8 de janeiro de 2011

Os Maias e A Profecia do Ju­zo Final1



Aqui em Niterói já tem uma funerária fazendo promoção de caixões para o fim do mundo,aceita parcelamento, com a última prestação vencendo às vésperas do dia do Juízo Final, o dono que é filho de árabe com judeu, Isaac Habib, me disse que nunca faturou tanto e  não vende só o caixão, nada disso, é o pacote inteiro: para garantir  sua clientela ele fará o enterro dos compradores um dia antes da desgraceira, pois, segundo ele, no dia não haverá como fazer velório arrumar coveiro, essas coisas,  por este motivo  só vende o pacote fechado. Sei não, mas tenho a leve desconfiança que nosso agente funerário não acredita muito no fim do mundo e quer se garantir, vai que o mundo não acaba e o pobre do Isaac Habib amanhece com uma legião de ex-defuntos na porta de sua agência de viagens eternas  querendo devolver os caixões e seu dinheiro de volta? Aí quem morre é  ele...de desgosto!

Sem sentido

Não procurem sentido na vida, não vão encontrar.

A vida não é sentido...é sentir!



                                                          




                                                     

Friedrich Marx, Karl Engels e Rosa Mônaco, uma confusão dos diabos

Já estou sentindo falta, não recebi nem um e-mail de corrente religiosa no presente ano, nem mesmo dos alimentos milagrosos, veio só um, da graviola, mas esse é repetido. O raio da fruta cura qualquer tipo de câncer, é tão poderosa que se der um copo de suco da disgramenta a um defunto falecido de câncer até duas horas após o óbito, ele desdefunta e volta ao mundo dos vivos, mais vivo que nunca. O quê? E eu lá  sei como fazer para defunto tomar suco. O e-mail não explica.

Totó me ligou lá de Calçado, agora encasquetou que vai virar um intelectual de esquerda politicamente correto, disse que já está lendo toda a obra de Friedrich Marx e Karl Engels, além de Rosa Mônaco- ele é pela liberação feminina. Ainda tentei argumentar que ele havia misturado os nomes, que o correto é Friedrich Engels, Karl Marx e Rosa Luxemburgo, como sempre, levei esporro, disse que sou burrinho e quem sabe das coisas é seu amado mestre, o Edson, além de meu amigo Saint-Clair, que aliás descobriu como foi inventado o crediário, se quiserem saber vão lá no blog dele, é só clicar aqui: Asfalto e Mato, e vão dar direto na infausta descoberta. Eu quase passei mal de tanto rir; voltando ao Totó, além dos três intelectuais acima citados, nosso neomarxista está lendo O Estado e a Revolução do Lênin e me disse estar pensando em escrever um livro sobre o Estado brasileiro, o título será: Brasil- um Estado sem solução, é...o Totó anda me surpreendendo a cada dia...

Rosa Luxemburgo
                                                                         

7 de janeiro de 2011

Só tarde antes que nunca

Quero cor
                cansei-me da escuridão coruscante da solidão
                                                                                          vida...cor...vívida
                                                                                                                     a algaravia de crianças brincando
                  o sorrir do nada    apenas sorrir farta- a mente
                                      deixa-me levar suavemente irresponsável- a mente
morrer o cinza o taciturno o ensimesmado
                                                                                 Quero cor retinta de felicidade


                         depois ora depois dane-se pois o depois
                                                    quero infinita vida...sem ontem  à noite sem  manhã só tarde
                                                   antes que nunca


Alegria de viver-Henri Matisse

                                                                                 
                           




                                                                                               

Pesquisa diz que mulher diz cerca de 20 mil palavras ao dia, homens 7mil

Mas precisava fazer pesquisa para chegar a uma conclusão tão óbvia? Não é meninas? Da última vez que fui discutir a relação com minha última ex, o resultado final da contenda foi o seguinte: eu consegui dizer 8 tá, 13 sim, 9 prometo não fazer mais e mais nada, foram umas três horas de tortura relacional, fiquei tão traumatizado que  cheguei a prometer  que ia ver novela, Faustão e o BBBaBBBacas abraçadinho a ela, sem soltar pum, tirar meleca, arrotar e ainda comentar os programas com alegria e prazer. Claro que não cumpri a promessa, no primeiro domingo fui expulso de casa , junto com o Toy, que foi solidário a mim, e devidamente escafedido para o olho da rua, agora estamos aqui, abandonados, os dois! 


                                                         

Sigo com ela

sonhos, ah!
vãos,
acordei.
ao lado
a solidão
fiel,
sempre!


sigo com ela...




                                                   

Espero que seja sangue

 Início dos anos 80 do ´seculo passado. Eu, Jilozinho e Pedrinho bebíamos no Bardo Conrado. Devido ao adiantado da hora, três da manhã, e à vasta quantidade de cerveja e pinga que já havíamos sorvido, não sei qual de nós era o mais rico, bonito, inteligente, gostoso e forte. Como devem saber, todo bêbado fica assim. Primeiro fica podre de rico.

Lá pelas tantas o Jilozinho propõe irmos até sua toca para comer uma carne de sol que havia preparado. Proposta feita e imediatamente aceita. Pedimos a conta, olhamos, mandamos pendurar e acrescentar mais um litro de Fazenda Velha, pinga que era fabricada lá em Calçado, para acompanhar  a carne de sol. Jilozinho se atracou à valiosa garrafa e disse: -"Eu levo, vocês estão bêbados e podem deixar a 'menina' cair!"

 São José do Calçado é como Ouro Preto- só que muito mais bonita!-, cheia de ladeiras e as ruas forradas de paralelepípedos. Pois muito bem, saímos abraçados rumo à toca do Jilozinho, felizes, cantando a mais bela música da História da humanidade: o glorioso hino do Botafogo de Futebol e Regatas! Jilozinho levava a garrafa cuidadosamente por sob seu braço esquerdo, quando se deu a infausta tragédia: tropeçamos em uma das saliências dos paralelepípedos e nos esborrachamos no chão.
Eu e o Pedrinho conseguimos nos erguer primeiro, Jilozinho, ainda sentado, passa a mão em sua exuberante pança e, desconsolado, diz: "- Estou com a barriga todo molhada, Deus me ajude para que seja sangue!"
Infelizmente não era, a valiosa garrafa havia se quebrado... Jilozinho ficou inconsolável!


São José do Calçado