que tinha. Só por ser humano em uma sociedade que não considera os despossuídos como tal.
Mahatma, Vítor, quer dizer Grande Alma... Mahatma Vítor! Obrigado...muito obrigado, que as pancadas que levou doam em nossa alma e nos façam um pouco mais Vítor...Mahatma Vítor!

Depois eu é que sou debochativo: greve da polícia vira caso de polícia

A greve da polícia virou mesmo um caso de polícia na Bahia e no Rio de Janeiro, se levarmos em conta que boa parte de nossa polícia já é um caso de polícia por conta da corrupção, veremos que estamos no mato sem cachorro e sem polícia.
Interressante é o silêncio sepulcral de gente...deixa pra lá, estou vermelho de vergonha por eles e seu cinismo democrático. Outro caso de polícia! Saco!