28 de fevereiro de 2010

Peidobrás

Acordei e fui ao trono. Trono mais democrático da face da terra, todo mundo é Rei nele, ao menos por alguns minutos.Mas como ia dizendo estava eu lá divacagando- é, divacagando mesmo!, vai dizer que não divacaga no banheiro?- quando comecei a rir das besteiras que leio por aí; as politicamentes corretas entaõ, aí meu Santo Onofre, é cada uma.

Como estou divacagando, lembrei-me das pobres vacas, acusadas impiedosamente por um eminente cientista de serem responsáveis pelo desgate da camada de ozônio. Sabem por quê ? Porque soltam flatulências demais( flatulência é peido, mas não posso dizer aqui
senão apanho da mulher.Portanto ao Aurélio, meninos e meninas). Logo vai aparecer um deputado propondo a criação da PEIDOBRÁS, estatal dedicada a controlar as flatulências bovinas. Primeiro cria-se uma comissão composta por uma ilibada(hahaha...) equipe de juristas, economistas e representantes dos movimentos socias para fazer o projeto; como é muito trabalho cada um poderá contratar três mil funcionários para auxiliá-los na execuçao da nobre tarefa.

Depois de tudo pronto criam-se 500 diretorias, que serão divididas entre os partidos da base aliada( apesar da base aliada ter sido extinta com o fim da II Guerra Mundial, em 1945). Cada diretor terá direito a nomear dois mil assessores e haverá um concurso público para contratar mais 30.000 funcionários de carreira para a nova empresa. Serão os peidorreiros da nação.

Ah, e para manter tudo isso um impostinho a mais: o ISFA, imposto sobre a flatulência agregada. A alíquota? Ainda está em estudos, primeiro estão esperando o resultado da rigorosa pesquisa sobre a média de flatulências do rebanho bovino nacinonal. Tão rindo ? Auardem, aguardem...

Pois é, pensar merda na hora errada não dá merda. Fiquei nervoso de pensar no novo imposto e não saiu nada...

Bem Te Vi

Te
Vi
Bem
Te
Vi

Bem
Te
Vi
Te
Vi
Bem

27 de fevereiro de 2010

Einstein

Último dia de aula, Altanor, professor de Matemática, entra na sala com o resultado da prova final da turma. A expectativa não era das maiores, eram bons alunos e normalmente todos seriam aprovados. Todos menos um: nosso inefável Jilózinho.

Se reprovado fosse, entraria para a gloriosa história do Ginásio de Calçado com a nada alvissareira marca de cinco reprovações seguidas na ciência de Euclides; por quem aliás nutria profundo rancor; diria até que ódio, visceral!

Altanor começa a chamar os alunos, um a um, à sua mesa, dizia as notas, dava parabéns a alguns, a outros conselhos para estudarem um pouco mais. Bom professor, além de bom homem, o Altanor. Todos aprovados, restava chamar quem? Jilózinho...

- Ricardo- diz Altanor- você, como já sabiamos, fez uma péssima prova, deveria ser reprovado, mas conversei com a direção da escola e, em consideração a seus pais, a diretoria concordou em lhe dar mais uma chance; vou fazer o seguinte: prova oral, uma única pergunta se acertar está aprovado, certo?
-Tá né, professor, fazer o quê?- retruca Jilózinho.

-Preste atenção então, lá vai: dezena dezessete, quais são seus vizinhos?
Quando ouviu a pergunta Jilózinho abriu seu farto sorriso e disparou:

-Poxa mestre, essa todo mundo aqui sabe, aliás, Calçado inteiro sabe: meus vizinhos são o Jamil, do lado esquerdo lá de casa e o Mané Luis, do lado direito. Essa foi moleza!

- Um silêncio profundo na sala, todos esperando a reação do Altanor.

Altanor ficou desnorteado por alguns segundos, sentou-se, coçou a cabeça, olhou para o teto da sala, coça de novo a cabeça e diz:

-Tá aprovado! E sai rápido, pois estava louco para rir.

A turma exlpodiu em comemoração pois Jilózinho é querido- muito querido, por todos; em seguida colocam o Jilózinho nos ombros e saem em passeata pelo pátio do colégio, gritando em uníssono: Einstein...Einstein...Einstein...

Logo todo o colégio se une à passeata e, com Jilózinho ainda nos ombros, rumam para o Bar do Faisca, sem parar de comemorar a memorável façanha do Einstein calçadense.

Dizem até que Einstein, lá de cima, deu uma boa risada, aprovando a humana atitude do professor e feliz com a conquista de seu indigitado discípulo. Humanista que era...

26 de fevereiro de 2010

Filósofo

Zeca Lizador, além de boêmio à moda antiga, forjado na velha Lapa dos anos 40 e 50 do século passado,era dado a tiradas filosóficas e conselheiro dos bons. Opinava sobre tudo e qualquer coisa com um tirocínio de fazer inveja aos Kants e Hegels que andam perdidos pelas noites de boêmia deste vasto mundo.

Numa noite bebíamos eu, Zeca e um amigo. Madrugada alta,a cabeça idem, quando o assunto descamba para casamento. Nosso amigo, recém casado, mas já naquela fase que um começa a perceber os defeitos do outro começa a reclamar das enjoações da mulher. Vejam vocês são três da manhã, o safardana na esbórnia e a mulher que é enjoada...

Reclama, reclama, até que Zeca intervém:- Você tem três saidas, ou separa, ou quebra ou fica rico- afirma Zeca com convicção.

- Explica direito, não entendi nada- diz o amigo.

- Nem eu-digo.
- Vou explicar, mas primeiro me responda se gosta da sua mulher?
- Gosto, gosto muito, separar não separo- diz o amigo.
- Sobram então duas opções, diz Zeca: A primeira é quebrar, como aconteceu comigo; não vou para casa cedo pois minha mulher é um porre de chata, fico bebendo pela noite, arrumo uma aqui, outra ali, acabo não trabalhando direito e gasto mais do que ganho; resultado: Tô na merda!

- E a segunda?- indago.

- Bem, a segunda é fazer como meu irmão, a mulher dele é mais chata que a minha, mas ele gosta dela, foi estudar à noite para não ficar muito tempo com ela. Chegava tarde, cansado, ia logo dormir;resultado: Formou-se em direito, é alto funcionário do INSS e comprou uma casa imensa, onde cada um tem seu quarto. Está muito bem de vida. Você pode escolher e pelo que vejo escolheu a minha opção. Vai se danar...

Ficamos ali, parados, quando o amigo chama o garçom, pede a conta e diz: Amanhã mesmo vou arrumar um curso para fazer de noite, obrigado Zeca.

Hoje é médico, está bem de vida e adora dar plantão...

Obrigado

Preciso fazer uns agradecimentos por este blog está indo a pleno vapor. Algumas pessoas foram fundamentais para que isto ocorresse. Sandra, minha mulher que repaginou o blog, junto com o Flávio, que trabalha com ela. Meu velho mestre e querido amigo Saint-Clair, companheiro de antigas, e quase sempre sofridas, jornadas atrás de nosso bipolar Botafogo; aos meus dois novos amigos e primeiros leitores: Ricardo Novais e Paulo Laurindo, nem sei como agradecer a generosidade de vocês. E, finalmente, ao Pax, que é o grande responsável por tudo isso. Pax, ainda não encontrei as palavras corretas para te agradecer nem sei se vou encontrar, então fica com um simples mas sincero: Muito obrigado!!! Extensivo aos outros acima citados.

Ah, e a Dolores "nova" amiga lá de Calçado(se falar velha amiga ela me mata), valeu pela força.
Bem, já rasguei seda demais ...

"Acho que a luz divina dele queimou"


As três mães conversam na bela praça de Calçado, após falarem sobres vários assuntos, falam dos filhos:
- Estou tão feliz o Ronaldo(Oreiudo) está há quase um mês sem beber; estudando, ajudando o pai o sítio, uma beleza, estou tão feliz!- diz dona Vani.
- O Zé Antonio(Saragaia) também, mudou da água pro vinho(creio que o correto aqui seria do vinho para a água), está até indo na igreja, uma benção, acho que foi uma luz divina que o iluminou, só pode ter sido- diz Dona Mariinha.
- Pois a peste lá de casa tá cada dia pior! Não sei mais o que faço com o Ricardo( Jiló), só pensa em farra, piranha e jogo do Botafogo. Um inferno, chegou as oito da manhã hoje- bêbado, com aquele cheiro de perfume barato, todo amarrotado, passou a noite na zona lá em Bom Jesus. Mas hoje ele vai ouvir, ah!.. se vai !- diz d.Cacilda.
Despediram-se e foram para suas casas. D. Cacilda entra em casa e encontra Jilozinho esparramado no sofá da sala, numa ressaca de dar dó. Foi logo esculhambando: Olha o estado que você está meu filho, quando vai criar vergonha nessa cara larga; estive com a Vani e a Mariinha e elas disseram que o Zé Antonio e o Ronaldo pararam de beber. A Mariinha falou que o Zé Antonio está até indo na missa, disse que foi uma luz divina que o iluminou. Hoje é sábado você bem que poderia ir na missa das seis e pedir uma luz a Deus. Aliás, no seu caso luz é pouco, pede logo um holofote , uma luzinha qualquer não vai resolver não! Esculhambação dada, foi cuidar de seus afazeres.
O pobre Jilozinho ficou mal, agora, além da ressaca física- a moral, que é pior.
Por volta das cinco da tarde um cabisbaixo Jilozinho sai de casa com o firme propósito de ir à missa. Quase conseguiu! Só não alcançou seu nobre intento pelo simples motivo de na última esquina antes de chegar à igreja se localizar o Bar do Faisca. E a turma já estava toda lá. Nosso desmoralizado herói ainda tentou passar direto, mas o vimos e o convencemos( Fácil! Fácil! ) a beber uma antes de ir à igreja.
Nem é preciso dizer que a missa foi para as cucuias...
Depois de nos contar o ocorrido, Jilozinho, após nossos "bons conselhos" e umas quatro doses de Fazenda Velha, regada a uns copos de Antáctica bem gelada, já estava refeito do trauma. A farra corria solta quando, por volta da meia-noite, quem adentra o estabelecimento? O Saragaia... Num porre, mas num porre, de fazer corar até a estátua do Dr. Cristiano, localizada quase em frente ao Bar do João Ponço. Jilozinho, quando viu o estado do amigo abriu um largo e vitorioso sorriso, levantou-se deu-lhe um afetuoso abraço e foi logo servindo uma dose caprichada de cana, que Saragaia sorveu num átimo de segundo. No átimo seguinte estava esborrachado no chão, desmaiado. Depois de muito abana pra cá, abana pra lá e umas duas Cocas, Saragaia deu uma melhorada e resolvemos levá-lo em casa.
Jilozinho logo assumiu o comando da operação, levantando o Saragaia com a ajuda do Oreiudo. Tudo pronto, saímos rumo à casa do desfalecido Saragaia. Quando chegamos, abrimos o portão, Jilozinho e Oreiudo entraram na varanda, bem defronte à porta da sala e tocaram a campainha. Algum tempo depois a porta se abre, era d. Mariinha, que ao ver o estado de seu amado rebento exclamou, assustada: - Meu Deus, o que houve?!
- "Dá licença dona Marriinha deixa a gente botar seu traste ali no sofá"- disse Jilozinho.
Depois de acomodar o Saragaia no sofá, Jilozinho virou-se para a esbaforida mãe e disse:
- É, d. Mariinha, acho que a luz divina dele queimou! E saiu rindo pelos cotovelos de sua vingança.
Vocês podem não acreditar, mas quando passamos pela estátua do Dr. Cristiano, na volta, ouvimos a seguinte frase: "Esse Jilozinho!".. . Olhei e vi um leve e irônico sorriso no rosto do Dr. Cristiano.

25 de fevereiro de 2010

É Lei Federal, sua besta

Noé Vargas, prefeito de Bom Jesus do Itabapoana no início dos anos setenta do século passado, estava eufórico: havia conseguido a verba necessária para construir a caixa d'água da cidade, promessa maior de sua administração. Dinâmico que era, entrou logo em contato com uma construtora de Campos para dar início às obras.

Dias depois a construtora envia um engenheiro à cidade para vistoriar o local escolhido e fazer o projeto. Ao chegar o engenheiro vai direto à prefeitura , sendo recebido efusivamente por Noé, que, após os samameleques de praxe, segue para o local da obra com o profissional e o presidente da Câmara de Vereadores da cidade. Estava exultante,o Noé.

Depois de vistoriado o terreno o engenheiro diz: "Olha, prefeito, não vejo problema algum no local, o único senão deve-se ao fato de ser no alto do morro( local escolhido a dedo por Noé, a caixa d'água seria vista por todos ), o que vai encarecer o projeto, pois teremos de colocar uma bomba d'água muito forte para jogar a água aqui para cima. A lei da gravidade impede que ela suba sozinha."

O presidente da Câmara, até então calado, diz para Noé: "Preocupa não Noé, temos ampla maioria na Câmara, se precisar revogamos essa lei lá."

Noé, indignado com a estultice dita por seu líder retruca incontinente: " Não diga asneira, pelo amor de Deus, essa lei não é de nossa competência , é lei federal, ouviu sua besta: LEI FEDERAL!!! E vamos almoçar que depois dessa me deu fome...

A caixa d'água? Está lá, imponente, "desafiando" a lei da gravidade. Lei federal, como vimos.

23 de fevereiro de 2010

A fundação do PT em São José do Calçado

Logo após o PT ser fundado em SP, eu com um grupo de amigos, todos universitários à época, resolvemos fundar o partido na cidade onde nascemos, São José do Calçado, localizada no sul do Espírito Santo. Não conhecem ? Pois deviam, é terra de Geir Campos, grande poeta; e Darlene Glória, glória do cinema nacional nos anos 60 e 70 do século passado. Nossa, já vivi em dois séculos...

Mas vamos aos fatos: éramos uns 10, 12 jovens e resolvemos fundar o PT. Foi um tumulto na cidade, extremamente conservadora. Para terem ideia só tinha lá a ARENA, partido de apoio à ditadura militar. Eleições para prefeito era ARENA 1 x  ARENA 2. Com um agravante,  dois governadores do ES durante o período da ditadura eram de Calçado: Cristiano Dias Lopes e Eurico Rezende- que era mineiro, mas iniciou sua vida política lá em Calçado. Além de governador, foi senador e presidente nacional da finada- e espero que bem enterrada- ARENA. E mais José Carlos da Fonseca, que foi deputado federal e vice-governador do Estado.

Durante reunião na sede provisória do partido, o Bar do Faísca, resolvemos requisitar a Câmara de Vereadores para fazer a primeira reunião oficial do partido. Primeira confusão: Saragaia, um dos signatários da ata de fundação, protestou: tenho de tirar meu nome, papai é o prefeito, se vê meu nome nessa ata corta minha mesada, me tira da faculdade, me deserda... Percalços da revolução. Após muita discussão, regada a doses generosas de Fazenda Velha, cachaça produzida pelo prefeito (a direita já estava infiltrada entre nós), decidiu-se excluir o nome do Saragaia e incluí-lo posteriormente. Usamos o jeitinho em prol da revolução, além de preservamos o fluxo de cachaça, devidamente surrupiada pelo Saragaia do alambique do pai. Expropriação revolucionária...

Depois de tudo resolvido, ou quase (aprendi ali que em reunião de esquerda nunca está tudo resolvido), Maurinho Pirracento(volto a ele numa próxima crônica), já bêbado, falando alto e cuspindo ao mesmo tempo- sacrifícios revolucionários- questiona: "Aqui só tem estudante, o nome do partido é Partido dos Trabalhadores, precisamos arrumar ao menos um trabalhador para constar na ata de fundação".

Já viram, começou tudo de novo, até que , por sorte, adentra o recinto Zé Paraná, figura folclórica da cidade, grande contador de causos e loroteiro afamado na região. O Zé jurava de pé junto ter passado na ponte Rio-Niterói tocando gado. E quando ela ainda era de madeira!. Mas, em priscas eras, o bom e folclórico Paraná havia sido trabalhador rural.

Zé, já meio alto, se aproxima de nós e diz: - " Ah, 'cêis' tão aí metido com esse negócio de PT, né?! Tá um fuzuê danado na cidade por causa disso. Mas, querem saber: tá certo, vi o Barbudo falando outro dia e ele falou um monte de verdade. Eu apoio 'ôceis'!"

Levantamos Zé Paraná em júbilo, oferecemos-lhe  uma farta dose de cana e o nomeamos, em decisão unânime, representante dos trabalhadores rurais. E pedimos que falasse para nós. Não prestou! Lembram dos três políticos conservadores que citei lá em cima? Todos eram advogados e o Zé Paraná após falar durante um bom tempo, encerra assim sua peroração: -"Rapaziada, o partido tem tudo para crescer, mas é melhor convidarmos o Dr. Eurico, o Dr. Cristiano e o Dr Zé Carlos para entrar para o PT, porque partido sem 'dotô' num vinga não, gente!"

Silêncio sepulcral, quando o Jilozinho sugere : - "Pessoal, depois acabamos com isso, já são quase meia-noite, tem baile na zona lá em Bom Jesus, vamos pra lá esfriar a cabeça!".
Fomos, né...

Mãe


Há algum tempo venho acompanhando uma mãe e seu filho. Todos os dias lá vem ela, mãos dadas ao rapaz, talvez 20 anos, que é portador da síndrome de Down. Acordo cedo e desço para ver os jornais e conversar fiado na porta do boteco da esquina. Não demora muito e a cena se repete: lá vem a mãe, uma mulher esguia,uns 45anos, cabelos lisos e negros, com seu filho, em sua rotina diária. O rapaz estuda numa escola para portadores de necessidades especiais na rua em que moro.

Na esquina eles param e ficam, todos os dias, conversando por cerca de 10 minutos. Não há, nesse tempo, um momento sequer que ela deixe de fazer um carinho no filho. Alisa suavemente seu rosto, abraça-o, riem,continuam a conversa, agora de mãos dadas novamente.Fico ali, olhando a cena e, todos os dias, me emociono com aquela mãe.

Hoje, ao despedir-se do filho, estava eu de pé e ela, ao virar-se para sair, notou que eu olhava a cena. Fitou-me com seus grandes olhos negros e se foi. Fiquei ali, estático, pensando no olhar daquela mulher.

Não havia no olhar daquela mãe nenhum resquício de amargura, ódio, ressentimento, tristeza; ao contrário: havia altivez, ali; não a altivez do orgulho e da prepotência, não; havia a altivez do amor, da ternura, do afeto; enfim do dever cumprido, não por obrigação, mas por grandeza. Sim, havia cansaço naqueles olhos, mas daquele cansaço que castiga o corpo e alivia a alma. O cansaço do prazer de amar por inteiro aquele filho; cansaço que não cansa, pois se torna nada diante do seu amor infinito.

Estou aqui escrevendo, mas a vontade que tenho é de dar um forte abraço naquele mãe
e dizer: obrigado, mãe, nós, pobres homens, te invejamos por tanto amor...