29 de novembro de 2019

Mais uma do Lineu, o homem que nunca mentiu

Lambari frito dentro do Rio Calçado
Lineu é uma lenda viva de São José do Calçado (ES), a cidade onde nasci.
A maior virtude do Lineu é a de, do alto de seus mais 70 anos, embora pareça ter uns 20 a menos, nunca ter mentido na vida.
Já passou na ponte que liga o Rio a Niterói quando a mesma ainda era de madeira ("de pau", segundo a terminologia "lineuliana"); é o feliz proprietário de um rádio tão antigo que quando ligado ainda é possível ouvir o grande Fiori Gigliotti narrando Brasil x Uruguai pela Copa de 1950; tem uma mangueira tão antiga no quintal de sua casa que tá tão terceira-idosa (dizer velho é politicamente incorreto) que pegou o mal de Alzheimer. Dá dando jabuticaba, goiaba,laranja, romã e até jaca, menos manga. Que foi?! Podem acreditar, nunca antes na história desse país houve um homem que nunca mentiu como o Lineu.
Um dia, lá pelos inícios dos anos 80 do século passado, estávamos bebendo no boteco do Zé Peres, que ficava próximo ao Rio Calçado, quando chega o Lineu com um embornal cheio de lambaris já fritos. Fomos experimentar e não tinha tempero nenhum nos bichos, que nem limpos haviam sido.
Lineu riu e explicou: -Gente, eu tava roçando o pasto lá de casa (que fica perto do boteco) e tá um calor de rachar o lombo! Resolvi dar um mergulho no Rio pra refrescar... Mas eu tava tão quente, mas tão quente, que quando entrei n'água ela ferveu e fritou os lambaris que estavam à minha volta! Agora é só temperar e comer!
Jilozinho, depois de ouvir atentamente o Lineu, deu uma generosa beiçada no copo de pinga e disparou: - Lineu, vai mentir assim lá puta que te pariu! Você trabalhando é a maior mentira que já ouvi na vida! No sol quente então...
Gargalhada geral no recinto.
E assim, junto a amigos queridos, passei alguns dos melhores momentos de minha vida.

Lambari frito dentro do Rio Calçado  Lineu é uma lenda viva de São José do Calçado (ES), a cidade onde nasci. A maior virtude do Lineu é que, do alto de seus 73 anos, embora pareça ter uns 20 a menos, nunca mentiu na vida. Já passou na ponte que liga o Rio a Niterói quando a mesma ainda era de madeira ("de pau", segundo a terminologia "lineuliana"); é o feliz proprietário de um rádio tão antigo que quando ligado ainda é possível ouvir o grande Fiori Gigliotti narrando Brasil x Uruguai pela Copa de 1950; tem uma mangueira tão antiga no quintal de sua casa que tá tão terceira-idosa (dizer velho é politicamente incorreto) que pegou o mal de Alzheimer. Dá dando jabuticaba, goiaba,laranja, romã e até jaca, menos manga. Que foi?! Podem acreditar, nunca antes na história desse país houve um homem que nunca mentiu como o Lineu. Um dia, lá pelos inícios dos anos 80 do século passado, estávamos bebendo no boteco do Zé Peres, que ficava próximo ao Rio Calçado, quando chega o Lineu com um embornal cheio de lambaris já fritos. Fomos experimentar e não tinha tempero nenhum nos bichos e nem haviam sido limpos. Lineu riu e explicou: -Gente, eu tava roçando o pasto lá de casa (que fica perto do boteco) e tá um calor de rachar o lombo! Resolvi dar um mergulho no Rio pra refrescar... Mas eu tava tão quente, mas tão quente, que quando entrei n'água ela ferveu e fritou os lambaris que estavam à minha volta! Agora é só temperar e comer! Jilozinho, depois de ouvir atentamente o Lineu, deu uma generosa beiçada no copo de pinga e disparou: - Lineu, vai mentir assim lá puta que te pariu! Você trabalhando é a maior mentira que já ouvi na vida! No sol quente então... Gargalhada geral no recinto. E assim, no meu de amigos queridos, passei alguns dos melhores momentos de minha vida.

28 de novembro de 2019

A ilusão do tempo (II)

A ilusão do tempo

No futuro não existe passado,
mas no passado está o futuro.
E na junção de ambos temos
o presente- que no tempo
não existe- é sempre um pé no
passado e outro no futuro.
O presente é uma impossibilidade
atemporal, mas é nele que vivemos.

A ilusão do tempo  No futuro não existe passado, mas no passado está o futuro. E na junção de ambos temos o presente- que no tempo não existe- é sempre um pé no passado e outro no futuro. O presente é uma impossibilidade atemporal, mas é nele que vivemos.  Zatonio Lahud

26 de novembro de 2019

Torcida vai salvar o Botafogo mais uma vez

Domingo passado (24), com a torcida do Flamengo invadindo a cidade, comemorando a conquista da Libertadores e do Brasileirão, quase 23 mil "malucos" tiveram a coragem de sair às ruas do Rio para apoiar um clube falido, que luta desesperadamente para salvar-se e voltar a ser um dos grandes clubes do Brasil.
A torcida do Botafogo está de parabéns por continuar amando loucamente um clube que, hoje, só tem para apresentar um passado glorioso.
É a segunda vez que nós, torcedores do Botafogo, vamos salvar o clube. A outra começou a se desenhar no início dos anos setenta do século passado, quando dirigentes incompetentes e irresponsáveis venderam nosso estádio e a sagrada sede de General Severiano. Foi o começo do inferno que vivemos até hoje.
De 1957 a 1972 o Botafogo sempre esteve entre as três ou quatro melhores equipes do País- ao lado de Santos, Palmeiras e Cruzeiro. Milhões de jovens Brasil afora se tornaram botafoguenses graças à geração de Manga, Nilton Santos, Didi, Quarentinha, Amarildo, Zagallo, Garrincha e a seguinte, formada por Leônidas, Gérson, Rogério, Jairzinho, Roberto Miranda, Paulo César Caju e outros. Eu fui um deles.
Depois veio a decadência: sem sede, sem campo, sem time...O que havia sobrado aos milhões de jovens torcedores que haviam escolhido o Botafogo para torcer? Eu vos digo: uma História gloriosa, uma camisa linda e uma estrela solitária. E foi que o nos bastou!
Foram 21 anos de sofrimento e humilhação- mas, como o povo judeu em busca da Terra Prometida, seguíamos com devoção àquela História, àquela camisa, àquela estrela...Contra tudo e contra todos: espezinhados, achincalhados e humilhados por nossos adversários ainda assim sobrevivemos.
Hoje, novamente por incompetência de uma série de administrações desastrosas, o Botafogo volta a lutar desesperadamente para sobreviver. E a torcida, bem lá do fundo do poço, solta seu grito de amor e paixão ao Glorioso: - Nós estamos aqui, Botafogo! Viemos te buscar... Nada temos a te oferecer, a não ser nossa infinita paixão por esta estrela solitária que nos conduz! E, Botafogo, tão sofrido, tão querido,você sabe: -Ninguém ama como gente!


Obs: Queria pedir aos amigos botafoguenses que queiram compartilhar o texto que, por questão de Justiça, citem o autor do mesmo. Não ganho um centavo em cima do Botafogo, é apenas por paixão ao Glorioso que escrevo, e minha paga é ter o crédito do que escrevi com amor e carinho. Obrigado.
Zatonio Lahud (Barão de General Severiano)

Domingo passado (24), com a torcida do Flamengo invadindo as ruas comemorando a conquista da Libertadores e do Brasileirão, quase 23 mil "malucos" tiveram a coragem de sair às ruas do Rio para apoiar um clube falido e que luta desesperadamente para salvar-se e voltar a ser um dos grandes clubes do Brasil.  A torcida do Botafogo está de parabéns por continuar amando loucamente um clube que, hoje, só tem para apresentar um passado glorioso. É a segunda vez que nós, torcedores do Botafogo, vamos salvar o clube. A outra começou a se desenhar no início dos anos setenta do século passado, quando dirigentes incompetentes e irresponsáveis venderam nosso estádio e a sagrada sede de General Severiano. Foi o começo do inferno que vivemos até hoje. De 1957 a 1972 o Botafogo sempre esteve entre as três ou quatro melhores equipes do País- ao lado de Santos, Palmeiras e Cruzeiro. Milhões de jovens Brasil afora se tornaram botafoguenses graças à geração de Manga, Nilton Santos, Didi, Quarentinha, Amarildo, Zagallo, Garrincha e a seguinte, formada por Leônidas, Gérson, Rogério, Jairzinho, Roberto Miranda, Paulo César Caju e outros. Eu fui um deles. Depois veio a decadência: sem sede, sem campo, sem time...O que havia sobrado aos milhões de jovens torcedores que haviam escolhido o Botafogo para torcer? Eu vos digo: uma História gloriosa, uma camisa linda e uma estrela solitária. E foi que o nos bastou! Foram 21 anos de sofrimento e humilhação- mas, como o povo judeu em busca da Terra Prometida, seguíamos com devoção àquela História, àquela camisa, àquela estrela...Contra tudo e contra todos: espezinhados, achincalhados e humilhados por nossos adversários ainda assim sobrevivemos. Hoje, novamente por incompetência de uma série de administrações desastrosas, o Botafogo volta a lutar desesperadamente para sobreviver. E a torcida, bem lá do fundo do poço, solta seu grito de amor e paixão ao Glorioso: - Nós estamos aqui, Botafogo! Viemos te buscar... Nada temos a te oferecer, a não ser nossa infinita paixão por esta estrela solitária que nos conduz! E, Botafogo, tão sofrido, tão querido,você sabe: -Ninguém ama como gente!

Mundo

Ahhh...
O mundo!
Tão vasto,
Tão belo,
Tão feio,
Tão imundo,
Mundo.


Ahhh...  O mundo!  Tão vasto,  Tão belo,  Tão feio,  Tão imundo,  Mundo.

25 de novembro de 2019

Ignorar os falsos profetas, os salvadores da pátria, os donos da verdade

Ignorar os falsos profetas.
Os salvadores da pátria.
Os donos da verdade!
[Mentirosos, são!]
Os falsos amigos...
(Melhor os inimigos)
Melhor ignorar a humanidade.
Uns poucos bons amigos bastam.
E a companhia da solidão criativa.
Que nunca te trai,
nunca te acusa,
nunca te abandona...
Ignorar os falsos profetas. Os salvadores da pátria. Os donos da verdade! [Mentirosos, são!] Os falsos amigos... (Melhor os inimigos) Melhor ignorar a humanidade. Uns poucos bons amigos bastam. E a companhia da solidão criativa. Que nunca te trai, nunca te acusa, nunca te abandona...  Zatonio Lahud