10 de abril de 2011

Um pouco de silêncio

Um pouco de silêncio
De sentir, a dor
O não espetáculo
Da morte.


Campanha de desarmamento: falta combinar com os bandidos

E vão começar outra campanha demagógica pelo desarmamento, o que me remete ao Garrincha, que após ouvir do técnico tudo o que deveria fazer em campo perguntou, cândidamente: " O  senhor já combinou com os adversários?"
Dados: Nos EUA, onde a venda de armas é livre em vários estados, morrem cerca de doze mil pessoas vítimas de armas de fogo por ano, para uma população de quase 300 milhões de habitantes; Brasil, cinquenta mil pessoas mortas por armas de fogo, população: duzentos milhões de pessoas.
Que tal uma grande campanha, de verdade!, pela melhoria do ensino fundamental; contra a corrupção  e a impunidade, que infestam os três poderes da República; pela melhoria  do sistema de saúde; pela extinção dos milhares dos chamados " cargos de confiança"( de quem?)...podem escolher, mas não tenho mais saco pra campanhazinha babaca de desarmamento com passeatazinha em Ipanema. Saco!
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Só falo depois de ouvir o Caetano e o Gilberto Gil

E, como já era esperado, a demagogia segue solta em cima da tragédia de Realengo, os " explicadores" explicando o inexplicável e governo e políticos entrando com sua parte, fazendo promessas que nunca serão cumpridas, tudo aliado à voracidade por sangue de nossa grande mídia.
A melhor explicação sobre o que motivou o assassino a cometer tal barbaridade foi de uma psicóloga, que do alto de sua ignara sapiência decretou: " Ele tinha problemas!"
Na mosca, nem Freud explicaria o inexplicável tão bem, o pior é a quantidade de asneiras preconceituosas que são empurradas goela abaixo da população, mas como ainda não ouvi a opinião do Caetano Veloso e do Gilberto Gil, os maiores explicadores do Brasil, recuso-me a dar a minha. O Caê é um doce de pessoa e fala suas filosofices com uma gentileza e educação que a gente fica até emocionado; já o Gil é um fenômeno da oratória, até hoje não consegui entender patavinas do que diz em sua baianamente simpática verborragia. Ah, eu gosto dos dois, como cantores e compositores. E só!
Por falar em baianos, vejam a foto de Eurico, um baiano da gema, descansando após oito horas de festa.


                                       

9 de abril de 2011

Bêbado consegue derrubar a única árvore do deserto

A árvore do Ténéré, uma acácia que ficava no Ténéré, região do deserto do Saara, era considerada a árvore mais isolada do mundo, sendo a única em um raio de 200 km. Era, pois em 1973 foi derrubada por um motorista de caminhão líbio que se encontrava completamente embriagado e, no meio de milhões de quilômetros quadrados de areia, conseguiu acertar a única árvore que havia por lá. Bêbado só faz merda...mesmo!
E a palavra Ténéré, consegue ser oxítona, paroxítona e proparoxítona; Saint-Clair e Maria Lúcia Marangon: Socorro!!!
Quem quiser mais detalhes vá em Wikipédia





Oscar Niemeyer e obras faraônicas

Podem me criticar, mas têm coisas que não consigo entender. O Oscar Niemeyer pode ser um gênio na arquitetura, mas seu discurso político não se coaduna com sua obra- que, em geral, são faraônicas e sugam milhões dos cofres públicos. Dinheiro que poderia ser melhor empregado em outras áreas. Agora é o fausto que custou bilhões de reais na tal Cidade Administrativa do governo de Minas Gerais, construída por Aécio Neves, que com menos de 1 ano de uso já precisa de reformas e é alvo de 4 investigações do Ministério Público. Obra projetada por Niemeyer, como o tal Caminho, que leva seu nome aqui em Niterói, e encontra-se abandonado, depois de consumir milhões de reais dos cofres públicos. Obras que não têm nenhuma função social para um povo carente como o nosso. E projetadas por um homem que se diz comunista. Então tá!
Sou burrinho...não entendo certas...deixa pra lá!
A notícia de Minas está aqui: Folha.com

Vida na morte

Salvador Dali
A morte anda rondando
Lúgubre em sua medonha calma
Sabe que, no final, vai vencer
É fatal, o nosso destino
E da certeza do nada
Que virá
Transformamos medo
Em deuses que nos consolem
Com esperanças de eternidades
Que finitas, serão, ao último suspiro.

E, inda sim, a vida segue
No amigo que fica
No filho que deixastes
Nas lembranças dos amigos
No prazer dos inimigos
Nas lágrimas da mulher amada.

A morte morre em si
A vida continua no outro
Que te carrega na memória
Do coração. Que sangra, saudade.

Poupem-nos; já chega a dor da tragédia

E os " especialistas" em explicar o inexplicável continuam suas vituperações mídia afora, tentando achar os motivos que levaram aos assassinatos estúpidos de crianças na Chacina de Realengo.
As explicações foram-se, senhores, explodidas pela bala que o assassino desfechou em seu próprio cérebro. Abram-no, lá no necrotério, talvez encontrem alguma coisa, mas deixem nossos ouvidos em paz. Já chega a dor da tragédia.
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