O colibri beija suavemente
a flor do bouganville
Eu beijarei suavemente
os lábios de danielle
o colibri voa de flor em flor
e vai beijando uma a uma
eu voo em direção a só uma
e dela serão todos os beijos meus
6 de novembro de 2010
5 de novembro de 2010
Meus neurônios estão em greve
Estou com uma preguiça inaudita, meus parcos neurônios se recusam terminantemente a pensar. Fazer o quê? Nunca me respeitaram muito mesmo. Mas ao mesmo tempo que não querem pensar, são irriquietos, os danadinhos. Na verdade, eles não querem pensar o que eu quero que pensem, querem pensar por si mesmos, comandados pelo Ludovico, o neurônio chefe e meio anarquista, que vive querendo fazer revolução em meu- ou deles, já nem sei- cérebro. Se deixar o Ludovico provoca uma verdadeira balbúrdia em minha mioleira, como resisto, ele arranja logo uma greve e aí se recusam a pensar e fico eu aqui numa preguiça paulista( baiana não pode, é preconceito), querendo escrever e eles lá, se recusando a pensar. Só estou escrevendo porque tem uma parcela deles, pequena é verdade, que é mais à direita e se recusam a seguir o Ludovico, são organizados, sérios, castos, conservadores e vivem em guerra com a vasta legião ludovicana que comanda ou descomanda, sei lá!, meu cerébro. Só duas palavras são capazes de unir as duas facções neuroniais de minha bagunçada caixa craniana: Botafogo e, ultimamente, Danielle- é só lembrar que se assanham todos, unidos, os safados.
E não venham encher o saco dizendo que fiquei maluco, o grande Carlos Drumnond de Andrade escreveu um poema mais ou menos assim: no meio do caminho tinha uma pedra/ tinha uma pedra no meio do caminho...e ele foi repetindo isso sem tirar a pedra do caminho, nem passar por ela, e foi chamado, e é!, de gênio. Uma vez dei o poema para o Jilozinho ler, ele leu, releu, virou-se para mim e deu seu veredicto: " Jarrão, se eu tô lá pegava a pedra e "rrumava" na cabeça dele, e na sua, que fica me dando essas bobices para ler." Acho melhor parar, parece que Ludovico e seus neurônios rebeldes já voltaram a ativa.
E não venham encher o saco dizendo que fiquei maluco, o grande Carlos Drumnond de Andrade escreveu um poema mais ou menos assim: no meio do caminho tinha uma pedra/ tinha uma pedra no meio do caminho...e ele foi repetindo isso sem tirar a pedra do caminho, nem passar por ela, e foi chamado, e é!, de gênio. Uma vez dei o poema para o Jilozinho ler, ele leu, releu, virou-se para mim e deu seu veredicto: " Jarrão, se eu tô lá pegava a pedra e "rrumava" na cabeça dele, e na sua, que fica me dando essas bobices para ler." Acho melhor parar, parece que Ludovico e seus neurônios rebeldes já voltaram a ativa.
Tem vaga sobrando no céu
Vaidade tenho muita, não.
Vou para o céu!
Inveja quase nehuma, tenho.
Estou conversando com São Pedro!
Ira, tenho muita, sim!
O inferno me espera.
Preguiça é uma delícia.
Já estou queimando!
Avareza, gosto não.
Livrei-me do cramunhão!
Gula me enlouquece.
O fogo me aquece!
Luxúria sou mestre.
O capeta agradece!
Não farás imagens quaisquer, para adorar. Sei não, mas a turma do Vaticano não há de escapar do fogo do inferno.
Não pronunciarás em vão o nome de Deus. A Dilma e o Serra já reservaram lugar ao lado do Chifrudo, estão brigando para ver quem fica do lado esquerdo.
Terás um dia, na semana, para descanso e recollhimento. Tenho um amigo que é prevenido e cumpre à risca o mandamento: fica em recolhimento de domingo a domingo.
Honrarás pai e mãe. Coitados de nossos políticos, ou melhor, de seus pais e mães.
Não matarás. E mandar matar, pode? Se não puder como ficará a turma da pena de morte?
Não cometerás adultério. Até aqui, pelas minhas contas, não haviam mil pessoas no céu, deve ter caído pra umas vinte.
Não furtarás. Fecharam o congresso?!
Não darás falso testemunho. Quero um advogado!
Não desejarás o que é do teu próximo. É por isso que construíram Brasília, roubam de longe, os espertos.
Duvido que se o céu existir tenha mais de dez pessoas lá. Já o inferno...tá botando gente pelo ladrão.
Vou para o céu!
Inveja quase nehuma, tenho.
Estou conversando com São Pedro!
Ira, tenho muita, sim!
O inferno me espera.
Preguiça é uma delícia.
Já estou queimando!
Avareza, gosto não.
Livrei-me do cramunhão!
Gula me enlouquece.
O fogo me aquece!
Luxúria sou mestre.
O capeta agradece!
Não farás imagens quaisquer, para adorar. Sei não, mas a turma do Vaticano não há de escapar do fogo do inferno.
Não pronunciarás em vão o nome de Deus. A Dilma e o Serra já reservaram lugar ao lado do Chifrudo, estão brigando para ver quem fica do lado esquerdo.
Terás um dia, na semana, para descanso e recollhimento. Tenho um amigo que é prevenido e cumpre à risca o mandamento: fica em recolhimento de domingo a domingo.
Honrarás pai e mãe. Coitados de nossos políticos, ou melhor, de seus pais e mães.
Não matarás. E mandar matar, pode? Se não puder como ficará a turma da pena de morte?
Não cometerás adultério. Até aqui, pelas minhas contas, não haviam mil pessoas no céu, deve ter caído pra umas vinte.
Não furtarás. Fecharam o congresso?!
Não darás falso testemunho. Quero um advogado!
Não desejarás o que é do teu próximo. É por isso que construíram Brasília, roubam de longe, os espertos.
Duvido que se o céu existir tenha mais de dez pessoas lá. Já o inferno...tá botando gente pelo ladrão.
4 de novembro de 2010
Eleição, preconceito e xenofobia
Agora que os ânimos começam a serenar, vou dizer algo que me deixou espantado e triste nas eleições: o tamanho dos preconceitos existentes em nossa sociedade, mormente por uma parte das elites e da classe média, um coisa absurda e inconcebível em pleno século XXI, nossas entranhas foram mostradas como nunca no último pleito, preconceitos para todos os gostos: contra mulheres; contra nordestinos; contra a sexualidade alheia- recebi diversos e-mails dizendo que Dilma era lésbica e fui ver a constituiçao, ainda que fosse, isso não é impeditivo para que fosse candidata; contra pobres em geral; contra ateus. Mais triste fiquei foi ver que Serra renegou tudo em que acredita ao aceitar passivamente ser envolvido por essa direita reacionária, que não tendo coragem de mostrar sua cara pérfida e xenófoba, se escondeu atrás de sua candidatura. Um homem que foi cassado, perseguido e exilado não tinha o direito de descer tanto em busca do poder. Perdeu a eleição e a dignidade. E, espero estar enganado, transpirava ódio e ressentimento em sua fala logo após o resultado final.
A canalhice dessa gente não tem limite, o casalzinho global, William e Fátima, após a vitória de Dilma, fizeram uma entrevista com ela, e quiseram parecer bonzinhos e amiguinhos de longa data dela. Eita gentinha hipócrita!
E são tão canalhas, os preconceituosos e xenófabos, que querem fazer crer que foram os nordestinos que deram a vitória a Dilma, mais uma mentira, mesmo sem os votos do nordeste ela venceria, eis aí o link com a votação, região por região: Resultado por regiões
Só mais uma coisinha, a turma da chamada Grande Mídia, que diz defender a liberdade de imprensa, deveria defender é a liberdade de expressão, conceito muito mais amplo e democrático, mas isso não interessa a eles, que incitaram o ódio nas eleiçoes. Perderam tanto a vergonha, quanto a dignidade. Mas estão à espreita, todo cuidado é pouco.
Fiquei, em muitos momentos, com vergonha de ser brasileiro. Nossa cordialidade só é cordial quando submete o outro Triste!!!
A canalhice dessa gente não tem limite, o casalzinho global, William e Fátima, após a vitória de Dilma, fizeram uma entrevista com ela, e quiseram parecer bonzinhos e amiguinhos de longa data dela. Eita gentinha hipócrita!
E são tão canalhas, os preconceituosos e xenófabos, que querem fazer crer que foram os nordestinos que deram a vitória a Dilma, mais uma mentira, mesmo sem os votos do nordeste ela venceria, eis aí o link com a votação, região por região: Resultado por regiões
Só mais uma coisinha, a turma da chamada Grande Mídia, que diz defender a liberdade de imprensa, deveria defender é a liberdade de expressão, conceito muito mais amplo e democrático, mas isso não interessa a eles, que incitaram o ódio nas eleiçoes. Perderam tanto a vergonha, quanto a dignidade. Mas estão à espreita, todo cuidado é pouco.
Fiquei, em muitos momentos, com vergonha de ser brasileiro. Nossa cordialidade só é cordial quando submete o outro Triste!!!
Estranho é estarmos separados
Diz-me que sou estranho,
E fico a perguntar-me:
Estranho porque te quero?!
Estranho porque digo que te amo?!
Estranho porque quero te apertar, te beijar, te ninar?!
Estranho porque sinto saudade de ti, que nunca vi?!
E daí?!
Daí minha linda, você vem aqui,
Ou eu vou aí,
E nada mais será estranho,
Amor não estranha,
Amor reconhece
O outro que ama
Sem distância
Não sabes,
Danielle,
Mas está noite dormi contigo,
Acordei e não estavas,
Mas estava seu cheiro,
A entorpecer minh'alma
Prometi não fazer mais poemas para ti,
Mas como posso se estás sempre aqui,
Estranho é estares aí com o coração aqui,
Estranho é nossos almas estarem juntas e os corpos separados,
Mas há de chegar a hora,
Da ausência virar presença,
E estranho será descobrir,
Como pude ficar uma vida longe de ti!
E fico a perguntar-me:
Estranho porque te quero?!
Estranho porque digo que te amo?!
Estranho porque quero te apertar, te beijar, te ninar?!
Estranho porque sinto saudade de ti, que nunca vi?!
E daí?!
Daí minha linda, você vem aqui,
Ou eu vou aí,
E nada mais será estranho,
Amor não estranha,
Amor reconhece
O outro que ama
Sem distância
Não sabes,
Danielle,
Mas está noite dormi contigo,
Acordei e não estavas,
Mas estava seu cheiro,
A entorpecer minh'alma
Prometi não fazer mais poemas para ti,
Mas como posso se estás sempre aqui,
Estranho é estares aí com o coração aqui,
Estranho é nossos almas estarem juntas e os corpos separados,
Mas há de chegar a hora,
Da ausência virar presença,
E estranho será descobrir,
Como pude ficar uma vida longe de ti!
2 de novembro de 2010
Recado para Danielle ( escrito às pressas)
e quem sabe
verei um dia
brotar
" do impossível
chão"
a mais bela flor
que ornará de amor
o solitário jardim
que é meu coração!
verei um dia
brotar
" do impossível
chão"
a mais bela flor
que ornará de amor
o solitário jardim
que é meu coração!
Na vastidão do oceano
E serei veleiro
a singrar sem rumo
todos os mares do mundo
Velejarei em solidão
serei eu e meus fantasmas
[ são eles: desencanto
frustração
saudade]
E na praia mais deserta
recolherei a mais bela flor
E a carregarei comigo
morrendo devagar
como o amor que tento
matar em mim
Mas não sou assassino
sou apenas um homem
com alma de menino
E deixarei que o amor viva
ele não tem culpa do tormento
de min'alma exangue
E na vastidão do oceano
olharei o infinito
que é o exato tamanho
da saudade que sinto
a singrar sem rumo
todos os mares do mundo
Velejarei em solidão
serei eu e meus fantasmas
[ são eles: desencanto
frustração
saudade]
E na praia mais deserta
recolherei a mais bela flor
E a carregarei comigo
morrendo devagar
como o amor que tento
matar em mim
Mas não sou assassino
sou apenas um homem
com alma de menino
E deixarei que o amor viva
ele não tem culpa do tormento
de min'alma exangue
E na vastidão do oceano
olharei o infinito
que é o exato tamanho
da saudade que sinto
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