20 de agosto de 2010

Mais confusão

A JTWN- Jilózinho And Totó World News, agência de notícias aqui do blog, está acéfala; Jilózinho e Totó estão em pé de guerra novamente. O motivo agora é sério: MULHER! Ritinha Boca de Seda(não insistam, não direi o por quê do apelido), ficante do Jilózinho, agora é ficante do Totó. Uma situação nada edificante( hoje eu tô, a culpa vem de Brasília), tá um fuzuê dos diabos lá nas belas montanhas de São José do Calçado. Ritinha flagrou Jilózinho com Regininha Hannal( belo sobrenome, herdou da mãe) em uma cálida esbórnia e, revoltada com a situação, resolveu se vingar de Jilózinho, seduzindo Totó. As duas são primas e rivais, não se toleram, trabalharam juntas em uma casa de massagem( antigamente era puteiro, mas agora é politicamente incorreto usar termos pejorativos; puta agora é modelo, massagista. Resumindo, continua puta, mas com nome diferente), onde disputavam pau a pau(hihihi...) a preferência da clientela. Cada qual em sua especialidade.

Jilózinho ainda tentou argumentar com Ritinha que ela não deveria ter ciúmes dele, pois ele não reclama do trabalho dela. Piorou, Ritinha disse que não mistura trabalho com prazer e que foi traída por ele com sua pior inimiga e iria se vingar. Fiquei até meio espantado, pois mulher não é um ser vingativo. Alguém aí concorda?

Resumindo, Ritinha se mudou de mala e cuia pra casa do Totó, que está apaixonado por ela. Jilózinho perdeu a boca e tem de  se contentar com Hannal. Estou tentando apaziguar os ânimos e procurando uma forma de reconciliar os dois. Tá difícil, mas logo mais ou amanhã, digo a vocês como terminou o imbróglio.


Padaria erótica

Impunidade

Hoje está completando dez anos que uma mulher foi brutal e covardemente assassinada em São Paulo por um jornalista famoso, filho de tradicional família paulistana. Pimenta Neves é o nome do desgraçado; Sandra Gomide o nome da moça, ex-namorada do assassino, que incorfomado com o fim do romance, matou friamente  a ex-mulher. Condenado a 19 anos de prisão em 2006, está livre, leve e solto. Um retrato de nosso país, onde o Estado é condescendente com os poderosos e descarrega sua mão pesada sobre os mais fracos.

Há poucos dias um ministro do STJ e um desembargador, foram condenados pelo CNJ( Conselho Nacional de Justiça,????) por venderem sentenças. Punição: aposentadoria com salários de R$ 25.000.00,é VINTE E CINCO MIL REAIS, pagos com os escorchantes impostos que somos obrigados a pagar ao nosso obeso e corrupto Leviatã. Querem mais: o inefável Paulo Salim Maluf, procurado pela Interpol em todo o mundo, aqui, onde cometeu as falcatruas e bandalheiras, também está livre, leve, solto, e é deputado federal. E ainda temos coragem de contar piada de português. Nós somos uma piada. Triste piada!

Não vou nem falar mais na vergonheira dos milhares de " cargos de confiança", criados para dar empregos aos vagabundos apaniguados de políticos, mais vagabundos ainda. Cansei...


Ah, querem proibir os humoristas de fazerem piadas com os nossos políticos, não querem ter suas imagens denegridas. Denegridos somos nós, obrigados a sustentar suas mordomias e bandalheiras. E ainda sujeitos a sermos processados por dano moral por quem não tem nenhuma. E condenados.Desculpem o trocadilho, mas o slogan do atual governo é: Brasil um país de todos. Melhor seria : Brasil um país de tolos, nós!

O assassino e sua vítima

19 de agosto de 2010

Chumbo grosso

Totó está impossível desde que virou poeta, com o beneplácito do Saint-Clair e do Paulo Laurindo. Me ligou e disse que está fazendo um longo poema baseado na Odisséia de Homero, ainda está escrevendo, mas já me adiantou o nome: Laudicéia de Totó, sei não, mas vem chumbo grosso por aí. Ah, e não que ler Estrela da Vida Inteira de Manoel Bandeira pois se recusa a ler livros escritos em louvor ao Botafogo, vai ler O Vermelho e o Negro, de Sthendal, que é em homenagem ao time lá da Gávea( pobre Gávea, um bairro tão bonito!), mas vai escrever uma carta ao autor sugerindo a mudança de nome do livro para O Vermelho e o Afro, que é politicamente correto; me pediu o endereço do Sthendal, disse que não tinha, mas com certeza o Saint-Clair e o Paulo Laurindo sabem, pois são amigos dele. Escreveu, inclusive, uma carta aos dirigentes de seu time, exigindo que não o chamem mais de Rubronegro e sim de Rubroafro, é...tem lógica o raciocínio do Totó. E quer porque quer saber as origens de sua família, me disse que vai mandar fazer uma árvore "ginecológica" de seus antepassados, suspeita que é descendente direto de Castro Alves e me garantiu que se for verdade passará a usar o sobrenome do famoso antepassado: Totó de Castro Alves. E pra terminar diz que vai homenagear Ferreira Gullar que acaba de completar oitenta anos e vai escrever O Poema Limpo, versão sua para o obra -prima do Gullar: Poema Sujo.

Por sorte a ligação caiu...

Solidões

Na capela do cemitério, bem no meio dela, havia um corpo dentro de um caixão barato. Na cabeceira do caixão, uma mulher velava o falecido. Rezava em voz baixa e passava suavemente a mão no rosto do cadáver enrijecido. Não havia mais ninguém...só o corpo inerte e a mulher, roupa extremamente humilde, de uma magreza profunda e mórbida. A solidão da morte aliada à solidão da vida. Um silêncio triste rondava a capela; a pobre mulher lá, acarinhando seu morto com suavidade; lágrima, nenhuma, apenas um olhar terno e profundamente consternado emanava daqueles olhos sofridos de vida castigada. Pouco mais, se abaixa, beija com delicadeza e ternura os lábios gélidos do morto, afaga seus cabelos com carinho e vai-se...levando consigo a solidão da vida e deixando para trás o corpo frio, tomado pela solidão da morte.


18 de agosto de 2010

O tempo

Um dia, ainda que seja nunca, te encontrarei, e serás minha minha, nem que seja somente uma breve eternidade. E marcarei tua alma com minha paixão, e carregarás contigo a presença minha, em cada dia do resto de tua vida. Aquele momento, breve que seja, te fará escrava da saudade, minha. Que fujas, que se entregue a outros homens, lembrarás sempre a eternidade ínfima daquela instante . Vá, pode ir, estou indelevelmente dentro ti. E o tempo, carrasco de nossas desventuras, te dirá: Não, agora não há mais tempo. Perdeste-me, a mim, seu tempo, só te permitirei que leve contigo a dor da saudade daquele amor que abandonaste, faz tempo. E eu, seu tempo, tanto te avisei: Estou passando, depois não haverá mais tempo...Agora, é tempo de outro tempo. O tempo da dor, o tempo do arrenpendimento, o tempo da angústia, o tempo da saudade. E terás toda a eternidade para viver seu novo tempo. Adeus...


17 de agosto de 2010

Enforcada

Pois é, a Sakineh não vai mais morrer apedrejada, vai ser enforcada. Como são magnânimos, os tiranos. Estou quase chorando de emoção ao ver tanto desprendimento dos canalhas que a condenaram à morte. Pior que isso é ver que tem gente que se diz progressista, defender tal atrocidade sob o pseudo-argumento que devemos respeitar a identidade cultural de cada nação. Aliás, o Lula veio com essa conversa mole e ultrajante, só depois de pressionado resolveu oferecer asilo para Sakineh.É o tal multiculturalismo, baboseira inventada por certos intelectuais que serve de guarda-chuva para seu cinismo atávico. O capitalismo se espraiou pelo mundo todo e entre tantos defeitos, permitiu à humanidade algumas conquistas importantes, dentre elas a separação entre religião e Estado. O Irã é um país capitalista, dos maiores exportadores de petróleo para o mundo, tem uma classe média educada e ocidentalizada e não pode ficar sujeito a absurdas leis religiosas, nem o Irã, nem país nenhum. Que rezem, se virem para Meca quantas vezes quiserem, mas não imponham seus preceitos religiosos para oprimir seus cidadãos. Não dá para aceitar barbaridades em nome de uma suposta identidade cultural. Se assim for, Hitler estava tão somente querendo uma Alemanha ariana, resgatando a identidade de seu povo. Não esqueçamos do apoio que ele tinha não só na Alemanha, mas em boa parte do mundo. Ah, antes que esqueça, boa parte da cúpula da Santa Madre Igreja Apostólica Romana, apoiou seus intentos e, mesmo depois da derrota alemã, vários nazistas foram protegidos por parte do clero e enviados à América do Sul; Argentina, principalmente.

Às vezes fico divagando e me pergunto: Será que essa gente acredita mesmo em Deus, ou só o usa para conquistar poder e prestígio? Será que Jesus concordaria com o fausto que é o Vaticano? Ou expulsaria os vendilhões do templo, mais uma vez!

Aceitar e respeitar diferenças, não quer dizer ser indiferente aos direitos humanos. De todos!





16 de agosto de 2010

Grosso


Quando vi a charge acima, dei-me conta de como as coisas mudam, quando era garoto vivia na rua brincando com os amigos e ficava adiando o momento de ir pra casa. Hoje os pais têm de insistir com os filhos para que saiam de casa. É televisão, vídeogame, internet, uma parafernália eletrônica que fascina à molecada. Sem falar na violência, que prende mais nossos filhos em casa. Festas, os pais levam e depois buscam, passeio quase sempre em Shopping-Center, futebol em escolinhas. Têm muito mais bens materiais, mais informação e menos liberdade e vivência, nossos filhos. A infância encurtou, perdem a inocência mais cedo, a pressão por sucesso,qualquer sucesso, aumentou. Os padrões de moralidade mudaram, vencer, ser o melhor, é o que vale, e vale tudo para conseguí-lo. E mais pressionados e mais presos, ficam, quase sempre, mais agressivos, intolerantes e infelizes. Sem falar na maior ausência dos pais, tão pressionados quanto eles, e muitas das vezes, separados, sobrando quase sempre para as mães o papel de educar sozinhas sua prole.
E tomede drogas, consumismo exacerbado, problemas psicológicos, individualismo extremo, enfim, um sem número de mazelas provocadas por um sistema que privilegia os vencedores. Nada mais darwnista que o capitalismo. A coisa é tão cruel que outro dia li um artigo muito interessante( esqueci o autor e onde li, mas vou encontrar) em que o autor falava sobre os doutores- analfabetos, ou seja, as pessoas se especializam tanto em um assunto, que são incapazes de ter um mínimo de cultura geral, verdadeiros anafalbetos com diploma. E acham que ter dinheiro compra tudo, inclusive cultura e amor. Ledo engano, cultura não se compra, nem amor, sexo sim...
Me impressiona a capacidade do capitalismo fazer tudo virar um grande negócio. Deus, hoje, talvez seja o maior ativo de nossa sociedade, investe-se na palavra e montam-se impérios financeiros vendendo pedaços do céu para homens ávidos de um pouco de paz. Sexo, vende-se em quaquer lugar. Tratam-se cachorros como gente, podem ser até melhor,mas são cachorros. Sábado saí com o meu e tinha uma mulher passeando com o dela, os dois começaram a se cheirar( os cachorros, bem entendido, a madame era um bucho!) e ela se virou pra mim e perguntou: Homem? Não, cachorro!- respondi. Bem, aí veio o tradicional e indefectível adjetivo com o qual elas adoram nos homenagear: - Grosso!!!
Saí rindo e vim pra casa ver o Fogão dar mais um show de bola!
É como me disse o Saint-Clair,outro dia, tratamos os cachorros como gente e gente como cachorros. E assim caminha a humanidade. Breve estaremos latindo!