Mulheres e cremes são uma combinação perfeita. Tempos atrás quase quebrei o pescoço devido ao excesso de cremosidade de uma namorada. Na primeira vez que fui dormir em sua casa entro no banheiro da suíte e vejo uma coleção de cremes espalhados por todos os lados, uns trinta, sem exagero: tinha creme para passar no lado esquerdo das nádegas( bunda, seus ignorantes), no lado direito; creme pra tornozelo; joelho; cotovelo...Uma parafernália cremosa sem tamanho. Saí do banheiro, ainda meio tímido, sabe como é, primeira vez, e me deitei na espaçosa cama americana dela. Fiquei vendo televisão e ela foi pro banheiro. Ficou lá uns quarenta minutos e quando saiu estava lindíssima, provocante...Chega, já estão querendo saber demais, isso aqui não é BBB! Levantei-me e fui ao seu encontro, beijei-a com sofreguidão e entre beijos e abraços tirei a pouca roupa que ela vestia, deite-a na cama e fui por cima dela. Um desastre... Devido ao excesso de creme com que ela havia se lambuzado, sua pele estava lisa e escorregadia e o trouxa aqui deslizou suavemente sobre a bela e cheirosa superfície feminina e foi cair de cabeça no chão, do outro lado da cama. Depois do susto rimos por um bom tempo. Após ela tomar um banho e tirar o excesso de creme, retomamos, gloriosamente, nossa noite de amor. Mas fiquei uns bons dias com o pescoço dolorido, lá isso fiquei! E desse dia em diante, creme só após os trabalhos devidamente encerrados. Saco!
15 de agosto de 2010
14 de agosto de 2010
Totó imortal
Cinco e dez da manhã toca o telefone, como sempre Totó, como desde sempre, a cobrar, um frio de lascar e sou obrigado a ouvir, pacientemente, o relato de meu amigo, que agora é poeta, arrumação do Saint-Clair. Mas vamos ao papo- monólogo- com Totó.
- Toinha, Jilózinho está uma fera comigo, falei que ele também arrumou uma mulher fruta, não tem mulher melancia, jaca, pera, morango, pois é, a Ritinha Boca de Seda( não insistam, não direi o motivo do apelido) é a mulher-maracujá de gaveta, nunca vi tanta ruga; quando falei ele partiu em cima de mim junto com o Foguinho, cachorro nojento, não é à toa que tem esse nome, é nojento igual ao time de vocês. Mas tô ligando pra dizer que resolvi escrever um livro de poemas e soube que o meu maior fã, o Saint-Clair, tá aqui em Bom Jesus, mais tarde vou lá dar um autógrafo a ele. E vou convidá-lo pra escrever o " prefácil" de meu livro, o Edson vai escrever o " posfácil", assim ninguém fica com ciúme. E vou homenagear o meu coleguinha, Carlos Drummond de Andrade, gostei muito do livro dele, Amar se Aprende Amando, e o título do meu será parecido: Trepar se Aprende Trepando, adorei o nome, sutil e delicado, como devem ser os livros de grandes poetas. Tô até pensando em inovar e além do " prefácil" e do " posfácil", vai ter o "meiofácil", no meio do livro vou convidar o Paulo Laurindo e o Ricardo Novais para escreverem uma análise da obra. Você vai ver, vou entrar pelos anais da literatura brasileira adentro. Tava até pensando em me candidatar a imortal lá na Academia Brasileira de Letras, mas acho aquilo lá muito esquisito, o imortal morre, aí entra outro imortal e logo morre também...não entendo...o único que acho que é imortal de verdade lá é o Sarney, e se tiver que conviver com ele muito tempo o imortal aqui vai pras cucuias rapidinho. De desgosto!!! Fiz um poeminha pro Mengão, bota aí no blog. Sem reclamar!
Mengão do meu coração,
time de raça e paixão,
mulher lá não tem vez não,
se aporrinhar vira papá de cão.
Bem, agora vou desligar, estou escrevendo um poema em homenagem a mim mesmo. Depois te mando. Abraço! - E desliga o telefone.
- Toinha, Jilózinho está uma fera comigo, falei que ele também arrumou uma mulher fruta, não tem mulher melancia, jaca, pera, morango, pois é, a Ritinha Boca de Seda( não insistam, não direi o motivo do apelido) é a mulher-maracujá de gaveta, nunca vi tanta ruga; quando falei ele partiu em cima de mim junto com o Foguinho, cachorro nojento, não é à toa que tem esse nome, é nojento igual ao time de vocês. Mas tô ligando pra dizer que resolvi escrever um livro de poemas e soube que o meu maior fã, o Saint-Clair, tá aqui em Bom Jesus, mais tarde vou lá dar um autógrafo a ele. E vou convidá-lo pra escrever o " prefácil" de meu livro, o Edson vai escrever o " posfácil", assim ninguém fica com ciúme. E vou homenagear o meu coleguinha, Carlos Drummond de Andrade, gostei muito do livro dele, Amar se Aprende Amando, e o título do meu será parecido: Trepar se Aprende Trepando, adorei o nome, sutil e delicado, como devem ser os livros de grandes poetas. Tô até pensando em inovar e além do " prefácil" e do " posfácil", vai ter o "meiofácil", no meio do livro vou convidar o Paulo Laurindo e o Ricardo Novais para escreverem uma análise da obra. Você vai ver, vou entrar pelos anais da literatura brasileira adentro. Tava até pensando em me candidatar a imortal lá na Academia Brasileira de Letras, mas acho aquilo lá muito esquisito, o imortal morre, aí entra outro imortal e logo morre também...não entendo...o único que acho que é imortal de verdade lá é o Sarney, e se tiver que conviver com ele muito tempo o imortal aqui vai pras cucuias rapidinho. De desgosto!!! Fiz um poeminha pro Mengão, bota aí no blog. Sem reclamar!
Mengão do meu coração,
time de raça e paixão,
mulher lá não tem vez não,
se aporrinhar vira papá de cão.
Bem, agora vou desligar, estou escrevendo um poema em homenagem a mim mesmo. Depois te mando. Abraço! - E desliga o telefone.
13 de agosto de 2010
A felicidade do silêncio
O silêncio...prefiro a felicidade do silêncio que a alegria da algazarra. Escutar o canto da sabiá, folhear, displicente, um bom livro, sentir sua textura, o quanto de beleza, de sentimento se acumula ali dentro. A alegria é fugaz, se esvai...depende do outro ou de outros. O silêncio, não, é meu companheiro de viagem, escuta minhas dores, partilha minhas tristezas e acalenta minhas saudades. Às vezes o abandono e saio por aí em busca de alegria e felicidade, até encontro, mas são fugazes e retorno ao encontro do silêncio- de sua sabedoria, de sua paciência infinita.
Silêncio é amor terno, leve, constante; alegria é paixão efervescente, adrenalina, inconstância...impermanência. Vivi muitas e descobri que prefiro a paz do silêncio, é ele quem cura minhas dores causadas pelas alegrias que se foram, é ele que recolhe minhas lágrimas e me conforta e é com ele, no fim das contas, que " viverei" a eternidade do nada que um dia serei.
Silêncio é amor terno, leve, constante; alegria é paixão efervescente, adrenalina, inconstância...impermanência. Vivi muitas e descobri que prefiro a paz do silêncio, é ele quem cura minhas dores causadas pelas alegrias que se foram, é ele que recolhe minhas lágrimas e me conforta e é com ele, no fim das contas, que " viverei" a eternidade do nada que um dia serei.
12 de agosto de 2010
Solidões
Venho reparando há alguns dias o namoro de um casal aqui perto de casa. Pela manhã, desço, compro o jornal , me sento na porta do boteco e fico ali lendo e conversando fiado com o pessoal. Nos últimos dias, invariavelmente, um homem negro chega e vai se encontrar com sua namorada atrás da banca de jornal. Conversa, faz-lhe carinho, passando suavemente a mão por seu pescoço, depois no rosto, beija-a afetuosamente, afaga-lhe os belos cabelos negros, beija seus lábios carnudos, volta a conversar com ela, sempre fazendo algum carinho. É delicado e meigo, o homem, e apaixonado, vê-se logo pelo seu semblante. Fica ali com sua amada por uns vinte minutos em um namoro terno e suave, eivado de delicadeza e paixão. Depois dá um último beijo nos lábios da amada e se vai. Com os punhos fechados vibra como se tivesse feito um gol e some na esquina seguinte.
Na primeira vez que presenciei o namoro ri, riso debochado, afinal a amada do homem é um outdoor em que uma bela modelo faz propaganda de um shampoo. Ele, um mendigo aqui da área e tido como maluco-beleza, se apaixonou perdidamente pela bela morena da propaganda. Hoje fiquei triste, breve vão levar sua amada e ele voltará à sua solidão no mundo. Quantas solidões carregará aquele pobre homem?! Breve carregará mais uma...
Na primeira vez que presenciei o namoro ri, riso debochado, afinal a amada do homem é um outdoor em que uma bela modelo faz propaganda de um shampoo. Ele, um mendigo aqui da área e tido como maluco-beleza, se apaixonou perdidamente pela bela morena da propaganda. Hoje fiquei triste, breve vão levar sua amada e ele voltará à sua solidão no mundo. Quantas solidões carregará aquele pobre homem?! Breve carregará mais uma...
O bafômetro explodiu
Tumulto em Calçado, Jilózinho foi detido ontem na estrada entre Bom Jesus e Calçado. Nosso heroi voltava de uma festa na cidade vizinha quando foi abordado pela operação Lei Seca, estava a bordo de seu valoroso fusquinha 1961, amarelo-vistoso e tratado carinhosamente por ele de Menininho. Jilózinho se fazia acompanhar de sua atual ficante, a indefectível Ritinha Boca de Seda( não, não vou dizer o motivo da alcunha) e de Totó, que foi quem me ligou informando sobre o ocorrido.
Segundo Totó, ao serem parados o guarda pediu ao Jilózinho que fizesse o teste do bafômetro e foi aí que o imbróglio começou, Jilózinho, todo prosa, respirou fundo e assoprou com força, um desastre sem precedentes: o bafômetro explodiu!!!
Ritinha, também chegada a uma carraspana, foi rir da cena, perdeu o controle e sua dentadura voou, batendo com força na testa de um dos policiais. Foi o bastante, todo mundo detido. Após muita confusão na Delegacia, foram todos liberados, menos o Menininho e a dentadura da Ritinha, pois o policial, com os brios feridos e um galo na testa, abriu um processo por desacato e agressão contra Ritinha, e a postiça dentição ficou como prova material do fato. Jilózinho vai ter de ressascir os cofres públicos por destruição de bem do Estado, além da multa por dirigir embriagado.
Jilózinho virou heroi e é aplaudido de pé em todos os botecos da região, afinal era o único bafômetro disponível e levará algum tempo para ser reposto; e para compensar seu prejuízo financeiro uma rifa foi criada e vai correr em breve. As prendas são, um ganso, duas patas, uma porca e uma galinhola. Cada bilhete custa R$ 10.00 e fui obrigado a ficar com cinco. Rezando pra não ganhar...
Ritinha Boca de Seda(não falo, não adianta!) está inconsolável, pois está sem poder comer torresmo, seu tira-gosto preferido e quer porque quer sua dentadura de volta. Outra não quer, vocês sabem como é mulher quando encasqueta com alguma coisa. O advogado resolveu entrar com um Habeas-Dente para tentar reaver a bendita dentadura. Isso ainda vai render, ah, se vai...
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Segundo Totó, ao serem parados o guarda pediu ao Jilózinho que fizesse o teste do bafômetro e foi aí que o imbróglio começou, Jilózinho, todo prosa, respirou fundo e assoprou com força, um desastre sem precedentes: o bafômetro explodiu!!!
Ritinha, também chegada a uma carraspana, foi rir da cena, perdeu o controle e sua dentadura voou, batendo com força na testa de um dos policiais. Foi o bastante, todo mundo detido. Após muita confusão na Delegacia, foram todos liberados, menos o Menininho e a dentadura da Ritinha, pois o policial, com os brios feridos e um galo na testa, abriu um processo por desacato e agressão contra Ritinha, e a postiça dentição ficou como prova material do fato. Jilózinho vai ter de ressascir os cofres públicos por destruição de bem do Estado, além da multa por dirigir embriagado.
Jilózinho virou heroi e é aplaudido de pé em todos os botecos da região, afinal era o único bafômetro disponível e levará algum tempo para ser reposto; e para compensar seu prejuízo financeiro uma rifa foi criada e vai correr em breve. As prendas são, um ganso, duas patas, uma porca e uma galinhola. Cada bilhete custa R$ 10.00 e fui obrigado a ficar com cinco. Rezando pra não ganhar...
Ritinha Boca de Seda(não falo, não adianta!) está inconsolável, pois está sem poder comer torresmo, seu tira-gosto preferido e quer porque quer sua dentadura de volta. Outra não quer, vocês sabem como é mulher quando encasqueta com alguma coisa. O advogado resolveu entrar com um Habeas-Dente para tentar reaver a bendita dentadura. Isso ainda vai render, ah, se vai...
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11 de agosto de 2010
Uma manhã
Entro no elevador, música; sento no consultório, televisão ligada; no ônibus, música, brega e alta; na rua carros passam com som na maior altura, pessoas falam ao celular, outras com fone no ouvido; no boteco, televisão ligada; no supermercado o locutor, aos urros, oferece um novo produto; na esquina o guardinha apita histericamente tentando fazer o trânsito fluir; o celular toca, é meu amigo Saint-Clair me convidando para bater-papo em um café próximo, vou ao seu encontro, pedimos água e café, começamos a conversar e apreciar- serena e comportadamente- as belas donzelas que passam em um vaie vai sem fim( nenhuma vem!)- quando chega um conhecido meu, chato...chatérrimo e dispara a falar, pior, o exgomungado é torcedor daquele time lá da Gávea- não é por isso que ele é chato, melhor, não é só por isso- e começa a falar das soluções para a desdita que vivem...quero é que se danem!
Ainda por cima é daqueles que falam e ao mesmo tempo cutucam os ombros da gente, levei uns trinta cutucões, olhei pro saint-Clair,como que pedindo desculpa e socorro, ele logo percebeu, pediu a conta e saimos. Sem ao menos poder curtir a vitória do Botafogo no sábado.
Volto pra casa e me deparo com a Norma- a empregada folgada e gente boa que tenho, aliás, aqui em casa o cachorro manda, a empregada manda, meu filho manda e eu desmando-, mas, voltando ao assunto, deparo com a Norma discutindo relação com o marido pelo celular, e sabem como é discutir relação com mulher: elas falam, a gente ouve e, quando muito, concorda; pois é, após esculhambar o infeliz por uns vinte minutos, vem até mim e diz: Por que vocês homens são tão safados?!! O almoço vai atrasar...
Uma bela manhã de segunda-feira, não ?
Obs: Danielle, calma, você apesar de torcer pro time lá da Gávea( pobre Gávea, um bairro tão bonito!), não é chata...é bonita e inteligente, gloriosa genética botafoguense de sua mãe.
Ainda por cima é daqueles que falam e ao mesmo tempo cutucam os ombros da gente, levei uns trinta cutucões, olhei pro saint-Clair,como que pedindo desculpa e socorro, ele logo percebeu, pediu a conta e saimos. Sem ao menos poder curtir a vitória do Botafogo no sábado.
Volto pra casa e me deparo com a Norma- a empregada folgada e gente boa que tenho, aliás, aqui em casa o cachorro manda, a empregada manda, meu filho manda e eu desmando-, mas, voltando ao assunto, deparo com a Norma discutindo relação com o marido pelo celular, e sabem como é discutir relação com mulher: elas falam, a gente ouve e, quando muito, concorda; pois é, após esculhambar o infeliz por uns vinte minutos, vem até mim e diz: Por que vocês homens são tão safados?!! O almoço vai atrasar...
Uma bela manhã de segunda-feira, não ?
Obs: Danielle, calma, você apesar de torcer pro time lá da Gávea( pobre Gávea, um bairro tão bonito!), não é chata...é bonita e inteligente, gloriosa genética botafoguense de sua mãe.
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Lágrima
desejei teu corpo
e te amei com loucura
um dia o desejou acabouteu corpo se foi
e eu sai por aí
a procura de novos corpos
novos desejos, que se vão
na contramão do tempo
e quando o tempo se for
nada restará
além da angústia da morte
que, com sorte
virá rápida, fria, indolor
e nada restará
apenas, talvez
a lembrança de um sorriso
o vagar da saudade
e uma lágrima a rolar
límpida e delicada
por seu rosto belo
e você se vai...
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