4 de junho de 2010

Guerreiro de luz

Feriado, preguiça, vontade de fazer algo- o quê? Não sei, aquele estranho sentimento de incompletude que às vezes me ataca. Vontade de sair, de não sair, de ir, não ir...sei lá! Uma leve nostalgia a me rondar, saudade indefinida- de nada- mas ainda assim saudade. Já sei, não precisa dizer que não regulo, tenho plena consciência de minha irregularidade meio doída, meio solitária, mas alegre também. Gosto de ficar só, e isso gera incômodo nas pessoas. Lembro-me de quando era adolescente, e, aos domingos, ficava no quarto lendo jornal, rádio ligado- ouvindo futebol, e minha mãe entrava e perguntava se estava acontecendo, ou faltando, alguma coisa.Nãosei,talvez falte até hoje...

Já sei, acho que vou ler O segredo, talvez descubra, mas, lá vou eu de novo: se é segredo, como pode ser contado aos quatro ventos em livro e filme?  Preciso me conectar ao Universo, entrar em sintonia, ligar-me ao pulsar da natureza, transformar meu avatar, emitir ondas cósmicas( curtas ou médias?, ajuda aí gente!), enfim, virar um incansável Guerreiro de Luz, nem que seja luz de vela! Já é alguma coisa, seus chatos, afinal sou um neófito na espiritualidade cósmica. Falam que sou espírito de porco. Já é alguma coisa, não? Melhor que não ter espírito nenhum. Como nasci no Espírito Santo, creio que se me dedicar , ou meditar, com afinco, em breve vocês verão um ser iluminado a vagar por dentre vós, pobres e ignaros mortais, presos às mundanidades do mundo. Me aguardem!






3 de junho de 2010

As peripécias de Jilózinho e Totó II

Depois de alguns dias de férias, Jilózinho e Totó, retornam à labuta na JTWN- Jilózinho And Totó World News, a agência de notícias do blog. Hoje cedo, muito cedo- antes das seis da manhã- recebi um telefonema de Totó, narrando por onde andaram.

- Toinha!!! Tô com saudade " docê", peste ruim, sumimos uns dias pois fomos convidados pelo Lulinha a viajar com ele até o Irã, mas não fomos como jornalistas e sim como amigos dele. Ele virou nosso fã desde a entrevista que fizemos com ele lá em Brasília, aquela em que Jilózinho deu um porre nele. Jilózinho passou um aperto danado lá no Irã, os " iraneses" não bebem álcool e o safado ficou de sacanagem com os " poliça" de lá: ficou no portão da embaixada do Brasil com um litro de whisky, tomava um gole na calçada e pulava pra dentro da embaixada, o Lulinha ficou na varanda morrendo de rir, até que chegou a comitiva do " Amahijinojento" e a farra acabou, eita sujeitinho bravo e mal-humorado. Gostei muito foi da mulherada, tudo coberta, uma beleza, assim qualquer uma serve, a gente não vê a cara, as pernas... nada... aí fica tudo bonita. Mas não escreve isso no blog, se não vão falar que tou defendendo a submissão das mulheres, sabe como é, hoje em dia não se pode brincar com nada que é preconceito e te xingam logo de fascista- nem sei o que é isso, mas é xingamento e dos bons...outro dia mesmo o Jilózinho tava vendo um jogo do Botafogo e o Lúcio Flávio perdeu um gol feito, ele logo berrou: " Fascista de merda... como vai perder um gol desse!" Perguntei  se sabia o que era fascista e ele disse que sabia mas não ia me dizer, eu que perguntasse a você ou ao meu querido e amado mestre, o Edson, como você é muito safado e mentiroso, vou perguntar ao Edson, que sabe muito mais que você.

Mas voltando ao Irã, aquele pessoal não regula muito não, é uma rezação o dia todo, minha cacunda tá até doendo de tanto abaixar e levantar no meio deles e eles gritando: " Alá!...Alá!...Alá!... eu olhava e não via nada...até que o Lulinha me explicou que Alá não é alá, é o Deus deles lá, que depois vim saber ser o mesmo que o nosso mas com nome de Alá; gente complicada, custa chamar de Deus. Ah, e descobri também que igreja lá é mesquita e só pode entrar descalço, aqui  no Brasil a gente tá é saindo descalço das missas, os ladrões tão roubando até sapato e tênis nas portas das igrejas. Gostei do nome: Mes- qui- ta! Vou até sugerir ao padre aqui de Calçado para mudar  da nossa matriz : de Igreja Católica, para Mesquita Católica, acho que até o papa ia aprovar, tenho medo é de dar confusão, será que dá?

- Bem Totó, acho melhor você não mexer com isso não, deixa como está, você viu o tumulto que já arrumou com sua palestra lá em Guaçui...sobrou até pra mim aqui no blog,  fui chamado de preconceituoso

- Ué não sei por quê? Guaçui não é Veado em tupi, esse povo gosta de complicar as coisas ...Vou desligar, tenho de tratar da Menga(galinha de estimação do Totó), ela está de regime e só pode comer milho diet, depois vou passear com ela. Abraço!

Tá melhorando, ao menos me mandou um abraço, antes de desligar na minha cara, como sempre.

2 de junho de 2010

Terra prometida

Vejam vocês como é o ser humano, ontem fiz uma crônica sobre a perseguição sofrida pelo povo judeu, e me deparo com a absurda invasão do barco que levava ajuda humanitária aos palestinos à Faixa de Gaza, onde cerca de 1.500.000 de palestinos vivem em condições sub-humanas vítimas da guerra sem-fim entre árabes e judeus. O Estado de Israel, não pode, não deve, ou não devia, agir como vem agindo. Sob o manto protetor do governo dos EUA, onde há uma poderosa e influente comunidade judaica, age como seus carrascos e se iguala a eles em insanidade e desrepeito pelo outro- o outro que sempre foram, perseguidos e humilhados História afora. De vítima a algoz, velho clichê, mas, infelizmente, verdadeiro. Como os nazistas( guardadas as devidas (des)proporções)fizeram com os judeus, a Faixa de Gaza é o gueto de Varsóvia do povo palestino.

O governo israelense acusa o Hamas, que governa Gaza, de ser um grupo terrorista, e bloqueia implacavelmente a região, o que gera mais ódio, mais revolta, mais sangue...

Benjamim Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, é herdeiro político de Menahgen Begin, fundador do Irgun, grupo de judeus radicais que, baseado na Torá, tinha como meta conquistar toda a Terra Prometida de volta para o povo judeu. Foi acusado por Ben Gurion, o estadista e humanista, responsável maior pela criação do Estado de Israel, de novo Hitler. Em 22 de julho de 1946 , o Irgun explodiu uma ala do do King David Hotel, onde parte da administração britânica na Palestina, estava alojada. Vinte e oito britânicos, quarenta e um árabes, dezessete judeus e outras cinco pessoas morreram. Begin lamentou apenas a morte dos judeus( A História dos Judeus- Paul Johnson- pág 520), vários outros crimes foram cometidos pelo Irgun. Mais tarde Begin fundou o Likud e veio a se tornar primeiro- ministro. São seus herdeiros que acusam o Hamas de grupo terrorista...pois é, ironias da História.
Na verdade, tanto palestinos quanto judeus são semitas(tudo "brima"), linhagem que, supostamente, teria se originado com Sem, um dos filhos do Noé, é o da arca. Acho que o grande erro de Noé foi ter levado seres humanos, é muita confusão!
Resumindo: junta colonialismo, religião e petróleo, só pode dar o furdunço que tá lá até hoje...todo mundo sabe que a única solução plausível é a criação de dois estados, independentes e soberanos, passando Jerusalém para administração da ONU, já que é  cidade sagrada das três religiões monoteístas: judaísmo, cristianismo e islamismo. Só tem um " pequeno" problema: onde entra paixão religiosa e e interesse econômico, sobra-se pouco espaço para a razão.

Bom, tem outra saída: que Deus resolva logo entregar a tal Terra Prometida aos judeus e acaba logo com a brigalhada... afinal, tem cinco mil anos que prometeu...

1 de junho de 2010

Tomada cósmica

Continuando o assunto preconceito, nós brasileiros, somos filhos de um: todos aprendemos que o Brasil foi descoberto por Pedro Álvares Cabral no ano de 1500 da era cristã. Sou meio idiota e costumo fazer perguntas estarpafúdias, meio burrinho, como diz o Totó, alguém aí me socorra: E os milhões de indígenas que habitavam estas plagas, não eram gente? Não formavam sociedades? Não eram seres humanos? Se eram, como então fomos " descobertos" ? E até hoje, senhores, ensinam em nossas escolas uma asneira deste quilate, e todo mundo concorda. Pior, os que sobreviveram ao genocídio do colonialismo são vítimas de todo tido de preconceitos, em verdade, considerados seres inferiores, que atrapalham o progresso do país. Negar a humanidade do outro é sempre a melhor maneira de dominar e livrar os dominadores de culpa. A Igreja Católica, levou anos discutindo se os indígenas tinham ou não alma, se não tivessem, não eram humanos, podendo ser escravizados. O mesmo ocorreu com os negros, que depois de séculos de escravidão foram " libertados" e abandonados à própria sorte por nossa piedosa e cristã classe dominante. A mesma que hoje exige pena de morte para ladrãoes e assassinos de baixo coturno e protege os grandes ladrões e assassinos com intermináveis firulas jurídicas que os impedem de serem punidos por seus crimes. Protegem os seus, em verdade...os que desviam dinheiro público aos borbotões; os que assassinam mulheres covardemente como o Pimenta sei lá de quê, assassino covarde que até hoje, anos depois do crime pérfido que cometeu, se encontra livre; a gama de políticos processados e nunca julgados;  os Daniels Dantasque pululam impunes pela aí ,enfim,  um sem fim de safadezas que se fossem perpetradas por um pobre coitado, de preferência negro, geraria profunda indignação na nossa " progressista" classe-média. A mesma que acha Paulo Coelho um gênio da literatura e compra um monte de babaquice escrita por espertalhões para se " conectar ao Universo. Alfredinho Dá Volta já está preparando Tomadas Cósmicas para vender aos interessados: enfia uma ponta no bocal a outra em qualquer lugar do corpo onde tenha buraco, segundo ele se for no traseiro a conecção com o Universo é 100% garantida! Quer saber, como dizia o Crissaf: " Vão peidar n'água para ver se faz borbolha!"

31 de maio de 2010

Preconceito estampado

Na última crônica que fiz- São Miguel dos Gays- uma leitora deixou um comentário dizendo o seguinte : " Preconceito estampado". Achei interessante e resolvi tecer alguns comentários sobre o mesmo.

Vamos, antes de mais nada, definir o que é preconceito. No Aurélio: " Suspeita, intolerância, ódio irracional ou aversão a outras raças, credos, religiões, etc." No Houaiss: " Ideia, opinião ou sentimento desfavorável formado a priori, sem maior conhecimento ponderação ou razão." Definições dadas vamos, sem preconceitos, falar de preconceito e da ditadura do politicamente correto, nova praga- a ditadura, não o politicamente correto- que nos assola. Lógico está que a questão é por demais ampla, sensível e complicada para ser exaurida em uma única crônica, vamos nos limitar aos homossexuais e aos judeus.

Povo nenhum, em época alguma, foi tão perseguido, maltratado e espezinhado como os judeus e sabem o por quê? Religião, amigos. Foram eles, que criaram o monoteísmo- religião em que um único ente- Deus, Jeová, Alá, como queiram- foi o criador do Universo e tudo que ele contém, inclusive este pobre escriba. A perseguição tomou forma quando a maioria do povo judeu se recusou a aceitar Jesus Cristo- um judeu- como filho de Deus e abandonar suas crenças de três mil anos( hoje cinco) e seguir a nova religião. Com o advento do Islamismo( 672-DC) ocorreu algo parecido e a confusão continua até hoje. Filhos se matando em nome do mesmo Pai!
Em nossa língua portuguesa existe uma palavra- judiar- que é derivada da perseguição aos judeus, vitimas de toda sorte de preconceitos, covardias e, por fim, extermínio puro e simples por parte de Hitler e a sua Alemanha- Cristã, não esqueçam!
Sabem como os judeus sobreviveram a tanta perseguição e preconceito: agarrando-se em sua fé; aprendendo que o conhecimento- o saber!- era a única e maior riqueza que podiam levar quando eram expulsos de algum lugar e tinham seus bens expropriados por piedosos cristãos; com isso nos legaram gente como Espinoza, Freud, Marx, Einstein, Hannah Arendt e muitos outros gênios, em todas as áreas do conhecimento humano; a outra forma de defesa que encontraram foi rir de si mesmo  e de suas desventuras, sim o cáustico e , por vezes, cético, humor judaico foi uma forma de defesa que encontraram para sobreviver e superar o sofrimento. Woody Allen é um exemplo. Fiz este breve relato para chegar até nós, hoje.

Estamos construindo uma sociedade de vítimas, todo mundo é perseguido e injustiçado, negros, índios, homossexuais, sem-terra, sem-teto, até os sem-vergonha se dizem perseguidos, vide o Maluf, o Zé Dirceu e outros...
E tome leis para proteger todo mundo e é bolsa pra todo lado, minha mulher diz que vai pedir uma Vuitton ao Lula, eu é que não dou. Brincadeiras a parte, que tal se em vez de leis, exigíssemos do Estado que cumprisse sua OBRIGAÇÃO e investisse pesadamente em EDUCAÇÃO PÚBLICA de qualidade como está escrito na constituição, a mesma que diz que TODOS- negros, brancos, mulheres, homossexuais, índios, até torcedores do...bem, do time lá da Gávea, são iguais perante à lei. Não cumprem, nós não exigimos, e vamos criando mais leis, mais burocracias, mais gastos, mais roubos e vira todo mundo vítima à espera de soluções milagrosas por parte do Estado, não as há...
Temos que dar às pessoas direito de se defenderem e não de serem " protegidas. Que tal o ensino primário e secundário ser única e exclusivamente feito pelo Estado. Já imaginaram: os filhos das elites estudando com o populacho?! Não vai acontecer, mas uma coisa garanto: a qualidade seria muito, mas muito!, melhor. Como diz Millôr Fernandes: " Socialismo é acesso!"ou " só superaremos nossos preconceitos quando assumirmos que os temos." Depois continuo...tem um viado me ligando sem parar!

29 de maio de 2010

São Miguel dos Gays

-Jilózinho e Totó, os mais famosos jornalistas do Brasil, quiça do mundo, foram convidados para fazer uma palestra em Guaçui, município vizinho de São José do Calçado, onde residem e base da JTWN- Jilózinho And Totó World News, a agência de notícias do blog. A dita palestra quase resultou em tragédia e nossos brilhantes correspondentes tiveram de deixar a progressista cidade sob forte escolta policial. Vejam abaixo a narrativa de Jilózinho sobre o infausto acontecimento;

- Jarrão, escapamos por pouco de sermos capados lá em Guaçui, tudo culpa da anta do Totó que agora se meteu a entender de tudo e resolveu dar uma aula sobre as origens do nome Guaçui para o pessoal de lá. Deu uma confusão dos diabos e só não aconteceu algo pior porque a polícia chegou rápido.

- Como assim Jilózinho, explica direito pois não entendi patavinas do que disse. Nem nossos leitores vão entender-digo.

- Foi o seguinte: Totó começou explicando que Guaçui quando foi elevada à condição de Vila em 1866  se chamava São Miguel dos Veados, depois, quando se tornou município, em 1928, virou só Veado- São Miguel não quis mais ser padroeiro dos veados pois os outros santos ficavam sacaneando ele lá no céu. Depois, segundo Totó, em 1931, mudaram o nome para Siqueira Campos, um dos dois sobreviventes do episódio histórico conhecido como Os Dezoito do Forte, só ele e Eduardo Gomes escaparam e ele virou heroi nacional , morreu em 1930, em um acidente de avião, mas a mudança de nome acabou por gerar problemas com a família do homenageado, pois as cartas enviadas para Guaçui eram enderaçadas assim: Fulano de tal, rua tal, número tal...Siqueira Campos( ex- Veado). O pessoal começou a não gostar, mas a anta continuou: com os protestos, em 1943, mudaram o nome para Guaçui, ou seja, continuaram veados, mas agora veados indígenas pois Guaçui é veado  na língua tupi-guarani; eu- continua- Totó, sugiro a vocês, em nome do politicamente correto, do qual agora sou devoto, que mudem novamente o nome da cidade, agora para Gays ou São Miguel dos Gays, acho que agora  São Miguel vai topar, vai até ficar alegre, que é gay em inglês e nome da cidade vizinha de vocês: Alegre! Já imaginaram: passo em Alegre e vou pra Gay...Serão todos alegres, em português e em inglês, e acabaremos com o preconceito: vocês não serão mais veados, nem em português, nem em tupi-guarani, o serão em inglês que é muito mais chique...Não terminou, o pessoal avançou em cima da gente e escapamos por pouco. Totó ainda se virou para mim, depois que a polícia nos salvou e disse: " Ô gentinha preconceituosa e cheia de viadagem!" Meti um pescotapa na nuca dele e mandei calar a boca. Agora tô aqui , todo roxo e arranhado fazendo tratamento, já tomei umas oito...

27 de maio de 2010

Paixão

E a paixão esquecida, guardada no canto mais recôndito da alma, ressurge como uma fênix enlouquecida  a lhe atormentar . Culpa das modernidades tecnológicas, mais precisamente do monstro Google, que tudo vê, tudo sabe, tudo informa. Versão moderna e amplificada milhões de vezes, das fofoqueiras da pequena cidade onde nascera. E no vagar da madrugada a navegar pela solidão da Web, digita o nome da paixão perdida e trancafiada no cofre forte onde esconde de si mesmo suas dores mais doídas. E ali está ela novamente, quatro letras de uma paixão avassaladora que se perdera nos desencontros dos excessos: de amor, de ciúme, de desejo demasiado, insuportável, insaciável por aquele corpo dourado e belo, que exalava um perfume que até hoje, anos depois, ainda atravessa suas narinas e toma seu corpo em um êxtase de saudade que o paralisa. As paixões eternas são as que não chegam ao fim...terminam antes do desgaste do tempo, do marasmo do dia-a- dia. E a dele fora assim, no auge do desejo, o objeto do desejo se foi, para longe...bem longe, e ele se recolheu em saudade, solidão e tristeza.

E lá está ela: o mesmo sorriso farto, os lindos cabelos louros a escorrerem até a nuca como uma cascata de ouro...e ele ali paralisado a olhar a foto, o perfume dela a tomar cada poro de sua pele, o coração a palpitar saudade, lágrimas de ternura escorrem por seu rosto, a mão a acariciar o rosto amado na tela fria do computador...dor!