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Tristes, muito tristes, mas sem perder a piada jamais

By | 15:59 Leave a Comment
Estávamos no carro eu, meu primo Calinha, que dirigia, sua mãe, Ceci, mais ativa que nunca, do alto de seus 82 anos, e o Zé Maria Ferrugem, pós-graduado em "autenticidade" nas montanhas de São Benedito, glorioso 1º distrito de São José do Calçado (ES), a cidade onde nasci. Íamos para o velório de nosso grande amigo Carlim Caçapa, que faleceu ontem (16) pela manhã em Vitória.
Lá pelas tantas toca o celular do Calinha. Era um outo amigo nosso querendo saber detalhes do velório. Calinha diz que tá dirigindo, que a gente estava com ele no carro e que ia passar a conversa pro viva-voz.
Ao identificar a voz do amigo do outro lado, nosso Ferrugem, com sua peculiar delicadeza, dispara:
- Aí, Ceci, esse é o próximo! Já tá na boca (é tábua, mas não para o Ferrugem) da beirada! Num se cuida...
- Porra, Ferrugem, o viva-voz tá ligado!- ralha o Calinha.
- E daí, tô mentindo por acaso?!- responde nosso Ferrugem sem se alterar.
Gargalhada geral no carro, inclusive a do próximo defunto...
E assim chegamos ao cemitério para nos despedirmos de nosso amigo. Tristes, muito tristes, mas sem perder a piada jamais...



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